Caninos pra que te quero: uma celebração a estupidez humana.

“Vamos celebrar a estupidez humana, a estupidez de todas as nações.
O meu país e sua corja de assassinos, covardes, estupradores e ladrões”.

Legião Urbana, em Perfeição

Não poderia haver melhor forma de começar este post do que celebrando a estupidez humana, responsável pela criação de mais uma imagem destinada unicamente a agredir e atacar gratuitamente aos vegetarianos (e eu não sou vegetariano).

Esta imagem, que está circulando amplamente nas redes sociais, dentre outros absurdos, insinua claramente que aqueles que adotaram a dieta vegetariana são pessoas estúpidas, pois estas não conseguiriam explicar a razão dos humanos possuírem dentes caninos. Para os criadores desta imagem, bem como seus divulgadores (mesmo que inconscientemente), os homens sempre foram dotados de dentes caninos e, justamente por essa razão, é que se alimentam de carne. Consideram, portanto, que a alimentação dos humanos é algo determinado pela biologia/natureza, não pela cultura. É justamente sobre isso que gostaria de me deter um pouco mais.

Como mencionado anteriormente, a imagem tenta “biologizar/naturalizar” uma questão eminentemente cultural. Há até mesmo quem, ao ver esta imagem, cite Charles Darwin e sua teoria descrita em “A Origem das Espécies” para justificar por que o vegetarianismo é anti-natural. Oras, sabemos que em em um dado momento da escala evolutiva, alguns dos hominídeos que habitavam o planeta, ancestrais do Homo Sapiens Sapiens, não comiam carne, alimentando-se quase que exclusivamente de frutas, raízes e vegetais. Também sabemos que, em algum momento ainda perdido no tempo, por diversas razões, alguns desses nossos ancestrais acabaram mudando seu HÁBITO ALIMENTAR e passaram, cada vez mais, a ingerir carne em sua dieta. Como não poderia deixar de ser, tal mudança de hábito alimentar, em função de diversos fatores como o grande aumento na ingestão de proteínas, por exemplo, com o passar de muitos anos acabou refletindo em mudanças na estrutura do corpo dos descendentes desses hominídeos. Há pesquisas que relacionam diretamente o aumento do cérebro humano justamente com o grande acréscimo de ingestão de proteínas após o momento em que os ancestrais do Homo Sapiens passaram a comer carne.

Pois bem, a partir do que conheço sobre a teoria de Darwin, entendo que com o passar do tempo, dentre o total da população dos hominídeos que passaram a se alimentar de carne, havia alguns que apresentavam dentes caninos e foram justamente esses que tiveram mais êxito em se reproduzir e passar adiante essa característica. Tais indivíduos, melhores adaptados às condições do ambiente em que viviam (em conjunto com outras características além da arcada dentária), acabaram tendo um índice maior de sobrevivência que outras espécies e, dessa forma, transmitiram suas características genéticas para novas gerações, garantindo que tal forma dos dentes passassem de geração a geração até chegar aos Homo Sapiens Sapiens. Resumindo, os indivíduos que possuíam caninos foram naturalmente selecionados até que, muitas gerações depois, não houvesse mais indivíduos no grupo desprovidos dessa característica.

Fica claro, portanto, que a existência de dentes caninos nos homens está relacionada a uma mudança de HÁBITO ALIMENTAR em seus ancestrais e a um longo processo de seleção natural que privilegiou essa característica. Não é um indicativo de que os seres humanos nasceram para comer carne, mas sim, de que estão muito bem adaptados para comer carne. O que a teoria de Darwin ajuda a explicar é que, os dentes caninos, em um dado momento, representou uma vantagem evolutiva a um grupo de indivíduos, possibilitando a esses ancestrais do Homo Sapiens Sapiens sobreviverem em um determinado ambiente e ter bom êxito na transmissão de seus genes. Em uma sentença: humanos não foram feitos para comer carne por que possuem dentes caninos, mas possuem dentes caninos como parte de um processo de seleção natural que favoreceu essa característica dentre um grupo de ancestrais que tinham o hábito de, entre outros alimentos, ingerir carne.

