Santa Evita: realidade ou ficção?

Estava organizando os arquivos do computador e fazendo uma limpeza geral, passando para CDs tudo aquilo que não tenho utilizado com frequência, quando me deparei com um dos trabalhos que desenvolvi no período da graduação para a disciplina de América Independente I, do professor Júlio Pimentel, autor do excelente blog Paisagens da Crítica.

Trata-se de uma resenha crítica do livro Santa Evita, de Tomás Eloy Martínez e pensei que, em tempos de Cristina Kirchner na Argentina, seria bastante interessante e proveitoso para alguns leitores disponibilizar essa resenha, escrita nos idos de 2007, quando Martínez ainda vivia e era diretor do programa de estudos latino-americanos da Universidade de Rutgers, nos EUA.

Espero que gostem e, até mesmo, que possa ser útil a alguns estudantes que, por intervenção do Santo Google, acabem caindo por estas páginas na busca desesperada por uma solução de última hora para um trabalho do gênero. =)

Resenha crítica de Santa Evita, de Tomás Eloy Martínez
por José Rogério Beier (originalmente escrita em 2007)

A única coisa que se pode fazer com a realidade é inventá-la de novo.

Realidade ou ficção? Eis a questão que intriga todos aqueles que se aventuram a seguir o corpo embalsamado de Evita pelas labirínticas páginas de Santa Evita. Questão da qual o autor não descuida em passagem alguma de todo o romance e que pode ser aqui resumida através de uma provocação que o próprio Martínez nos faz em uma passagem de seu livro:

“Porque a história tem de ser um relato feito por pessoas sensatas e não um desvario de derrotados (…) Se a história é – como parece ser – mais um gênero literário, por que privá-la da imaginação, do desatino, da indelicadeza, do exagero e da derrota que constituem a matéria prima sem a qual não se concebe a literatura? [1]”.  

Lançado em 1995, Santa Evita logo se torna grande sucesso editorial, talvez o maior de seu autor, chegando a ser traduzido em várias línguas. No Brasil, foi editado pela Companhia das Letras, em 1996, ganhando cuidadosa tradução de Sérgio Molina.

Neste romance, Martínez narra simultaneamente quatro histórias que se imbricam sem uma ordem pré-estabelecida. Muitas vezes, uma serve de ponte para o início da outra, amarrando-a de modo que uma narrativa assimétrica e poliédrica forme um conjunto harmonioso no final.

A primeira das quatro histórias a aparecer no romance é o de Evita viva. Martínez prefere narrar a história da vida de Evita em sentido inverso, isto é, iniciando com o momento de sua morte, quando a mostra totalmente debilitada pelo câncer em seus últimos dias de vida, para chegar, nos derradeiros capítulos do livro, à história do seu nascimento, que foi narrada por sua mãe. No decorrer do romance, e sem seguir uma ordem definida, o autor vai revelando aos poucos a trajetória da saída de Evita, ainda jovem, de uma província do interior da Argentina, Junín, até chegar a Buenos Aires, onde passou a viver como atriz de rádios e teatros de segunda categoria, onde acabou por conhecer Juan Domingos Perón em um momento crucial da carreira política deste. Daí em diante, a vida de Evita muda de rumo, vai crescendo até se tornar uma das figuras mais importantes da Argentina e desembocar na sua trágica e prematura morte, aos 33 anos de idade, fato que colaborou enormemente para a formação do mito de Evita.

