Perda do território palestino, 1946-1999: quem são os terroristas, afinal?

Como tenho enfrentado problemas com meu computador pessoal (HD simplesmente parou de funcionar), praticamente não estou conseguindo parar no meio de minhas atividades acadêmicas para acessar um computador e produzir novos posts e manter o blog atualizado. Por isso, gostaria de pedir desculpas desde já pelo atraso em trazer novidades por aqui. Em breve devo solucionar definitivamente o problema.

Apesar disso, como acabo de conseguir alguns minutos em um intervalo entre atividades aqui na Universidade, vou postar algumas imagens provocativas, visando estimular os leitores deste blog a uma reflexão crítica sobre a questão da ocupação do território palestino realizado a partir de 1947, com a criação do Estado de Israel e a consequente partição das terras entre Israel e Palestina, realizado pela ONU.

Não vou postar um longo texto explicando o processo de ocupação do território, a criação do Estado de Israel, as guerras que acabaram determinando a conquista de Israel da maior parte da terra em disputa e, por fim, o importante e irrestrito apoio estadunidense a Israel sob quaisquer circunstâncias e situações. Vou apenas postar algumas imagens provocativas, tecer alguns comentários e, ao final, apresentar um debate recente ocorrido nas páginas da Folha de S. Paulo entre Vladimir Safatle, professor de filosofia da USP e João Pereira Coutinho, escritor, jornalista e cientista político português.

IMAGENS E BREVES COMENTÁRIOS

A imagem acima foi divulgada publicamente em 2009 no blog do jornalista Georges Bourdoukan, que atualmente é colunista da Revista Caros Amigos. Se levarmos em conta a maneira como se desenrolou o processo histórico de disputa e apropriação destas terras,  a pergunta que nos faz Bourdoukan é bastante pertinente: afinal de contas, quem são os verdadeiros terroristas: palestinos ou israelenses?

Foto fraudulenta na qual suposto soldado israelense pisa em criança palestina.

Recentemente, algumas imagens (FRAUDULENTAS) tem sido divulgadas nas redes sociais e acabam provocando uma reflexão bastante parecida com a proposta por Bourdokan. Ou não é verdade que uma das perguntas que qualquer um faz ao ver uma imagem como esta ao lado, de um soldado israelense pisoteando uma criança palestina, seja justamente “quem pratica o terror na região?”

A justificativa que militantes pró israelenses enviam quando questionados sobre fotos como estas é a de que “os palestinos utilizam mulheres e crianças como “homens bombas” ou “mulas” para transporte de armas. Há até mesmo os casos de mulheres e crianças treinadas para portarem armas e atirarem em alvos israelenses”, informam eles.

Foto fraudulenta na qual suposto soldado israelense estaria aterrorizando uma senhora palestina e crianças.

Quando escuto este tipo de argumentação, normalmente me pergunto de volta: “contra que tipo de poder estão lutando os palestinos que os fazem acreditar que a única maneira de atingi-lo, ainda que de uma forma ineficaz, é armando suas mulheres e crianças e fazendo-os explodir diante de soldados israelenses em uma prática de auto-imolação?”

Fico pensando que decisões como estas, isto é, a de sacrificar aqueles que em todas as sociedades humanas normalmente se prioriza proteger, certamente são motivadas por um desespero profundo e uma total desesperança de conseguir reverter o quadro atual de opressão em que se encontram, seja pela via político-diplomática, seja pela via da revolta armada tradicional.

Para concluir, gostaria de recordar que Israel está construindo um novo “muro da vergonha”. Um muro ao redor da cisjordânia e de Jerusalém Oriental que, como produto final, vai encurralar definitivamente dezenas de milhares de palestinos, impossibilitando-os de transitar livremente por estes territórios.

A muralha que se está construindo é três vezes mais alta e duas vezes mais larga do que o Muro de Berlim, o antigo “muro da vergonha”. Essa versão israelense do muro, que alguns preferem chamar de barreira é, na verdade, uma fortificação com arame farpado, espessura de oito metros de concreto e torres de controle a cada 300 metros.

Segundo Mattew Brubach, em artigo para o Centro de Mídia Independente (CMI):

“Um primeiro muro havia sido construído em torno de Gaza durante a primeira Intifada (1987-1993), quando o Estado hebreu cercou essa faixa de terra com uma barreira eletrificada e hermeticamente fechada. Esta lhe permitiu manter a autoridade sobre suas 16 colônias assim como controlar os movimentos dos palestinos. Atualmente, Israel mantém controle sobre 50% de Gaza e confina seu 1,2 milhão de habitantes num espaço apenas duas vezes maior do que a cidade de Washington. “

Abaixo algumas fotos do muro divulgadas no artigo de Mattew Brubach para o CMI:

DEBATE VLADIMIR SAFATLE x JOÃO PEREIRA COUTINHO

Recentemente, houve um debate sobre este tema nas páginas da Folha de S. Paulo. De um lado o professor de filosofia da Universidade de São Paulo, Vladimir Safatle e, do outro, o jornalista, escritor e cientista político português, João Pereira Coutinho.

