LIBERDADE e democracia?

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Charge: Quino

Diante de uma nova invasão estadunidense à Síria, vi uma postagem que está circulando nas redes sociais e que gostaria de publicar aqui no Hum Historiador também.

Trata-se de uma relação dos países que foram bombardeados pelos Estados Unidos com o pretexto de estabelecer a democracia, desde o final da Segunda Guerra Mundial até os recentes bombardeios à Líbia.

Abaixo a lista dos países, junto com o período em que foram bombardeados pelos Estados Unidos, comprovando que, não importa quem esteja ocupando a Casa Branca, a política armamentista e militar deve ser mantida.

  • China 1945-1946
  • Korea 1950-1953
  • China 1950-1953
  • Guatemala 1954
  • Indonésia 1958
  • Cuba 1959-1960
  • Guatemala 1960
  • Congo Belga 1964
  • Guatemala 1964
  • República Dominicana 1965-1966
  • Peru 1965
  • Laos 1964-1973
  • Vietnã 1961-1973
  • Camboja 1969-1970
  • Guatemala 1967-1969
  • Líbano 1982-1984
  • Granada 1983-1984
  • Líbia 1986
  • El Salvador 1981-1992
  • Nicarágua 1981-1990
  • Irã 1987-1988
  • Líbia 1989
  • Panamá 1989-1990
  • Iraq 1991
  • Kuwait 1991
  • Somália 1992-1994
  • Bósnia 1995
  • Irã, 1998
  • Sudão, 1998
  • Afeganistão, 1998
  • Sérvia 1999
  • Afeganistão, 2001
  • Iraq in 2003
  • Líbia 2011

Em meio ao iminente bombardeio da Síria, vale lembrar as óbvias palavras do presidente uruguaio José Pepe Mujica, divulgadas no portal Opera Mundi nesse último sábado (07).

“ÚNICO BOMBARDEIO ADMISSÍVEL SERIA DE LEITE EM PÓ E BISCOITOS”
por Opera Mundi | publicado originalmente em 07/09/2013

É impossível cessar uma guerra com mais guerra, disse o presidente uruguaio sobre possibilidade de intervenção militar

O presidente uruguaio defende que uma ação militar não é o melhor caminho para solucionar o conflito civil no país. “Isso seria tentar apagar uma fogueira colocando mais combustível”, argumenta em referência ao plano norte-americano de intervenção. “A guerra não se resolve introduzindo mais guerra. Isso leva a situação para um caminho de conflitos intermináveis que promove um profundo ressentimento que vai transformar em luta e resistência “aqui e ali”, reitera em entrevista a uma emissora local do Uruguai.

José “Pepe” Mujica, presidente do Uruguai. Foto: Agência Efe

Citado pela imprensa espanhola neste sábado (07/09), o presidente uruguaio fez referências na história contemporânea para argumentar os impactos negativos da guerra. “Cada uma das tentativas nos últimos 30 anos de impor a democracia ocidental – da forma como conhecemos –, na Ásia ou no mundo Árabe, teve o resultado semelhante de sacrifício e dor”, analisou ao El Pais.

Na contramão de Mujica, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu hoje (7) aos membros do Congresso que não fechem os olhos ao uso de armas químicas na Síria. “Nós somos os Estados Unidos. Não podemos ficar cegos diante das imagens da Síria. É por isso que peço aos membros do Congresso, dos dois partidos, que se unam e ajam para promover o mundo onde nós queremos viver, o mundo que queremos deixar aos nossos filhos e às futuras gerações”, disse Obama, que procura o apoio do Congresso para ataques militares à Síria. O presidente falou à população em um programa semanal de rádio.

O Congresso norte-americano deve começar, na segunda-feira (9), a debater os ataques defendidos por Barack Obama como reação ao uso de armas químicas no dia 21 de agosto, nos arredores de Damasco, capital síria, pelo qual responsabiliza o regime do presidente Bashar Al Assad.

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