Aos colegas que fizeram a imagem, cabe lembrar que esses caninos não são adaptados a uma dieta exclusivamente carnívora, mas sim, a uma dieta onívora. O conjunto dos dentes dos seres humanos é perfeitamente adaptado para a ingestão, não apenas de carnes, mas também de vegetais, nozes, raízes e frutas, dentre outros tipos de alimentos. Também nunca é demais lembrar que, da mesma forma como passamos a comer carne, seja pelo motivo que for, podemos simplesmente parar de ingerir este tipo de alimento. Se antes o que pode ter levado os ancestrais do Homo Sapiens Sapiens a ingerir carne foi uma contingência imposta pelo ambiente em que vivia, agora o que pode nos fazer parar de comer carne pode ser uma decisão pensada e refletida sobre as consequências éticas que tal consumo traz consigo, seja no trato que damos aos animais, ou ainda, ao meio ambiente e, consequentemente, ao próprio ser humano.

Se avançarmos na linha do custo ambiental da produção de carne no planeta, veremos que recentemente a UNESCO publicou um estudo cujo objetivo era medir o custo hídrico para se produzir diversos tipos de alimentos. Apenas a título de exemplo, o custo em litros de água para produzirmos um quilo de carne é de 15.500 litros. Já o porquinho da imagem ao lado, tem custo de 1.440 litros de água por CADA bife de 300g, enquanto uma unidade de hamburguer custa 2.400 litros de água, ou seja, uma caixa com doze hamburgueres, como as vendidas no supermercado, gastou 28.800 litros de água para ser produzida. O portal meu mundo sustentável traz post com uma tabela mais completa para consulta.

Se juntarmos os números acima com a informação de que, segundo a ONU, mais de 3.000 pessoas morrem diariamente por falta de acesso a água potável, será que tais dados já não seriam suficientes para mobilizar algumas pessoas a mudarem seus hábitos alimentares?  Isto é, diante de tais dados, seria tão estranho que vários grupos de pessoas reflitam se é mesmo necessário comer carne diariamente?

Como lembra bem o site:

“é importante ressaltar que a agricultura é responsável pela maior parte da água consumida no mundo, superando em 10 vezes o consumo da indústria. Daí a importância de escolhas conscientes não só apenas de produtos industrializados, mas principalmente dos alimentos que consumimos.”

Vale ressalvar que, na afirmação de que a agricultura consome 10x mais água que a indústria, devemos considerar que nessa conta também entra o volume de água gasto para produzir enormes quantidades de alimentos destinado às criações de gado, porco, frango e peixe (uma vez que até mesmo salmões, que são carnívoros, tem sido alimentado com rações a base de milho). Isso para não entrar no campo da devastação de florestas para criação de pastos e culturas de soja e milho para alimentar gado, aves e peixes em cativeiro.

Quanto a constatação que fiz no início deste post de que a alimentação é cultural, basta levarmos em conta que a ingestão de certos tipos específicos de alimentos pode ser proibido em determinadas sociedades, mas incentivado em outras. É comum encontrar sociedades que consideram um determinado tipo de animal sagrado e se abster de comê-lo (vaca na Índia), enquanto outras sociedades onde o consumo é industrial. Há ainda alimentos que são evitados por serem associados a alguma entidade maléfica sobrenatural, ou mesmo interditados por políticas de Estado por alterarem o nível de consciência de quem o consome. Enfim, com base nessas observações, qualquer um pode concluir facilmente que a alimentação é uma atividade humana eminentemente cultural.

Não entendam mal, alimentar-se é uma necessidade orgânica e fisiológica para a sobrevivência do corpo, porém, a escolha do quê se alimentar é um processo marcadamente cultural. Como vimos, preferências, proibições ou incentivos, sacralizações ou demonizações e tantas outras relações que os humanos tem com seus alimentos são frutos de um processo cultural desenvolvido pela humanidade desde o momento em que passou a viver em sociedade. Isso para não mencionar na grande disponibilidade de alimentos que soubemos identificar na natureza graças à inteligência que desenvolvemos neste processo e soubemos transmitir às próximas gerações. Como lembra Michael Pollan em seu famoso O Dilema do Onívoro, quantos homens morreram para que fosse necessário dominar o conhecimento de quais cogumelos poderiam ser comidos e quais eram venenosos?

Portanto, optar por uma ou outra fonte de alimento não é uma coisa que tenha uma origem biológica ou genética, mas é uma decisão relacionada com a cultura de dada sociedade. Ninguém nasceu para comer carne, ou ninguém nasceu para comer vegetais. Os humanos primam por serem onívoros!!!! A questão de sermos ou não vegetariano é uma decisão pessoal motivada por questões outras que não passam pelo fato de termos dentes caninos, como o imbecil que criou a imagem que originou este post pretende fazer supor. É justamente por isso que celebro a estupidez humana e dedico a este infeliz este clipe da Legião Urbana.