Entendo que vale a pena a leitura dos artigos e deixo por aqui o link para cada um deles na ordem de publicação.


ERRATA: Conforme apontado por alguns leitores deste post que se manifestaram nos comentários, em especial e Rafael, Campus e Dylan, gostaria de registrar que a foto na qual um suposto soldado israelense pisa sobre uma suposta criança palestina e a foto na qual uma suposta senhora palestina e duas crianças são ameaçadas por um suposto soldado israelenses são, de fato, como apontado, fraudes.

Gostaria de me desculpar com os leitores do blog, em especial, por não ter checado as fontes e origens das fotos antes de tê-las publicado por aqui, acabando por ferir um dos princípios mais básicos do ofício do historiador. Este é um erro inaceitável, especialmente quando divulgado em um blog intitulado Hum Historiador, o qual me esforçarei de modo redobrado para que jamais volte a ocorrer.

Contudo, tal como já postado nos comentários durante discussão com Dylan, eu não tenho nenhuma dúvida que direitos humanos dos palestinos há anos vem sendo cotidianamente violados, independentemente da foto acima (pra não falar centenas de vidas de civis inocentes, crianças e mulheres inclusive). Embora essas imagens, em específico, tratem-se de fraudes, cenas semelhantes ou piores a estas vem ocorrendo há anos. Não tivesse cometido tão crasso erro, no lugar destas, poderia ter colocado milhares de outras (ou vídeos) facilmente encontráveis na rede mundial.

Uma vez mais, desculpo-me com todos os leitores do blog e agradeço a Rafael, Campus e Dylan por terem chamado atenção ao meu grave erro, que não deve ser confundido com mau-caratismo, mas a um momento de profunda indignação que acabou a levar-me à tal ato de incompetência. O que não justifica o erro em si e, por isso, peço perdão a todos.

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21 Comentários

Arquivado em Jornais, Política

21 Respostas para “Perda do território palestino, 1946-1999: quem são os terroristas, afinal?

  1. mozes jacob

    “Terroristas” foi o termo plantado pelos “sionistas”, com objetivo de fazer a opinião pública internacional acreditar que a invasão da Palestina, assim como o Genocídio cometido ao Povo Palestino, fosse para proteger os invasores da Palestina, mas isto foi para idiotas. Quem são os verdadeiros TERRORISTAS ?, será que é o Povo Palestino Lutando pela sua Terra ?

    • Luiz

      I S R A E L X P A L E S T I N A

      Este recado é um alerta para todo o cristão, e quem quiser compartilhar esta informação, fique a vontade.
      A mídia mundial está tentando colocar o mundo contra a Nação de Israel porque no mundo jaz no maligno “Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno.”1 João 5:19

      Quem são os cristãos? Os seguidores de Cristo. Os discípulos de Jesus Cristo. Os que tem a Bíblia, a Palavra de Deus como regra de fé e prática. Os que se converteram e se convertem ao Senhor. Os que aceitaram Jesus Cristo como único e suficiente Salvador. Os filhos de Deus. “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome” João 1:12 ; “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor” Atos 3:19 ; “Porque não tenho prazer na morte do que morre, diz o Senhor DEUS; convertei-vos, pois, e vivei.”
      Ezequiel 18:32

      Os demais são chamados ou considerados gentios, ímpios ou mundanos. Caso você não esteja enquadrado como cristão, não se preocupe, esta informação, recado ou aviso, não é para você, e certamente terá uma opinião diferente da nossa. “Não na paixão da concupiscência, como os gentios, que não conhecem a Deus.” 1Tessalonicenses 4:5

      Os cristãos tem a obrigação de estarem comprometidos com Israel, que é o povo que Deus formou na terra para trazer a Sua Palavra e o Seu Filho Jesus, e porque a Bíblia nos orienta a orar por esta nação “Orai pela paz de Jerusalém; prosperarão aqueles que te amam.”Salmos 122:6 e porque Jerusalém é a cidade santa, a cidade do Grande Deus “Como o ouvimos, assim o vimos na cidade do Senhor dos Exércitos, na cidade do nosso Deus. Deus a confirmará para sempre.”Salmos 48:8 ; “Coisas gloriosas se dizem de ti, ó cidade de Deus.”Salmos 87:3

      Essa terra pertence a Israel e os povos e nações que lá estão terão que sair de lá, pois esse território Deus prometeu dar aos judeus por herança perpétua, e vai dar “E disse o Senhor a Abrão, depois que Ló se apartou dele: Levanta agora os teus olhos, e olha desde o lugar onde estás, para o lado do norte, e do sul, e do oriente, e do ocidente;
      Porque toda esta terra que vês, te hei de dar a ti, e à tua descendência, para sempre. E farei a tua descendência como o pó da terra; de maneira que se alguém puder contar o pó da terra, também a tua descendência será contada. Levanta-te, percorre essa terra, no seu comprimento e na sua largura; porque a ti a darei.” Gênesis 13:14-17 ;
      “Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo:
      Dá ordem aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando entrardes na terra de Canaã, esta há de ser a terra que vos cairá em herança; a terra de Canaã, segundo os seus termos.” Números 34:1-2

