Demétrio Magnoli e o haitianismo revisitado: a tática do terror contra as cotas

Vou voltar ao tema das cotas, pois após a histórica decisão do STF ao julgar a CONSTITUCIONALIDADE das cotas raciais, tenho visto uma discussão nas redes sociais que toma como base a argumentação de Demétrio Magnoli e sua turma (Demóstenes Torres, Ali Kamel, Roberta Kaufmann). Tal discussão tem promovido o terror na população, em especial, na imensa quantidade de pessoas que preferem não se considerar negro em nossa sociedade, que repetem essas argumentações sem refletir, apenas pelo medo de que as previsões desses intelectuais se concretizem.

Foi um amigo, que também é a favor das cotas, quem me mostrou um vídeo de uma palestra de Demétrio Magnoli que está circulando no YouTube. Neste vídeo, Magnoli e outros falam dos possíveis resultados que a implementação da política de cotas raciais podem trazer ao país. Vejam o vídeo e a argumentação de Magnoli (são só quatro minutos):

Após assistir ao vídeo, este amigo pediu que eu fizesse algumas considerações à respeito do mesmo. Achei que seria válido postá-las aqui no meu blog, para não limitá-las ao circuito restrito da minha rede social. Portanto, abaixo o que se vê foram as considerações que fiz sobre o vídeo acima, com poucas alterações para adequá-la ao conteúdo do blog.


Prefácio: antes mesmo de o Demétrio Magnoli fazer a sua fala, temos o áudio de um indivíduo não identificado discorrendo sobre a possibilidade de termos uma Guerra Civil no Brasil, caso o legislativo decida favoravelmente pela implementação do sistema de cotas raciais. Portanto, desde o princípio percebemos que a tática adotada para atacar as cotas será a do terrorismo. Tática que o Demétrio Magnoli vai recorrer em sua fala por diversas vezes, como veremos.

Tal estratégia é a mesma adotada na campanha de José Serra, na campanha presidencial contra Lula em 2002, quando o eterno candidato decidiu chamar a ex-namoradinha do Brasil, Regina Duarte, para falar do medo que ela sentia caso Lula ganhasse as eleições. Lembram?

Quando Demétrio Magnoli começa a falar,  é incrível a quantidade de besteiras em sequência que são elencadas para atacar o sistema de cotas para negros. Poucas vezes vi um intelectual falar, com tanta verve, tamanha quantidade de bobagens. Vou elencar aqui as principais:

‎1a. bobagem: Demétrio Magnoli coloca em dúvida a associação negro=pobre e pobre=negro, alegando que isso é uma fantasia do frei Davi. Sua argumentação vai pela afirmação de que existem pobres de todas as cores, mas se esquece, não por acaso, de  considerar em sua argumentação a distribuição dos pobres segundo a cor. É justamente nisso que se baseia o Frei Davi, que ele menciona, e todos aqueles que acham justo a implementação do sistema de cotas.

2a. bobagem: Demétrio Magnoli fala de uma lei que estava tramitando no senado que, se aprovada, fará com que o Estado entre em cada sala de aula de cada escola pública para traçar uma fronteira de raça.

Em primeiro lugar, essa fronteira de raça já existe hoje e, como todos devem saber, um pobre branco não é tratado pela sociedade da mesma maneira como um pobre negro. Este último carrega na pele o peso de um passado opressor que jamais foi superado no Brasil e continua oprimindo o negro ainda hoje e não há 300 anos atrás, como o Sr. Magnoli quer fazer crer.