Assim, vemos que os dados biográficos de Evita são apresentados pelo autor aos poucos, no decorrer do romance e com grande riqueza de detalhes, o que demonstra, como nos diz Mario Vargas LLossa em sua resenha para o jornal La Nación:

“un trabajo de hormiga, una pesquisa llevada a cabo con tenacidad de sabueso y una destreza consumada para disponer el riquísimo material en una estructura novelesca que aproveche hasta sus últimos jugos las posibilidades de la anécdota[2]

A segunda história narrada em Santa Evita é a do destino errático do corpo de Eva Duarte de Perón. Tão logo esta foi dada como morta, Juan Perón, seu amantíssimo esposo, encaminha o corpo a um embalsamador espanhol cujo trabalho seria eternizá-la escondendo a morte presente em cada célula daquele corpo. Mais do que isso, ao narrar as aventuras pelas quais o corpo de Evita passou nos anos em que esteve desaparecido, o autor estava também se referindo à história da própria Argentina. No momento em que o corpo de Evita foi embalsamado, ele deixou de ser apenas um corpo para representar a Argentina. Segundo o Coronel Moori Koenig, um dos personagens do livro, ao embalsamá-la Pedro Ara acaba por confundir o corpo de Evita com a Argentina. Para o Coronel, o que está em jogo “não é mais o cadáver desta mulher, mas o destino da Argentina. Ou as duas coisas, que para tanta gente parecem uma só[3]”. Em uma conversa com o embalsamador ele confirmaria que este “ao embalsamá-lo (…)  tirou a história de lugar. (…) Quem tiver a mulher, terá o país em suas mãos[4]”. E mais adiante, no último capítulo do livro, é o próprio autor quem confirmaria como o corpo embalsamado de Evita foi usado como alegoria para representar a Argentina: “Esse cadáver somos todos nós. É o país[5].

A história de Evita morta, ao contrário da anterior, flui para frente, isto é, foi narrada do momento em que ela morreu em diante, seguindo o fluxo dos acontecimentos, a linha diacrônica. É do entrelaçamento destas duas histórias que surge, em sua maior parte, o romance de Martínez. É ele mesmo quem nos diz que contaria o romance tal como o sonhara um certo dia: “Não contaria Evita como malefício nem como mito. Iria contá-la tal como a sonhara: como uma mariposa que batia para a frente as asas de sua morte, enquanto as de sua vida voavam para trás[6]”. E junto à história de Evita, contaria também “o que foi sua pátria e aquilo que quis ser, mas não pôde[7].

A terceira história narrada neste romance é a de um grupo de militares destacados para, inicialmente, seqüestrar o corpo de Evita do local onde era exibida e, posteriormente, proteger o corpo dos fanáticos peronistas que queriam, a todo custo, resgatá-la. É neste momento, quando o corpo de Evita cai nas mãos dos militares, que ele começa a errar através de dois continentes, vários países e passar pelas aventuras mais patéticas, onde foi copiado, marcado como gado, reverenciado, mutilado, divinizado, acariciado, profanado, confundido com uma boneca, escondido em ambulâncias, cinemas, refúgios militares e porões de barcos até, enfim, ser sepultado no cemitério La Recoleta.

Por fim, a quarta história narrada em Santa Evita, é a do personagem Tomás Eloy Martínez, que se passa por um autor obsessivo e martirizado pelo desejo de desvendar o mistério do corpo de Evita. Um personagem que se intromete na história a todo o momento para nos contar a forma como logrou escrever seu romance, mesmo através de suas fontes duvidosas. Estratégia muito bem utilizada pelo autor Tomás Eloy Martínez que, ao mudar o foco narrativo de terceira pessoa onisciente, para primeira pessoa e voltar novamente a terceira pessoa, de acordo com a história que se está narrando, busca dar mais verossimilhança a sua história, transformando-se em um personagem que vivencia, que está presente, que conhece e entrevista outros personagens do romance embora, na realidade, talvez ele nunca tenha entrevistado todas as pessoas mencionadas no livro. Para Carlos Fuentes, “Tomás Eloy Martínez es el último guardián de la Difunta, el último enamorado de Persona, el último historiador de Esa Mujer[8]. Martínez se vê mais como o taxidermista Pedro Ara, alguém que eternizara Evita através de sua arte: “A arte do embalsamador se parece com a do biógrafo: os dois tentam imobilizar uma vida ou um corpo na pose em que deverá ser lembrado pela eternidade[9]”.