      O que Deus prometeu, Ele cumprirá, porque Ele é Fiel. “Retenhamos firmes a confissão da nossa esperança; porque fiel é o que prometeu.” Hebreus 10:23 ; “Fiel é o que vos chama, o qual também o fará.”
      1 Tessalonicenses 5:24

      Hoje os povos e nações que ocupam a terra são posseiros e terão que se retirar de lá.
      Infelizmente temos visto muitas mortes, que continuarão ocorrendo se estas nações não entenderem que a terra prometida pertence a Israel por decreto divino. E é fato que elas não entendem, pois não creem no Deus de Israel.
      Este plano maligno de “jogar” as nações contra Israel, faz também parte dos planos de Deus, em Sua vontade permissiva, para que se cumpram as escrituras e profecias, pois na Grande Tribulação o Anticristo firmará um concerto com Israel permitindo a reconstrução do Templo de Salomão, mas no meio deste período, este concerto será rompido, e o Anticristo que estará imperando nesta ocasião, reunirá um exercito mundial contra Israel, a fim de destruí-la, porém Deus a livrará. O Anticristo será vencido, Satanás será preso, e o Falso Profeta lançado no fogo. “E a besta foi presa, e com ela o falso profeta, que diante dela fizera os sinais, com que enganou os que receberam o sinal da besta, e adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre.”Apocalipse 19:20 ; “E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre.” Apocalipse 20:10

      Jesus nos disse para ficarmos atentos com a “Figueira” que representa a nação de Israel e as demais árvores são todas as outras nações da terra “E disse-lhes uma parábola: Olhai para a figueira, e para todas as árvores;” Lucas 21:29

      Lucas 21:20-36
      Mas, quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, sabei então que é chegada a sua desolação.
      21 Então, os que estiverem na Judéia, fujam para os montes; os que estiverem no meio da cidade, saiam; e os que nos campos não entrem nela.
      22 Porque dias de vingança são estes, para que se cumpram todas as coisas que estão escritas.
      23 Mas ai das grávidas, e das que criarem naqueles dias! porque haverá grande aperto na terra, e ira sobre este povo.
      24 E cairão ao fio da espada, e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem.
      25 E haverá sinais no sol e na lua e nas estrelas; e na terra angústia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas.
      26 Homens desmaiando de terror, na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo; porquanto as virtudes do céu serão abaladas.
      27 E então verão vir o Filho do homem numa nuvem, com poder e grande glória.
      28 Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima.
      29 ¶ E disse-lhes uma parábola: Olhai para a figueira, e para todas as árvores;
      30 Quando já têm rebentado, vós sabeis por vós mesmos, vendo-as, que perto está já o verão.
      31 Assim também vós, quando virdes acontecer estas coisas, sabei que o reino de Deus está perto.
      32 Em verdade vos digo que não passará esta geração até que tudo aconteça.
      33 Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não hão de passar.
      34 E olhai por vós, não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia.
      35 Porque virá como um laço sobre todos os que habitam na face de toda a terra.
      36 Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas estas coisas que hão de acontecer, e de estar em pé diante do Filho do homem.

      OLHAI PARA A FIGUEIRA E PARA TODAS AS ÁRVORES!

      Fiquemos atentos porque Jesus está voltando para arrebatar a sua igreja!

      Estes acontecimentos em Israel, e em Jerusalém, a Cidade Santa, são um dos exemplos de que Jesus está muito próximo do seu retorno.

      Enquanto isso, também podemos observar guerras em outros pontos do planeta, por exemplo, no continente africano, na Ucrânia, e em outros lugares, simultaneamente.

      Podemos observar as catástrofes climáticas em toda a terra, como enchentes, maremotos, tsunamis, terremotos, furacões, tufões, etc.

      Tudo se encaminha para um governo universal sobre todas as nações da terra, como também para uma única religião mundial, mistificado ou encoberto pela Nova Era e por um ecumenismo religioso. Trata-se de um preparo para o governo mundial do Anticristo.

      O fato é que, concernente ao território de Israel, todo ele pertencerá ao povo judeu, que desde a promessa a Abraão, nunca esteve da posse completa ou total deste território, ao longo de toda a história desta nação, mas estará da posse completa e plena, sem nenhuma outra nação ocupando o seu território, no período da história que está por vir chamado “Milênio”. Antes disso ocorrerá a “Grande Tribulação” onde Satanás estará no controle dos governos da terra através de seu representante, o Anticristo, período este que perdurará por sete anos, e que terá início com o arrebatamento da Igreja do Senhor Jesus Cristo.

      “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.
      Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar.
      E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.”João 14:1-3

      “Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos que se prostituem, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte.” Apocalipse 21:8

      “E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro.” Apocalipse 22:19

    • Dear!

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      See you soon, Vickie Johnston

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      Yours truly, June Traylor

  2. Caro Rogério
    Estarrecido com a foto do soldado pisando a criança, fui à cata de confirmação via google imagem (usando a url da foto acima) e encontrei um desmentido no blog das Forças de Defesa de Israel, contendo a foto inteira e mostrando não se tratar de israelense nem palestino, no endereço http://www.idfblog.com/2012/02/03/photo-idf-soldier-stepping-girl-proven-false/
    Entretanto nessa rápida pesquisa não consegui localizar a origem da foto e nem confirmar se a mesma é um fato real ou encenado, pois o pessoal em volta do soldado (?) e da criança não parecem muito interessados no assunto.