Eu, por exemplo, sou de família pobre que sempre morou na periferia da Zona Sul, região do M’Boi Mirim (Capão Redondo, Jd. Ângela, Pq. Sto. Antônio). Sei muito bem a diferença de ser branco ou negro aqui na região onde moro. Jamais passei por situações que meus colegas de classe passaram simplesmente por serem negros ou descendentes de negros. Jamais fui agredido ou sequer parado por policial para uma revista, enquanto todos meus amigos negros do bairro passaram por isso e mais de uma vez, mesmo quando ainda eram crianças de 13 a 16 anos. Portanto, o Estado já traçou uma fronteira de raça clara na maneira como suas instituições tratam seus cidadãos. Como disse um colega no twitter, se alguém diz não saber identificar no Brasil quem é negro de quem não é, basta chamar a Polícia, pois estes sabem muito bem.

3a. bobagem (com crueldade): o Sr. Demétrio Magnoli argumenta que a implementação do sistema de cotas irá transformar as crianças brancas pobres de escolas públicas em verdadeiros representantes da elite branca, dos antigos proprietários de escravos. Esta é uma invenção doentia da cabeça de Magnoli que, através desta argumentação, encontrou uma maneira cruel de atacar não só as cotas, mas também os negros e seus descendentes.

As cotas não irão transformar as crianças brancas em representantes de senhores de escravos, assim como as cotas não transformam as crianças negras em representantes dos escravos. ISSO É UMA GRANDE BESTEIRA advogada por Demétrio Magnoli e seus colegas com o intuito de confundir a discussão, uma vez que TODA A SOCIEDADE BRASILEIRA é herdeira de um processo histórico escravista que, mesmo após a abolição, continuou excluindo os negros de diversas maneiras, dentre as quais, mantendo-os sem terra, nos piores empregos e com baixa escolaridade ou uma formação de péssima qualidade. Tal quadro faz com que uma mudança de condição social seja bastante dificultada e, se possível, conquistada somente com um esforço e custo elevado.

Os negros sofrem HOJE a opressão de um passado que ainda não se resolveu, basta olhar para o quadro da presença do negro e seus descendentes em nossa sociedade. Onde eles figuram? Cadê os negros que não aparecem na televisão e na representação identitária do brasileiro? Vamos preferir adotar a postura de Demétrio Magnoli, Ali Kamel, Arnaldo Jabor, Demóstenes Torres e Roberta Kaufmann ao dizer que não somos racistas e que o negro tem as mesmas oportunidades de chegar ao ensino superior público em nossa sociedade, mesmo que esta argumentação contrarie todas as estatísticas?

Ao usar este argumento, Demétrio Magnoli e seus colegas estão agindo com imensa crueldade, pois invertem os efeitos do racismo e transforma o negro em opressor do branco. Estes indivíduos tem a cara-de-pau de falar que as cotas farão com que o branco passará a ter a “cor errada” e o negro “a cor certa”, levando grande parte da população a acreditar que as cotas farão dos brasileiros pessoas racistas, coisa que não são. Me vêm à cabeça o livro 1984, de George Orwell, que traz afirmações como “Guerra é Paz; Liberdade é Escravidão; Ignorância é Força”.  Qual será a intenção de Magnoli e seus colegas ao defender uma “verdade” sabendo que a mesma é uma mentira?

4a bobagem: uma vez mais, com requintes de crueldade e tal como Regina Duarte em 2002, Demétrio Magnoli adota a tática do terrorismo e afirma categoricamente que a implementação do sistema de cotas vai extrapolar as salas de aula e passar para o mercado de trabalho, para os bairros periféricos  e para os ônibus (em referência cruel à segregação nos EUA, insinuando que negros segregariam brancos nos ônibus), voltando ao discurso do infeliz que o precedeu, que falava de uma possível guerra civil no país, já que as cotas é que criariam as raças e o racismo em um país onde nada disso existe, no discurso alucinado dessas pessoas.

Oras, isso que estão fazendo Magnoli e seus colegas é uma espécie de HAITIANISMO REVISITADO. Usam a mesma argumentação que um proprietário de terras e escravista do tempo do império usaria, ao explorar o temor de uma possível revolta dos escravos para mobilizar os demais membros da sociedade a manterem os negros em sua condição servil. Não há dúvidas de que ele e os seus amigos é que agem como racistas, querendo manter a condição do negro neste vigente e velado racismo institucional que limita a um número PÍFIO a presença deles e de seus descendentes nas universidades públicas.