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22 Comentários

Arquivado em Comportamento, Cultura

22 Respostas para “Caninos pra que te quero: uma celebração a estupidez humana.

  1. Tudo isso fica claro quando vemos que a Biologia indica o ser humano como onívoro, não carnívoro, nem herbívoro; é como o panda, com dentes pontudos enormes e é 99% herbívoro. E realmente, cultura e geografia é o que decidem o tipo de alimentação de um povo. O MacDonalds faliu na Bolívia, pois a ligação do povo com sua cultura alimentícia venceu o fast food. Se compararmos os extremos, vemos o esquimós, em meio a puro gelo, alimentando-se unicamente de carne animal rica em gordura, com uma média de vida de 29 anos. E nos himalaias, entre China e Paquistão, os Hunzas, povo com expectativa de vida de 108 anos – e estamos falando de idosos que cavalgam e capinam de enxada na mão -, alimentando-se quase que unicamente de vegetais, só comendo carne em raras vezes ao ano devido a festivais religiosos.
    Come-se carne hoje nas grandes cidades por hábito, gosto, tradição, não necessidade. Todos os componentes de origem animal que o corpo precisa já existem em biscoitos e simples caixas de suco de soja. É só procurar! A barbárie que a espécie humana impõe a outras espécies é absolutamente lamentável.

  2. Não sei se o caro Anônimo conhece, mas há uma espécie de Australopitecus conhecida como Paranthropus, o qual é tido pelos pesquisadores da área como uma espécie eminentemente vegetariana. A descrição de tal ancestral do Homo Sapiens Sapiens, de acordo com o Smithsonian, é bastante clara:

    “O Paranthropus robustus é um exemplo de australopiteco robusto; eles possuem dentes enormes e largos na região da bochecha (megadont cheeck teeth) com uma grossa camada de esmalte e sua mastigação é focada na parte traseira da mandíbula. Grandes arcadas zigomáticas permitiram a passagem de grandes músculos de mastigação para a mandíbula e deram a essa espécie a característica de sua face ampla. Uma grande crista sagital propiciou uma área bastante larga para ancorar esses músculos de mastigação no crânio. Essas adaptações garantiram ao P. Robustus a habilidade de mascar para baixo alimentos duros e fibrosos(…)”. (http://humanorigins.si.edu/evidence/human-fossils/species/paranthropus-robustus)

    Na descrição do que seria um “megadont cheek teeth”, o Smithsonian esclarece: “Megadont species have huge, broad cheek teeth with thick enamel while there incisor teeth stays small. The emphasis for megadont species is on the rear teeth, which are designed to support the stresses of heavy chewing. Combined with the morphology of other parts of the skull – large zygomatic arches to allow the passage of large chewing muscles and a large sagittal crest to provide a large area to anchor these muscles to the skull – megadont early humans showed adaptations to chewing tough, fibrous foods.”

    Traduzindo para ficar mais claro a quem não domina o inglês (e aqui gostaria que o caro Anônimo prestasse bastante atenção) o Smithsonian afirma que “Espécies de ‘megadont’ possuem grandes e largos dentes na região da bochecha com uma grossa camada de esmalte, enquanto os incisivos permaneceram pequenos. A ênfase para espécies de ‘megadont’ são nos dentes traseiros, que são desenhados para suportar os estresses de uma mastigação pesada. Combinado com a morfologia de outras partes do crânio, os primeiros humanos caracterizados como ‘megadont’, mostraram adaptações para mastigar alimentos duros e fibrosos”.

    Se compararmos essa informação com o fato de que várias espécies de hominídios viveram em épocas próximas e possuíam mandíbulas diferentes uns dos outros, lembrando da do caminho da ‘diversificação adaptativa’, vamos perceber que no período em questão, das pelo menos 5 espécies conhecidas, o grupo dos Paranthropus acabou se especializando em uma alimentação à base de vegetais fibrosos e pouco nutritivos e, por isso, acabou por desenvolver um corpo robusto, com mandíbulas pesadas, molares bem achatados e um trato digestivo que permitia o consumo de grande quantidade de alimentos (segundo o Smithsonian). Essas adaptações permitiam que esse hominídeo processasse alimentos como o capim e as cascas de árvores. O Paranthropus tinha o corpo robusto, mas o cérebro era pequeno, e o ambiente no qual viveu era extremamente favorável ao seu estilo de vida.