  3. Ou vc é hiprocrita ou é desinformado, porque estas fotos são uma farsa, e vou lhe mostra: a foto do soldado pisando uma criança: 1º ele estar segurando uma AK47, e a IDF não usa este tipo de arma. 2º o uniforme não é da IDF. A foto do soldado apontando a arma pro lado das criânça é uma montagem, porque nesta possição que ele está, cairia pra trás. Meu velho tenha paciência.

  4. Eu sou mal informado. Dá uma olhada no The Guardian, uma das fontes de informação que uso há anos, e verás que os israelenses tem feito coisas muito piores nos últimos dias…

    “Shoot and don’t worry about the consequences” was the message from commanders (…) Another T-shirt designed for infantry snipers bears the inscription “Better use Durex” next to a picture of a dead Palestinian baby, with his weeping mother and a teddy bear beside him. A shirt designed for the Givati Brigade’s Shaked battalion depicts a pregnant Palestinian woman with a bull’s-eye superimposed on her belly, with the slogan, in English, “1 shot, 2 kills”.”

    FONTE: https://apps.facebook.com/theguardian/world/2009/mar/22/israel-palestinian-territories-war-crimes

    Tudo boa gente, esses soldadinhos de Israel.

  5. E tem mais, o muro não é verdade. Ele não existe, né. Os territórios usurpados dos palestinos também é mentira. É montagem também, né. Ah. Velho!!! Tenha paciência você.

  6. Dylan

    Rogerio,

    Pra um blogueiro quem se diz um historiador, você anda meio confuso. O sujeito acima lhe questionou sobre a foto – assim como o Rafael, antes.

    Foto essa que você publicou em nome de um posicionamento exclusivamente ideológico – como aliás é o do The Guardian, que você usa como fonte e que já foi denunciado como anti-Israel até por ex-colunistas do próprio jornal – e qualquer pessoa razoavelmente informada sabe disso.

    E a foto que você usou para ilustrar seu artigo é falsa. Simples assim. Não lhe ensinaram isso na sua faculdade de história não? Um jornalista teria corado se descoberto. Já um “historiador”…

  7. Curioso ver como você, e outros que comentam constantemente por aqui, escolhem não ler o post inteiro, deslocar o foco da questão, chamando atenção para um aspecto menos importante, quando a questão principal é a usurpação dos territórios palestinos e o modo violento como Israel fez isso nos últimos anos. Taxar de tendenciosa a matéria do The Guardian por não conseguir refutá-la é simplesmente risível. Enfim, o que me deixa corado não é o que você apontou acima, afinal eu não tenho nenhuma dúvida que direitos humanos dos palestinos estão sendo cotidianamente violados, independentemente da foto acima (pra não falar centenas de vidas de civis inocentes, crianças e mulheres inclusive). O que me deixaria corado seria estar na sua pele e, nas páginas de um blog modesto, revelar-me favorável a políticas de extermínio de um Estado terrorista, buscando desviar o foco principal de uma questão tão indefensável e tão perdida por Israel e seu principal aliado, os EUA, que praticamente nenhum país do mundo decidiu dar seu apoio. Mas provavelmente, eles também são tendenciosos, não é…

  8. Dylan

    É Hum Historiador, realmente interessante o seu posicionamento. Vamos por partes então.

    Eu li o post inteiro do seu modesto blog. Modesto por várias razões, que não estão necessariamente relacionadas ao número limitado de leitores ou daqueles que tentam debater com a sua parede. Modesto isso sim pela usurpação da disciplina básica de apuração de fatos a serviço de uma pequenez ideológica – rasa por sinal.

    Mas muito me diverte que você tenha tentado fugir do uso imoral de uma foto plantada, produzida para a demonização de Israel e, pego na mentirinha, tenha usado a tática clássica e infantil do lado falido da esquerda – aquela, raivosa, e não a atualizada, verdadeiramente propositiva – de tentar reenquadrar a discussão.

    Uma foto, reza a lenda, vale por mil palavras. E uma foto foi usada com o fim de enojar o seu leitor, de reforçar uma posição que é ideológica com um choque emocional. Que um leitor atento, ainda que sutilmente lhe dando o bônus da dúvida, apontou.

    Mas a máscara caiu. Mantendo-se em questão, você não se preocupou em apurar o que tinha publicado. E quando foi alvo de um questionamento mais ríspido, se encrespou e tentou reduzir a importância da falsa imagem que publicou taxando-a como parte de um contexto mais amplo.

    Novamente a cartilha de uma esquerda raivosa apropriada recentemente pelos companheiros de Zé Dirceu e cia. – os fins sempre justificam os meios.

    Era só tirar a foto ou observar que realmente não tinha a comprovação de que ela fora tirada na Palestina, mas que você mantinha suas convicções. Preferiu tergiversar atacando, como diz nossa Presidenta.

