Massa falida da Selecta ignora ordem para retirar entulho do Pinheirinho

Matéria publicada pelo jornal O Vale, de São José dos Campos, em 18 de Fevereiro de 2012, por Beatriz Rosa e divulgada no blog PIG -Partido da Imprensa Golpista.

Funcionários da prefeitura já recolheram na área mais de oito toneladas de materiais para eliminar criadouros de dengue

Beatriz Rosa
São José dos Campos

A massa falida da empresa Selecta, proprietária do terreno do Pinheirinho, na zona sul de São José dos Campos, ignorou a determinação da prefeitura para fazer até ontem a limpeza da área de 1,3 milhão de metros quadrados.

Após a desocupação do terreno no dia 22 de janeiro pela Polícia Militar e a demolição de cerca de 1.700 moradias, a área se transformou em um depósito de entulho com alto risco de proliferação do mosquito transmissor da dengue.
A limpeza do terreno foi determinada pela prefeitura no último dia 2, mas a massa falida não retirou os entulhos até às 18h de ontem.

Nenhum representante da Selecta foi localizado para falar sobre o assunto.
Segundo a prefeitura, a massa falida será autuada na próxima quarta-feira e terá prazo de dez dias úteis para realizar o serviço ou apresentar um recurso justificando o descumprimento da ordem.

O novo prazo se esgota no dia seis de março. Após esse prazo, e persistindo a situação irregular, a empresa poderá ser multada em R$ 11 mil. Com a reincidência do problema, o valor da multa poderá dobrar.

Dengue.

O alto risco do local, levou equipes do Centro de Controle de Zoonoses a realizar vistorias diárias no local.
Por seis dias, cerca de 40 agentes recolheram mais de oito toneladas de entulhos considerados potenciais criadouros do mosquito entre os escombros do Pinheirinho.

Segundo o coordenador do departamento de políticas da Saúde, Marcelo da Silva Gasch, a ação foi necessária para eliminar possíveis criadouros.

“Foi uma primeira ação para retirar materiais de maior risco como caixas de água, vasos sanitários, pneus, latas e recipientes plásticos”, disse.

Um caminhão deve retornar ao terreno hoje para recolher mais materiais no terreno.

Etapas.

Segundo Gasch, a próxima etapa será a aplicação de larvicidas em potenciais criadouros espalhados pelo terreno, seguido da nebulização da área (agentes com jatos de inseticida) e do fumacê, em parceria com a Secretaria de Serviços Municipais.

Segundo ele, o larvicida combate a larva do mosquito, já a nebulização e o fumacê serão usados no combate ao mosquito.
A ação deve ser iniciada após o Carnaval e ser concluída em uma semana.

Durante a ação no terreno, os agentes recolheram 68 amostras de larvas nos criadouros, 19 delas eram do mosquito Aedes Aegypti.
Após a constatação dos focos de dengue, a área do Pinheirinho foi incluída entre os pontos estratégicos de risco para o controle do mosquito. Vistorias semanais devem ser realizadas no local.

“O local já está bem mais seguro com a retirada dos criadouros potenciais e está tudo dentro da normalidade. Mas os trabalhos irão continuar”, disse Gash.

São José registrou nove casos de dengue nesse ano –cinco importados e quatro contraídas no município.
Em 2011, o número chegou a 2.000 casos, a maioria deles nas regiões sul e leste.

Prefeitura desativa mais um abrigo na zona sul
São José dos Campos

A Prefeitura de São José dos Campos fechou ontem o abrigo do ginásio de esportes Ubiratan, no Dom Pedro 2º. Das 35 famílias que estavam alojadas no local, cinco foram transferidas para o Centro Esportivo Vale do Sol e outras 30 se mudaram para casas alugadas ou de amigos e parentes.

Foi o segundo abrigo fechado pela prefeitura. O primeiro deles, a escola Dom Pedro de Alcantara, conhecida como Caic Dom Pedro, foi desativada no dia 10. As 43 famílias que estavam no local foram direcionadas para outros abrigos.

A prefeitura mantém agora dois abrigos em funcionamento no Morumbi e Vale do Sol, com cerca de 70 famílias.
O governo afirma que as famílias irão continuar recebendo apoio do governo pelo tempo que for necessário.

Funcionários da Prefeitura continuam ajudando as famílias, com orientação e transporte, na busca de imóveis para aluguel em todas as regiões da cidade.

O advogado dos sem-teto, Antonio Donizete Ferreira, o Toninho, visitou ontem os abrigos e reclamou das condições dos locais.
Segundo ele, as famílias reclamam da falta de leite.

“Eles estão forçando as famílias a deixarem os abrigos. Os sindicatos estão doando materiais de limpeza e higiene para as famílias”, disse.

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