    Enfim, essas informações parecem que vão contra o comentário que você fez em relação ao meu texto. Não fui nem Lamarckista e, a premissa que tomei para o post de que a diferença dos tamanhos dos dentes incisivos nas diferentes espécies de hominídeos variam (após processo de seleção natural) segundo a alimentação e o ambiente onde essas espécies vivem, estava correta e em linha com as teorias darwinistas.

    Quem leu bem o texto, percebeu que em nenhum momento falei que os dentes aumentam o diminuem segundo seu uso, mas sim que a partir da adoção do consumo de carne por um grupo de hominídeos, fez com que eles estivessem melhor adaptados para o ambiente em que viviam e conseguissem sobreviver e perpetuar sua espécie passando adiante suas características diferenciadas que lhe davam vantagem. É isso.

  3. Pelo visto o grande mote de argumentação dos conservadores passa pela questão do naturalismo, mesmo sem nunca ter lido, muito menos entendindo, Darwin.

    Parabéns pelo texto, Rogério. Uma verdadeira aula! Eu entendo que seja difícil para alguns simplesmente aceitar a diferença e a ausência de superioridade das coisas que acreditam. O mundo precisa “evoluir”.

    Abraços.

  4. Obrigado pela força de sempre, Munhoz. É uma pena que as pessoas deixem de debater os argumentos e passem para ataques infantis como o desta imagem.

    Grande abraço,

    Roger

  5. zé mané

    Tirando a arrogância com que foram expostos os argumentos, também concordo com o texto. A pergunta do ANONYMOUS, ao contrário do que pareceu em sua resposta, foi bastante útil para absorção e aprofundamento do assunto exposto, pois sua resposta, apesar de arrogante, foi bastante completa.

  6. Pingback: [PONDÉ] Sobre a ética das baratas e a eugenia… | Hum Historiador

  7. VeganAnti

    A explicação para a imagem dos dentes é simples… O Ser humano Omnívoro e não Herbívoro ao contrário de alguns que tentam fazer crer o contrário ao especular que o futuro da nossa espécie é aspirar a Herbívoro… Agora uma coisa é verdade.. cada um ingere o que quer e os outros não tem nada a ver com isso…

    • Guilherme Barbieri

      VeganAnti…cada um realmente come o que quiser, enquanto houver terra e água no planeta para “satisfazer os prazeres da carne”. 70% da produção de soja no Brasil é destinada a produção de ração animal. Imagine quanto arroz, feijão, milho, ervilha e etc poderiam ser produzidos no lugar desta soja ou destes pastos? Enquanto as pessoas comem o que querem, outras sonham todos os dias com um pratinho de arroz com feijão, são os vegetarianos compulsórios. A produção mundial de carne, mata o planeta e enriquece poucos. Esta matemática simplesmente não bate. Eu comia muita carne porque meus pais me ensinaram assim, mas parei e, com certeza, mostrarei ao meu filho a conta a ser paga se ele quiser comer um “suculento” hambúrguer de carne…abraços

  8. Os pequenos caninos humanos servem meramente para triturar nozes e afins. “O homem é frugívoro por essência, vegetariano por extensão e onívoro por adaptação.” (“O Evangelho da Natureza”) O “onivorismo” humano se deve ao fato de ser uma espécie flexível e importante por coroar a evolução natural, além do fato de que o alimento ter metas mais importantes a buscar do que a saúde apenas física.

  9. priscila

    perfeito!

  10. Catarina

    Não estou dizendo que o que está defendendo está errado, mas se não concordar comigo gostaria de uma explicação e não um ataque infantil(e para que fique claro não quero dizer que ser vegetariano é errado, mau ou qualquer coisa do tipo). O fato é que pelo que sei de acordo com Darwin os seres que sobrevivem são os mais adaptados ao meio, por exemplo: ocorreu há varios anos que em uma floresta dos EUA haviam varias mariposas brancas que se camuflavam nas cascas das arvores e por isso sobreviviam e depois que foi instalada uma fábrica na região e as arvores ficaram cobertas de fuligem essa especie de mariposas sumiu e apareceu uma nova especie escura que prosperou. No caso dos seres humanos não houveram interferências então, do meu ponto de vista, se toda a população mundial tem cerebro grande e caninos tecnicamente isso significa que no passado os seres que melhor se adaptaram ao ambiente em todo o mundo comiam carne… Obviamente também comiam grãos, vegetais e frutas, mas não eram de forma alguma herbívoros… Por isso creio que ser vegetariano não parece uma idéia boa para mim, mas não me incomoda quem é feliz assim contanto que não tente impor sua ideologia.