    Voltando ao The Guardian e ao foco do comentário: o ponto aqui não é refutar o que você acha que é irrefutável, e sim mostrar ao seu pequeno público leitor o que você certamente sabe, mas cinicamente prefere ignorar: que é um jornal anti-Israel historicamente, e portanto, não é uma fonte crível. Pior, é anti-semita no senso judaico da questão (só pra prevenir sua pretensa correção strictu sensu de dizer que semitas são todos os povos do Oriente Médio).

    Exemplos práticos?

    Aqui:

    http://www.guardian.co.uk/world/2011/oct/19/israeli-lives-more-important-palestinian

    http://www.guardian.co.uk/lifeandstyle/2003/nov/29/weekend.julieburchill

    http://www.guardian.co.uk/uk/2011/aug/07/tottenham-riots-peaceful-protest

    Esse último artigo, na versão original, singularizava apenas a comunidade Hassídica judaica.

    Finalmente, sobre a expansão territorial de Israel, seria simplista dizer que era só os países árabes e os palestinos terem aceito a solução da partilha definida pela ONU em 1948 – com possíveis falhas, mas uma decisão legal – que a história seria bem diferente.

    Seria tão simplista quanto é uma mistura de malícia ideológica e ignorância da sua parte – o mesmo historiador que não checa as fotos que posta – alegar que não iria contar a história inteira e apenas postar imagens provocativas (e tecer comentários), colocar um mapa e não contextualizar o movimento de Israel, aproveitado sim por grupos sionistas específicos e ultra-ortodoxos (com a conivência histórica e apoio de alguns governantes), de criar uma zona de proteção contra um conjunto enorme de inimigos declarados com território e população esmagadoramente maiores que não reconheciam e ameaçavam jogar o país no mar, e depois, usar parte da terra conquistada como barganha em negociações de paz.

    Israel como Estado não está imune aos equívocos de seus governantes e militares, e cometeu muitos, mas um israelense pode considerar Sabra e Shatila massacres horrendos sem medo de ser linchado em praça pública. Agora, peça para alguém questionar em público dentro de Gaza a imbecilidade de explodir um ônibus cheio de civis.

    Se você quer ser honesto intelectualmente, leia o artigo do Thomas Friedman publicado recentemente no O Globo.

    E se quer ser mais honesto e falar sobre estados terroristas, porque não encontrei na busca do seu blog nenhum artigo sobre a Síria que aniquila seus cidadãos ou a insistência do regime assassino de Cuba nos seus prisioneiros de consciência, ou esse cotidiano recente não é significativo para as lentes do “hum”, historiador?

    Infelizmente (ou felizmente, a carapuça serviu), sua réplica ao meu comentário mostra que você está mais preocupado com o seu fim ideológico do que em buscar os fatos. Mas podia disfarçar melhor.

  9. Você vê como você quer ver e, se é assim que você enxerga, não posso fazer absolutamente nada por você. Uma pena que acredite que sou mau caráter e me compare com alguns membros do PT, isto é, que em sua opinião eu não passo de mais um que segue uma cartilha ideológica. Isso é exatamente o que eu não sou, mas não vou entrar em questão com você. É irrelavante! Se você prefere falar que o Estado de Israel é realmente composto por um bando de cordeiros, que matam em defesa própria, eu só posso lamentar e deixar que acredite na sua mentira e seja feliz. Contudo, eu não vou acreditar nessa sua fantasia e meu blog, atento à questão Palestina, vai sempre repercutir os atos terroristas, assassinos de um Estado usurpador de terra como é o caso de Israel.

    É curioso que pessoas como você, ao verem temas que lhe são caros questionados, sempre apelam para as mortes dos regimes stalinistas, castristas, etc. Não estou falando de Fidel Castro e nem de Stálin, estou falando de Israel e Palestina. Não sei se está acompanhando o noticiário dos últimos anos, mas há um extermínio de palestinos sendo promovido pelo Estado de Israel a cada nova eleição e este é o cotidiano de que estou falando. Mais além disso, estou acusando como o Estado de Israel usurpou as terras de palestinos nas últimas seis décadas. O quê o regime de Fidel Castro tem a ver com isso? Alegar que não sou honesto intelectualmente por que não falo de Cuba ou da Síria antes de falar de Israel é um ato desesperado de querer mudar o foco da questão. Uma coisa não tem absolutamente nada a ver com outra. Quanto ao fato de você mencionar textos que me fariam parecer intelectualmente mais honesto, te digo que não me preocupo em PARECER mais honesto. SOU honesto com relação ao que penso e escrevo aqui. Citar um ou outro comentarista estadunidense de política internacional que tem origem judaica e que fala mal do Estado de Israel (governo de bêbados) não vai me fazer nem mais e nem menos honesto.

    Novamente, se você acha que minha preocupação é ideológica, isso é uma opinião sua e, como disse no começo, você vê apenas o que quer ver. Cada um com seus problemas.

  10. Dylan

    Curioso!