Falar em produzir racismo é o auge do cinismo do Sr. Magnoli. O racismo não será produzido com as cotas raciais, ele já existe no Brasil desde que se começou a traficar escravos para a América Portuguesa. Mesmo depois da abolição, o racismo persistiu da pior forma possível: velada, escamoteada e travestida de boas intenções, tal como estas que Magnoli e seus colegas dizem defender (cotas sociais no lugar de raciais).

5a. bobagem: Demétrio Magnoli demonstra de quem está à serviço ao falar que a elite não tem nada a ver com isso. Seu discurso passa a ser digno de pena, de tão absurda defesa que faz da elite.

Não por acaso, vemos por trás deste senhor quem são os patrocinadores da mesa-redonda presentes no painel de fundo (banqueiros, magnatas do aço, indústria de tabaco). A estratégia de Magnoli e seus colegas é mentir descaradamente ao dizer que a elite vai para universidades estrangeiras e cria suas próprias universidades. Para desmentí-lo, basta olhar os sobrenomes dos estudantes de medicina, arquitetura e engenharia, por exemplo, da USP, da UnB, da UFRJ, da UFMG e demais estados para vermos como seu argumento é maldosamente mentiroso. Magnoli se refere à elite da elite, isto é, aos filhos daqueles que estão financiando a sua palestra. Mas a elite brasileira é bem mais ampla do que as 15 ou 20 famílias a que ele se refere.

Seria risível, se não fosse trágico e perigoso, quando ele fala, quase aos berros, que “A ELITE NÃO ESTÁ NEM AÍ PARA AS LEIS RACIAIS. NÃO ATINGE A VERDADEIRA ELITE”, pois se de fato fosse como ele fala, a reação das elites não seria a de criar uma tropa de elite para tentar não deixar as cotas passarem no legislativo e no judiciário, como temos visto. Se fosse verdade, ele não estaria sendo pago por Itaú, Souza Cruz e Gerdau para falar esse monte de bobagens que falou em sua palestra, sendo aplaudido por uma platéia ávida para justificarem seu racismo com um discurso vindo dos bancos da universidade.

Uma vez mais sou obrigado a repetir: a população pobre não será dividida por coletividades de sangue por causa da instituição de cota nas universidades. Ela JÁ É marcada pelo racismo em função do processo histórico de constituição do povo brasileiro, quer o sr. Demétrio Magnoli queira reconhecê-lo ou não. O tempo não dissipou o racismo com o passar dos anos, como que por encanto. Isso é uma ilusão criada e utilizada por pessoas como o Sr. Magnoli, que desejam impedir a adoção de ações afirmativas pelo Estado brasileiro para mudar a condição do negro em nossa sociedade.

6a. bobagem: por fim, Demétrio Magnoli deixa de lado todo o pudor, se é que houve em algum momento, e TOCA O TERROR de vez ao dizer que com a aprovação do sistema de cotas, o Brasil terá explosões de ódio racial, correndo o risco de se transformar em uma RUANDA. Aqui, o Sr. Demétrio Magnoli se traveste de Regina Duarte e praticamente repete, com a carinha mais cínica do mundo, as palavras da atriz que dizia ter medo, como há muito tempo não tinha medo.

Conclusão: Infelizmente, trata-se de um verdadeiro disparate que um acadêmico se preste a este serviço e esteja profundamente alinhado com o racismo vigente em nossa sociedade, ao ponto de defendê-la de forma tão vil e ao mesmo tempo tão clara.

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8 Comentários

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8 Respostas para “Demétrio Magnoli e o haitianismo revisitado: a tática do terror contra as cotas

  1. Pingback: as bobagens nada inocentes de demétrio magnoli: a tática do terror contra as cotas raciais | histórias pra boi acordar

  2. Dr. Edio Silva Júnior, no seu voto, dando inclusive até um sabão, na advogada do DEM, Roberta Fragoso Kauffman, e aos demais alinhadinhos que tem “dados” lidos em Veja e afins.