Estas são as quatro histórias que formam o texto labiríntico de Santa Evita. Labiríntico porque em cada capítulo as quatro histórias se entrelaçam e se sucedem aparentemente sem nenhuma ordem pré-estabelecida. Labiríntico porque não se limita às suas próprias páginas, mas também levam o leitor, constantemente, a outras obras, sejam sobre Evita ou não, fazendo referência a autores diversos tais como Appolinaire, Borges, Cortázar, Onetti, Perlongher, Walsh e Wilde e até mesmo a outro romance do próprio autor, A novela de Perón. É o próprio Martínez quem nos diz que entre A Novela de Perón e Santa Evita teve que lançar outros livros e reaprender seu ofício de escritor para que Santa Evita não fosse confundido com o primeiro. Assim, a intertextualidade construída neste romance é, também, mais uma estratégia do autor visando trazer mais verossimilhança ao seu livro. Ao dialogar constantemente com uma série de obras, Martínez busca convencer o leitor da veracidade dos fatos que ele apresenta.

Como podemos ver, de um modo ou outro, a trama toda acaba sempre levando à questão da realidade ou ficção dos dados apresentados no livro. Mário Vargas Llosa acerta quando diz que tudo o que está contado no livro não passa de “uma mentira, uma ficção que foram despojados de sua realidade e transportados à fantasia[10]. É o próprio autor quem diz, várias vezes no decorrer do livro, que o que ali se vai narrar não é a realidade, mas uma reconstrução, uma invenção. Por isso o livro não é uma biografia, mas sim um romance[11]. Um romance que, de fato, acaba sendo biográfico, mas que traz a biografia de uma Evita que é apenas mais uma das que surgiram desde quando a de carne e osso morreu, isto é, uma Evita que “deixou de ser o que disse e o que fez, para ser o que dizem que disse e o que dizem que fez[12].

Portanto, Tomás Eloy Martínez é apenas mais um copista do corpo morto de Evita. Para ele, ao multiplicar-se Evita não morreu, isto é, ressuscitou. “Transfigurada em mito, Evita era milhões[13]. É por isso que Martínez busca reproduzir, no decorrer de todo o romance, os “milhões” de Evita que existiram. Tenta fazer isso ao citar os diversos nomes que ela recebeu: Evita, Eva Duarte, Essa Mulher, Pessoa, Nômade, Ela, A Defunta, A Falecida, O Cadáver, O Corpo, Pupe, ED, EM, Égua, Santa Evita, Evitita, etc.

Outra forma de reforçar a multiplicação de Evita, é através do relato da memória que cada personagem tinha dela e que o autor buscou narrá-lo de modo que Evita, mesmo nessas memórias, aparecesse sempre como várias personagens distintas para cada um deles. Este é o caso do cabeleireiro, que tinha um museu com várias cabeças de vidro representando os diferentes Evitas que ostentavam diferentes penteados, ou então, o caso do mordomo que ao ler as cartas e manuscritos de Evita, reparou que a caligrafia era distinta de modo que cada caligrafia revelava uma Evita diferente da outra, ou ainda, o caso do operador de cinema que havia notado que a “Evita do filme” era diferente da “Evita da platéia”.

Assim, a Evita de Martínez é só mais uma entre milhões, é a invenção de uma realidade criada pela ficção. Mas isso, para ele, não é demérito para seu romance, uma vez que as fontes em que o romance é baseado são de confiança duvidosa apenas no sentido em que também o são a realidade e a linguagem, já que nelas se infiltram lapsos de memória e verdades impuras. Neste sentido, Martínez destaca que para os historiadores e biógrafos as fontes sempre foram uma dor de cabeça. Nunca se bastam a si mesmas e necessitam da confirmação de uma fonte e, esta, por sua vez, de mais outra. Para ele, esta cadeia de fontes confirmando fontes costuma ser infinita e inútil, porque a soma das fontes também pode ser um engano. Assim, não vê problema nenhum em utilizar como fonte Aldo Cifuentes, um personagem que ele mesmo descreve como mentiroso contumaz e fofoqueiro.