    Você expressa no seu blog toda a sua posição ideológica de maneira clara, e tenta reduzir o Friedman pela ascendência judaica dele, como se não pudesse participar da discussão, repito, tendo vivido dez anos no Líbano e outros tantos em Jerusalém, e certamente tendo visitado Gaza e Cisjordânia muito mais vezes que você. Podemos todos acreditar na vossa imparcialidade acima da ideologia que promulga pelo seu blog, mas não na dele além da ascendência. Curioso mesmo!

    Ah, e ele não fala mal de Israel nesse texto que eu lhe recomendei, ao contrário. Ele fala com a imparcialidade de quem já falou muito mal de ações israelenses (e palestinas também) e não é um ou outro, como você bem deve saber.

    Mas nos divertimos mais um pouco. O meu pretenso “apelo aos castristas” deve ter doído mesmo. Escrevi primeiro pra demonstrar que sem tirar a foto ou sequer assumir que não pesquisou antes de colocar uma foto falsa, você caiu numa mentira ideológica. Você ignorou na sua resposta apesar de tentar mudar o foco e me atacar – como antes, com os demais comentários de outros leitores.

    Depois, mostrei a falácia do The Guardian, jornal claramente anti-semita. Você leu os artigos? Questiono isso porque você me perguntou se eu teria lido o seu post. Normalmente não inquiro a quem está debatendo um tema se leu algo (educação) – mas no seu caso, dado que ignorou toda essa parte do texto, vale a pergunta…

    Questionei ainda porque você preferiu não contar a história inteira no seu post para acusar Israel de estado terrorista preferindo “imagens provocadoras” e “tecer” comentários. Preguiça? Falta de conhecimento? Não sei. Acho particularmente interessante a história da tentativa de invasão de um país no dia do seu feriado nacional mais importante. Ou a concessão de 90% ou mais dos pleitos em negociação de paz e o recuo da outra parte após os acertos motivada pelo interesse na guerra, na luta e na espiral trágica, em uma época em que claramente a sociedade do seu “terrível” inimigo estava disposta a ceder muito pela paz e por dois estados. Como se parte dos dirigentes palestinos não tivesse nenhum papel nesse simplismo vitimológico que você advoga…

    Só no fim do meu texto, me questionando sobre o cotidiano do noticiário que o nobre blogueiro diz comentar, tive a curiosidade de ver seus comentários sobre estados verdadeiramente terroristas – para ficar nos óbvios, aqueles que estão no noticiário (interessante como você fala em noticiário no seu comentário e em outros posts fala da Grande Imprensa como entidade excludente, mas vamos em frente pra não mudar o foco): Síria, Cuba, etc.

    E você, no seu segundo parágrafo, ignorando todo o resto que escrevi, resolve me acusar de desviar a discussão justamente pelo comentário propositalmente provocador, e esclarecedor aos leitores, com o qual eu fechei o meu. Ora, isso foi realmente uma diversão, ao final do texto.

    Ademais, a técnica nos seus comentários de repetir sua posição sem sustentá-la com informação completa, contexto – “extermínio”, “usurpador”, etc. – apenas confirmam que o uso indevido da foto não é um acidente de atenção. É técnica clássica.

    Despeço-me na certeza de que as suas respostas demonstram claramente suas motivações. Fica aos demais leitores o julgamento, hum!

  11. OK. Como disse antes, cada um vê como quer ver e acredita no que quiser. Se crês na existência de pessoas imparciais e neutras, acho que você tem um problema bastante sério, pois com sua parcialidade, julga imparcial aquele que te convém. Eu jamais disse que era imparcial e o meu post deixa isso bastante claro. Contudo, não ser imparcial e seguir uma cartilha ideológica não são sinônimos, imagino que você deva saber disso. Contudo, honestamente, estamos simplesmente nos repetindo e também despeço-me de você nessa discussão.

    Já que você falou em diversão, vale dizer que também achei bastante divertido você ter dito que eu sigo uma cartilha ideológica e a desfaçatez com que você me acusou de ter usado como fonte o The Guardian e tê-lo classificado como um periódico anti-semita. Seguindo a regra dos defensores de Israel, quem é contra Israel, é anti-semita. Clássico! Parece que o caro colega ignora a existência da indústria de Hollywood, e dos milhares de periódicos, TV, rádios e todo aparato midiático patrocinados ou claramente pró-Israel. No recente massacre de palestinos promovido por Israel, foi bastante esclarecedor ver a cobertura que os principais jornais e TVs (brasileiras ou estrangeiras) deram ao caso. Mas se um dado jornal passa a trazer matérias e notícias com posicionamentos contrários a Israel, ele automaticamente se transforma em um jornal anti-semita. Mas isso é um comportamento esperado, afinal, como já mostrou a linguista Nurit Peled-Elhanan, se alguém segue uma cartilha ideológica, esse alguém são os israelenses e ela mostra bem como eles são educados a ver os palestinos e suas terras através do material didático utilizado nas escolas.

    Enfim, nada disso importa, acho que já deixamos bem claro nossas posições (e más intenções). Não quero mais manter essa discussão com quem está obstinado a provar que eu sou mau-caráter, desinformado, mau historiador e todas as outras acusações que fizestes contra mim no último comentário e anteriores. Me parece realmente infrutífero.