    “…Creio que a advogada da requerente, que pode ter entrado na Universidade numa época antes do debate das ações afirmativas, quando negros entravam na Universidade EXCLUSIVAMENTE para ser vigilantes – profissões dignas, honrosas – vigilantes, cozinheiros, bedéis, serviçais, o Brasil era feliz. E nós mesmos, os negros, não sabíamos o quanto nós éramos felizes. O Brasil era feliz, tudo ia bem, tudo funcionava bem, o direito de igualdade tava sendo muito bem aplicado, as pessoas estavam contentes, as pessoas estavam felizes.
    Agora, com o debate das ações afirmativas, o Brasil não vai bem.”

    É isso que o requerente, no caso o DEM, quer que você pense, lá no fundo.

    E continua…

    “(…)
    Esta é a narrativa que eu ouvi aqui, com respeito, mas me permita contrapor a ela pela sua inconsistência, pela sua HIPOCRISIA.”

    • Certamente essa foi a melhor fala dos dias em que o STF estava julgando a constitucionalidade das cotas raciais. Eu assisti ao vivo pela TV Justiça e até hoje me lembro de partes do que ele falou, da entonação e da fina ironia com a qual feriu magistralmente a advogada do DEM.

  3. Pingback: Lilia Moritz Schwarcz rebate tolices de Demétrio Magnoli no Programa do Jô | Hum Historiador

  4. Luiz Guilherme Prats

    Desculpe colega, mais os seus argumentos não se sustentam. Como voCê não foi a fundo neles, não mes sinto obrigado netse espaço a ir além disso.

  5. antonio carlos sacco

    Rogério, é sempre bom que espaços como estes se abram para discussões como estas. Sou professor de História do Ensino Médio no interior de Minas Gerais. Devo confessar que tenho profundas dúvidas sobre a adoção das cotas raciais para vagas nas universidades ou em qualquer outra instituição. Mas não tenho dúvida alguma sobre o papel ideológico que figuras como Magnolli, Leandro Narloch e outros aninhados no “Instituto Mileniumm” desempenham. Este instituto pretende-se o “ninho da serpente” das reelaborações ideológicas de uma direita atordoada. Produzi um pequeno texto sobre este tipo de abordagem para ser incluído no material de “História e Cultura Afro Brasileira” dos meus alunos, a idéia é remetê-los (os alunos) a este debate. Se possível, gostaria que o reproduzisse do seu blog. Saudações. Antonio Sacco (acsacco@gmail.com). Segue o texto :

    A prática e o discurso cristão-humanista do antiescravismo britânico

    “Por que as escolas de samba contam apenas metade da história da África? Por que nenhuma delas homenageia a ‘luz’ que veio da Inglaterra, sem a qual até hoje os africanos achariam OK comprar gente?”
    (Leandro Narloch da Editora Abril em artigo na Folha de São Paulo)

    “Thomas Clarkson…descobriu os horrores do tráfico…em 1785. A ‘revelação’…cortou a carreira de diácono da Igreja Anglicana e acendeu uma chama que não se apagaria….a aliança entre aquele homem alto e ruivo…e os religiosos quakers deflagrou a campanha que mudaria o mundo”
    (Demétrio Magnoli no livro “Uma gota de sangue”)

    Os homens acima vão ao céu em busca de uma explicação para o combate ao tráfico negreiro e à escravidão. Por esta divina interpretação, há uma revelação celestial que se faz aos homens bons, cristãos, “altos e ruivos” da Inglaterra. A partir daí, uma vez esclarecidos, eles passam a derramar “luz” sobre o mundo inteiro. Dessa maneira os negros teriam sido salvos dos horrores do tráfico e da escravidão.