Se, como diz Martínez, é no meio do caminho onde se bifurcam as estradas do mito e da história que resiste o reino indestrutível e desafiante da ficção, ele acaba escrevendo sua ficção para salvar a protagonista de seu romance da História, que ele vê como trágica. Apesar disso, paradoxalmente através dessa mesma obra de ficção, o autor conta um pouco da história de seu país ou, como ele mesmo disse, “o que foi sua pátria e aquilo que quis ser, mas não pôde”. Como nos diz Carlos Fuentes:

“Santa Evita es la historia de un país latinoamericano auto engañado, que se imagina europeo, racional, civilizado, y amanece un día sin ilusiones, tan latinoamericano como El Salvador o Venezuela, más enloquecido porque jamás se creyó tan vulnerable, dolido de su amnesia porque debió recordar que también era el país de Facundo, de Rosas y de Arlt, tan brutalmente salvaje como sus militares torturadores, asesinos, destructores de familias, generaciones, profesiones enteras de argentinos[14]”.

Em Santa Evita, vemos que Martínez parece querer apontar para o fato de que a Argentina não pode continuar crendo que sua cultura está desconectada da latino-americana. Em um trecho onde o autor destaca como Evita é vista dos Estados Unidos, onde mora, comparando esta visão com a imagem que os próprios argentinos fazem dela, ele começa dizendo que “Na Argentina ela é a Cinderela das telenovelas, a nostalgia de ter sido o que nunca fomos, a mulher justiceira, a mãe celestial. Fora do país, é o poder, a morta jovem, a hiena compassiva declamando nos balcões do além: ‘Não chores por mim, Argentina[15]’”. E arremata concluindo: “Neste condado (…) em Nova Jersey, Evita é uma figura familiar, mas a história que dela se conhece é a da ópera de Tim Rice. Talvez ninguém saiba quem ela foi na realidade; a maioria imagina que Argentina é um subúrbio de Guatemala City[16]. Trecho que revela o quanto a cultura argentina está desconectada das culturas estadunidense e européia e muito mais próxima da latino-americana.

Assim, é possível compreender bem Martínez quando ele diz que “é preciso convencer o meu país de que ele tem um cordão umbilical com o resto do continente. Por isso, todos os meus livros estão dedicados a mostrar o nexo que a realidade argentina tem com a realidade latino-americana[17]”.

Martínez é ainda mais explícito no trecho a seguir, onde aponta claramente que os argentinos faziam questão de esconder suas origens indígenas e negras, além das mazelas de sua sociedade, no intuito de se desvincular de suas raízes latino-americanas para se aproximar mais da cultura européia:

“Os argentinos que se julgavam depositários da civilização viam em Evita uma ressurreição obscena da barbárie. Os índios, os negros candombeiros, os maltrapilhos, os malandros, os cafetões de Roberto Artl, os gaúchos renegados, as putas tísicas contrabandeadas em navios polacos, as andorinhas de província: todos já tinham sido devidamente exterminados ou confinados aos seus porões sombrios. Quando os filósofos europeus chegaram de visita, descobriram um país tão etéreo e espiritual que acreditavam que este houvesse evaporado. A súbita entrada em cena de Eva Duarte vinha desmanchar os prazeres da Argentina culta. Aquela mina barata, aquela copeira bastarda, aquela merdinha – como era chamada nos leilões de terras – era o último peido da barbárie. Enquanto passava, era preciso tapar o nariz”.