    Passar bem!

  12. Dylan

    Meu caro,

    Relendo o seu post agora ele me parece mais legítimo, ainda que eu discorde de praticamente tudo o que foi escrito nele – foi simples: com uma correção você, pelo menos no campo das imagens, reconheceu o erro e está de parabéns por isso. Eu provavelmente teria tirado as fotos, mas é uma decisão obviamente sua.

    Talvez tenhamos nos repetido nos nossos argumentos, mas não posso deixar passar a pretensa questão da mistura entre anti-Israel e anti-semitismo.

    O terceiro artigo que apresentei para enquadrar o The Guardian como de fato é, um jornal anti-semita, não tem qualquer referência a Israel.

    Ao contrário, fala da revolta ocorrida em Londres no bairro de Tottenham, onde residem muitos judeus, asiáticos e africanos.

    Pois o brilhante jornalista destacado pelo jornal para cobrir a revolta havia singularizado, na primeira versão do artigo, a presença de jovens judeus hassídicos nos confrontos, e ignorado a presença de asiáticos e africanos.

    Mais do que isso, o excepcional editor do jornal deixou passar essa pérola de anti-semitismo e publicou o artigo. O resultado? Em uma semana, o jornal teve que recuar e incluir a menção aos demais presentes aos protestos e confrontações do bairro londrino, retirando o rótulo de baderneiros de uma crença religiosa ou etnia específica.

    Agora, por favor nos ilumine: o que isso tem a ver com Israel?

    Já o primeiro artigo que eu apontei, acusa Israel de considerar a vida de um israelense judeu mais importante do que a vida de milhares de palestinos simplesmente porque o governo de Israel aceitou liberar milhares de prisioneiros para trocar por ele. A autora, inclusive, faz menção ao termo “escolhidos”, munição histórica para justificar a perseguição aos judeus na Europa em diversos séculos, como parte do seu raciocínio. Tão grave foi essa situação, estarrecedora em pleno século XXI, que ela foi obrigada a desculpar-se.

    Claro, novamente após a publicação, permitida pelos responsáveis e nada anti-semitas editores do jornal.

    O segundo artigo, você tem razão, fala mais de Israel, mas permite que uma pessoa de fora da redação do The Guardian entenda a gravidade das posições radicais a serviço ideológico que florescem naquele local: quando uma jornalista do próprio jornal declara que está saindo de lá por causa da visão farsesca e unilateral presente na política editorial da publicação.

    Assim, temos 2 artigos com anti-semitismo indisfarçável independente de qualquer juízo sobre os atos do governo de Israel.

    Se você acha isso “clássico”, por favor refute. Estou apenas esclarecendo.

    Já sobre a mídia no Brasil, podemos começar pela Carta Capital e pela Caros Amigos, reféns de dinheiro público mal versado porque afinal, a circulação de ambas é ínfima. E, numa análise corriqueira (sem precisarmos ir a BBC que gosta de paparicar a imensa comunidade árabe presente no Reino Unido que paga seu soldo anual para ver a rede, ou a CBC, notória caixa de reverberação dos pseudo-acadêmicos da McGill), é fácil ver que os veículos brasileiros embarcam na vitimologia propagandista. Quanto mais chocar, mais vai vender.

    Isso não impede que um jornal tenha uma posição editorial – todos tem. Mas existe um limite, algum compromisso com o razoável (tirando a Fox também, para darmos o exemplo pró-Israel).

    Continuando nessa vertente, o seu post sobre a referida linguista já foi devidamente questionado nos comentários dele. Note-se que, ainda assim, ela é escutada em Israel. Ué – mas os sionistas ouvem vozes dissonantes?

    Já sobre o treinamento de armas e a incitação ao ódio infantil das escolas de guerra palestinas nenhuma palavra. E sobre a singularização colocada de uma sociedade que sacrificaria crianças, como fruto de desespero valeria um estudo maior de sua parte. Isso foi feito por talibãs no Afeganistão, foi usado no Congo, na Somália e em inúmeros países, a serviço não de um ideal justo, mas de manipulação política.

    Ou você acha que o filho do Hanyieh se explodiria num ataque suicida? Diga-se de passagem, o cunhado dele foi aceito em um hospital israelense e tratado em uma situação de emergência cardíaca – mas isso não sai na mídia global, não é mesmo?

    O discurso desse fim de semana do Mashal foi bem interessante, deixando mais uma vez claro que não existe solução de dois estados para o Hamas.

    E sobre a Síria, pra você ver como as coisas não são tão isoladas assim, relembrando: o Assad, aquele que repete os atos do pai e joga bombas químicas na própria população, era quem dava guarida ao Mashal até outro dia.

    Foi divertido. Até mais ler,
    Dylan

  13. Notícia que vale a pena compartilhar:

    Palestinian family in East Jerusalem told to make way for Jewish settlers
    Court order to evacuate room follows 11-year battle waged by US millionaire Irving Moskowitz
    Harriet Sherwood in Jerusalem
    The Guardian, Thursday 10 March 2011 19.16 GMT

    A Palestinian family in East Jerusalem have been ordered to evacuate a room in their home so Jewish settlers can move in, following an 11-year court battle waged by a pro-settler US millionaire.