    Isto não está em nenhuma cartilha messiânica. É apenas a ponta do iceberg de uma concepção historiográfica que vem se apresentando como nova, moderna e agressiva. Ela resgata as piores pérolas do idealismo e do etnocentrismo. Atribuir ao “céu”, ou aos de cima (principalmente se “altos e ruivos”), a tarefa de por fim ao horrores da humanidade tem um objetivo bem cristalino : inverter o papel dos agentes históricos e ceifar a possibilidade de que a histórica admita qualquer utopia coletiva.
    Algumas considerações são necessárias para desnudar as contradições da hipócrita cruzada antiescravista britânica que, pretendendo lastrear-se em um discurso cristão e humanista, não resiste à mínima análise.
    A primeira consideração é que historicamente a Inglaterra, até o final do século XVIII, pilhou a África e comercializou negros exaustivamente.O “asiento” que os britânicos impõem aos espanhóis após 1714 é , nada mais, do que a exigência do monopólio para o fornecimento de negros às colônias espanholas na América no século XVIII. Desta maneira são os ingleses que trazem mais da metade de todos os negros que chegam às Américas ao longo do século. A “consciência cristã” só aparece a partir da necessidade de novos mercados que a Revolução Industrial impõe e o “Bloqueio Continental” agrava.
    A segunda é que tanto os Tratados de 1810 quanto as Leis Liberais de 1831 (a ”Lei para inglês ver”) estabeleciam, no Brasil, o fim do tráfico e da escravidão. Mas foram descumpridos e tolerados pelos ingleses porque a contrapartida econômica e alfandegária era bem vantajosa. Além disso era necessário fazer as devidas mediações com a nossa aristocracia escravista, pois dependia dela a manutenção dos privilégios britânicos.
    A terceira é que, pelo que dispõe o “Bill Aberdeen”, a “vigília punitiva de Deus” aos traficantes fazia-se apenas no Atlântico sul, pois no Atlântico norte o tráfico estava liberado. Pelo jeito o “Deus dos ingleses” queria contrariar Caetano Veloso,… “não existe pecado do lado de cima do Equador”…
    A quarta – causa da terceira – é que os algodoais do sul dos EUA, que abasteciam a indústria têxtil britânica, até 1861 alimentavam-se de trabalho escravo sob o beneplácito e participação indireta de traficantes ingleses. Não eram raras as vezes em que os traficantes eram os próprios oficiais das embarcações da “Royal Navy” incumbidos do combate ao tráfico.
    A quinta – consequência da quarta – é que na Guerra da Secessão nos EUA (1861-65) entre o norte abolicionista e os confederados sulistas escravocratas, a Inglaterra apoia os escravocratas. É bom não nos esquecermos que por estes tempos, os quakers – aqueles parceiros de “revelação” dos homens altos e ruivos – estavam empenhados em outra celestial tarefa : exterminar o que ainda havia sobrado de indígenas em território americano, apoiando-se nas “verdades reveladas” pelo delírio etnocentrico do “Destino Manifesto”.
    A sexta é que o fim da escravidão na Jamaica, colônia britânica, só se faz a partir de 1838. Ah!, em tempo… a própria Jamaica mantém-se como colônia britânica até 1966. (Lembra-se da “solidariedade britânica” às independências na América Ibérica ?)
    A sétima é que a partir da segunda metade do século XIX a Inglaterra inicia um novo ciclo de expansão (imperialista) e a África, esvaziada demograficamente, não teria muita utilidade, pois era necessário submeter os africanos a condições de exploração não tão diferentes daquelas condenadas na América.
    Portanto, não se trata de opor-se ao antiescravismo britânico, mas, antes, de entendê-lo. Bem como entender o papel ideológico desta concepção de história, uma nova formulação em defesa de velhas causas que, ironicamente, apresenta-se sob o manto da modernidade. Tão acolhedor a ponto de abrigar um velho e histriônico quadro do sectarismo trotskista.

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