Desta forma, Martínez pretende buscar o nexo da realidade Argentina com a latino-americana através dos diferentes personagens que passaram por Santa Evita. Dos mais notórios, como Juan Perón, aos mais discretos e anônimos, como a filha do operador do cinema, o autor faz desfilar pelas páginas de seu livro todo o povo argentino, como num grande mosaico: humildes e poderosos, insignes e medíocres, dementes e equilibrados, afetuosos e carrascos, destemidos e covardes, de todas as classes sociais e de todos os tipos. Por meio destes personagens o autor tenta mostrar o verdadeiro rosto do seu país, que não é aquele que critica acima por esconder suas origens e suas misérias, mas aquele que ele mostra no capítulo Grandezas da Miséria. Neste capítulo os grasitas aparecem com toda a força e sem disfarce nas filas de miseráveis à espera de dentaduras e outras esmolas de Evita. Aparecem na humilhação das vigílias intermináveis e no inventário de padecimentos humanos que um de seus personagens testemunha ao esperar por uma casa prometida por Evita que jamais viria. É ali, na enxurrada de intermináveis desgraças que afligiam o povo, que aparece o verdadeiro rosto do povo argentino. Muito mais próximo da realidade de qualquer outro povo de um país latino-americano do que dos europeus ou estadunidenses.

Outro aspecto da história argentina que aparece como pano de fundo nas páginas de Santa Evita, marcando a personalidade dos argentinos, é a da influência dos militares no poder e, posteriormente, a da ditadura que acabaria por exilar Tomás Eloy Martínez de seu país em meados dos anos 70. Um trecho que exemplifica a passagem marcante dos militares na personalidade dos argentinos após o golpe de 1976 e, em conseqüência, a própria escrita de Martínez, já que fora um exilado político deste governo, é aquele onde o autor conversa com seu amigo Emílio sobre a filha deste, Irene, que vivia exilada: “não era culpada de nada e, no entanto, carregava a culpa do mundo nas costas como todos os argentinos da época[18]. Mais adiante, ao descrever a si mesmo, complementa a descrição dessa personalidade argentina, que em muito deve aos governos militares: “Sou um argentino (…), sou um espaço sem preencher, um lugar sem tempo que não sabe aonde vai[19]”.

Em seu romance, os militares aparecem sempre de maneira negativa. Exemplos disso são o coronel Moori Koenig que se converte em um alcoólatra inveterado, capaz de profanar o corpo de Evita seja urinando sobre ele ou mantendo relações sexuais com o mesmo; o louco Arancibia, que acaba assassinando sua mulher por flagrá-la no sótão onde havia escondido o corpo de Evita, ou ainda o Capitão Galarza, que conversava com a Defunta nos porões do navio que a levava para Milão.

Martínez escreve seu romance após a queda da ditadura na Argentina, assim, tem liberdade não só para dizer o que pensa sobre o assunto, mas também de criar novos personagens grotescos e caricaturais sobre personagens reais, como foi o caso do Coronel Moori Koenig. Para Martínez, “A vantagem da liberdade era poder transformar as mentiras em verdades e contar verdades em que tudo pareciam mentiras[20]. Não é por acaso que o próprio personagem do Coronel aparece pela primeira vez no romance dando uma aula sobre os usos do boato, destacando que estes últimos seriam “a precaução que os fatos tomam antes de se tornarem verdade[21].

E assim, novamente voltamos a questão com a qual iniciamos esta resenha e que perpassa toda a obra: realidade ou ficção? Preferimos dar a palavra final ao próprio autor que fecha seu romance deixando uma dica de como encarar esta questão em sua obra:

“É um romance, nos romances, o que é verdade também é mentira. Os autores constroem à noite os mesmos mitos que destruíram pela manhã[22].

PERFIL BIOGRÁFICO DO AUTOR

Tomás Eloy Martínez foi jornalista, professor de literatura e escritor. Nasceu na província de Tucumán, Argentina, em 1934, onde completou seus estudos até graduar-se em literatura espanhola e latino-americana pela Universidade de Tucumán. Mais adiante, complementaria sua graduação com o título de mestre em literatura que obteria pela Universidade de Paris VII em 1970.