    Ahmed Hamdallah, 33, has been told to remove his furniture and possessions by Monday or he will be billed for the cost of bailiffs clearing a room occupied by himself, his wife and one-year-old son. New occupants will take over the property under the protection of armed guards, he has been told.

    The Hamdallah family have lived in the home in Ras al-Amud since 1952. The extension, in which Ahmed, Amani and Yazan Hamdallah now live, was built in the mid-1980s.

    However, the land on which the home is built was bought in 1990 by Irving Moskowitz, a Florida businessman, from its pre-1948 Jewish owners. Moskowitz has spent millions of dollars purchasing property in East Jerusalem to create pockets of hardline Jewish settlements in Palestinian neighbourhoods.

    Hamdallah said he intended to destroy the extension, which has views of the Dome of the Rock and the Mount of Olives, rather than hand it over to settlers. “Do you think I will just give them the key? I’m not going to allow them to live in my house,” he told the Guardian. “I have no power to do anything. I don’t even have the strength to speak or eat or go to work.”

    Amani, his wife, said: “We have no plan, nowhere else to go.” She said the main part of the house was already crowded with members of the extended family.

    The Hamdallah family came to Ras al-Amud after fleeing their village near Ramle in the 1948 war. The house is now bordered on two sides by Ma’ale Zeitim, a housing development built on land also owned by Moskowitz in which about 100 Jewish families live and from which Israeli flags fly. Expansion of Ma’ale Zeitim is blocked by the presence of the Hamdallah home.

    A Jerusalem court ruled in 2005 that the family could retain buildings constructed up to 1989. However, according to the Hamdallahs’ Israeli lawyer, Shlomo Lecker, Moskowitz’s legal representatives have continued to press for evacuation of the extension and yard, and bailiffs this week served notice of eviction for Monday.

    “This group of settlers are very determined to get the family out and they are trying every possible trick,” he said. “They got an order allowing the settlers to come to the house and take over the room and the yard.”

    Lecker said he was challenging the decision.

    Daniel Luria, spokesman for Ateret Cohenim, which promotes Jewish settlement in East Jerusalem, said: “We’re talking about one of the most significant areas historically and religiously for Jews. Jews have the right to live in any neighbourhood. The fact that the world does not recognise that is a problem that the world has got.”

    About 200,000 Israeli Jews live in settlements in East Jerusalem, which was captured by Israel in 1967 and later annexed. Settlements in occupied or annexed territory are deemed illegal under international law.

    A confidential EU report on East Jerusalem, circulated in December, warned that ideologically-driven settlers were threatening the prospects of a peace deal. “If current trends are not stopped as a matter of urgency, the prospect of East Jerusalem as the future capital of a Palestinian state becomes increasingly unlikely and unworkable,” it said.

  14. Víctor Marques

    Na moral, acho que vocês demagogos deveriam ir tomar no cú! Falsos moralistas, eu não acredito em jornal, muito menos em blog formador de opinião. Não acredito naqueles que botam a banca dizendo-se “conhecedores do mundo” menos ainda nos ignorantes das redes sociais. É impossível ter uma visão 100% concreta e conclusiva dos dois lados da moeda, porque ambos matam, roubam, cospem na cara de seus inimigos. É lógico que Israel se deu melhor, por serem ladrões e terem a ajuda da “pátria amada América” (EUA), mas como já disseram antes, brigam por um território infértil com uma história suja, que deixem os corvos comerem suas carniças e que continuem brigando por um pedaço de nada.

  15. Mataya Sadhana

    No tempo davídico, onde estavam os palestinos? Antes da existência da tal “Palestina”, a HISTÓRIA nos prova que houve o reino de ISRAEL, depois esse reino e o de JUDÁ se alinharam e ainda existiu a JUDEIA! E a tal Palestina? Onde estava os palestinos nesses tempos? Ah, eles estavam pescando (já que são oriundos de mares adjacentes à península grega)! Os palestinos nem árabes são! Eles são odiados até mesmo entre países árabes! Tão somente fazem parte de um plano estratégico dos árabes para varrer o “ocidental” ESTADO JUDAICO do mapa regional! Israel está exercendo o seu direito de reaver o que é seu! Muito antes de muitas nações existirem, ISRAEL já era uma reino organizado!

  16. AlexyBsb

    Sobre esta reportagem: “afinal de contas, quem são os verdadeiros terroristas: palestinos ou israelenses?” Os palestinos nunca foram dono de nenhuma destas terras além da Faixa de Gaza. Se alguém quiser saber toda a verdade de quem é o dono desta terra realmente, comece a ler a Bíblia toda e saberás que o povo judeu está naquela terra ha mais de 4 mil anos. O que ocorreu a partir de 1948 foi apenas o retorno de um povo para sua terra original. Se formos mais além ainda, vamos entender que não somente a Faixa de Gaza, a Cisjordânia, mas também todo o Líbano e boa parte da Jordânia fazem parte das 12 tribos de Israel…

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