Durante os anos 60, trabalha em Buenos Aires como jornalista em diferentes periódicos como La Nación, onde era crítico de cinema e Primera Plana, onde exerceu a função de chefe de redação. Já na primeira metade da década de 70, é correspondente do editorial Abril, na Europa e também dirige o seminário Panorama (1970-1972) e o suplemento cultural do diário La Opinión (1972-1975). A partir de 1975, passa a viver como exilado político em Caracas, Venezuela, onde segue sua carreira de jornalista até 1983, quando finda a ditadura na Argentina e também seu exílio. Na área do jornalismo, segue trabalhando até os dias correntes, colaborando com diários como La Nación, da Argentina, e The New York Times Syndicate, dentre outros.

Além de sua carreira de jornalista, Martínez também desenvolveu uma carreira acadêmica muito extensa, deu conferências e cursos em diferentes universidades da Europa, Estados Unidos e América do Sul. Faleceu aos 31 de janeiro de 2010 como professor na Universidade de Rutgers, em New Jersey, onde era diretor do Programa de Estudos Latino-Americanos.


[1]  MARTÍNEZ, Tomás Eloy. Santa Evita. São Paulo: Companhia das Letras, 1996, pp. 126.

[2]  LLOSA, Mário Vargas. Los placeres de la necrofilia. In: La Nación (México), feb. 1996. Suplemento Cultura. Disponível em <http://sololiteratura.com/var/losplaceres.html&gt;. Acesso em 04 de dezembbro de 2007.

[3]  MARTÍNEZ. Op. Cit., pp. 31.

[4]  Ibid.

[5]  MARTÍNEZ. Op. Cit., pp. 331.

[6]  MARTÍNEZ. Op. Cit., pp. 67.

[7]  MARTÍNEZ. Op. Cit., pp. 56.

[8]  FUENTES, Carlos. Santa Evita. In: La Nación (México), feb. 1996. Suplemento Cultura. Disponível em <http://sololiteratura.com/var/losplaceres.html&gt;. Acesso em 04 de dezembbro de 2007.

[9]  MARTÍNEZ. Op. Cit., pp. 136.

[10]  LLOSA. Op. Cit.

[11]  Não deixa de ser curioso e significativo o fato de, na página de rosto da edição brasileira, logo abaixo do título, aparecer a palavra “Romance” para designar o gênero literário a que pertence o livro. Fato este que não é corriqueiro nos demais romances lançados pela mesma editora ou, até mesmo, por outras editoras no Brasil.

[12]  MARTÍNEZ. Op. Cit., pp. 20.

[13]  MARTÍNEZ. Op. Cit., pp. 57.

[14]  FUENTES, Carlos. Op. Cit.

[15]  MARTÍNEZ. Op. Cit., pp. 176.

[16]  Ibid.

[17]  MARTÍNEZ, Tomás Eloy. Evita soy yo. Entrevista concedida a Albor Rodríguez. Disponível em <http://www.el-nacional.com/archivedata/1996/06/09/215.htm&gt;. Acesso em: 27 de novembro de 2007.

[18]  MARTÍNEZ. Op. Cit., pp 209.

[19]  MARTÍNEZ. Op. Cit., pp. 308.

[20]  MARTÍNEZ. Op. Cit., pp. 309.

[21]  MARTÍNEZ. Op. Cit., pp. 16.

[22]  MARTÍNEZ. Op. Cit., pp. 333.

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4 Comentários

Arquivado em Arte, Cultura, Literatura, Livros

4 Respostas para “Santa Evita: realidade ou ficção?

  1. Muito obrigado, Ybéria. Você também está sempre me apoiando e me animando a escrever e manter o blog… bendito Skoob. hehehe

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