  11. Muito obrigada pelo seu texto. Antes de mais nada, além de bem escrito e fatídico, muito respeitoso quanto ao estilo de vida adotado pelos veg(etari)anos – sou vegana. E se mesmo assim as pessoas ainda acreditarem que os caninos servem só para isso (comer carne), sugiro bater um papo com os gorilas! http://ngm.nationalgeographic.com/u/TvyamNb-BivtNwcoxtkc5xGBuGkIMh_nj4UJHQKuqq2jNmIk2Q6hWR7zQpnQ5pHA2rN8lyqhc-Pf/ Bjos e parabéns! 😉

  12. Camargo

    Olá,
    Achei um texto muito bom e com uma abordagem bem interessante e nova (pelo menos pra mim).
    A única coisa que nao me agradou é dizer que pessoas morrem por falta de água como consequencia da utilizacao dessa pra criacao de animais. Se pensarmos assim há uma quantidade enorme de alimentos que sao jogados fora e também há muitas pessoas que ainda morrem de fome.
    A morte de pessoas por falta de alimento ou água é causada única e exclusivamente pela política. Depois que os árabes motaram uma pista que esqui no meio do deserto, está mais do que provado que tudo é possível e que o que importa é a correta alocacao de recursos ($$$). àgua pode-se obter de inúmeras formas…a questao é quanto custa isso e quem pode pagar por isso.
    Nao quero divergir do tema, desculpe.
    Mesmo assim, o tema da selecao natual é um tema bastante intrigante; pois nem sempre a selecao é para o lado positivo mas simplesmente para o mais adaptado.

    De qualquer forma gostaria de parabenizar pelo texto e pela discussao…

    Obs.: Eu gosto muito de comer uma salada no verao, mas ainda sim minha salada preferida é a salada de picanha! (Enquanto der pra pagar….)

    Abraco
    Camargo

  13. Pingback: Coitado dos dentes caninos - Viver Sem Carne

  14. Desculpe, mas um fato a se questionar seria o motivo de toda esta conversa, assim vejo que não são os altores da imagem que precisam ler o texto mas sim vários grupos de vegetarianos que na verdade vivem querendo provar que o homem não foi feito para comer carne ! Tais imagens surgem como respostas as tantas tentativas dos vegetarianos de marginalizar o consumo de carne. E é impressionante como o mesmo texto aqui esta sendo usado tanto por um lado como o outro para defender suas idéias e é isso que caracteriza o homem, essa liberdade de pensamento bem como de escolha de modo de se alimentar. Essa briga que eu caracterizo como estupidez humana pois não percebem que se limitarmos a nossa alimentação deste ponto de vista deixamos de lado nossa humanidade. Não deixem de lado o que nos diferencia dos animais, nossa liberdade de escolha, nos é permitido escolher como vamos nos alimentar, como vamos dormir, como vamos nos reproduzir(se decidirmos nos reproduzir), Como vamos nos relacionar com o ambiente e nossos pares. Vegetariano, regano, onívoro, carnívoro que nada somos humanos e temos liberdade de escolher !

  15. Sei que o post é antigo e talvez já tenham comentado, mas essa questão do custo litro de água por animal é muito relativo. Um bife de porco custa 1440 litros de água, mas quanto custaria o mesmo em energia APROVEITÁVEL em vegetais, já que cada alimento tem sua porção que pode ou não ser absorvida pelo humano no metabolismo? Tenho curiosidade de saber isso de alguma fonte confiável.

    Quanto à imagem, nem merece atenção de tão estúpida e frouxa em argumento. Na próxima, coloquem os caninos de orangotangos e pandas perto pra gente falar mais.

  16. Matheus Gomes

    HAHAHAHA Quanta tolice num texto só

  17. Matheus Gomes

    Estão convidados para o meu churrasco!

  18. Apenas mais um

    Nem um nem outro. Gorilas, hipopótamos e outros herbívoros têm “caninos” muito mais avantajados. Sem eles vc seria incapaz de morder uma maçã, uma cenoura ou rasgar a folha de alface na boca sem o uso de talheres. Mas há algo muito mais comprobatório falando-se em dentes que (alem dos molares) é mastigar para os lados alem de cima-baixo e isso é característica exclusiva de herbívoros pra masserar vegetais. Carnivoros apenas abrem as bocas pra cima e pra baixo. Só
    Essa miséria de caninos kkkkkk desculpe mas é cômico dizer que humanos tem caninos, nao provam nada sobre comer carne. Mesmo porque os bonitinhos martelam a carninha cortada e cozinham ela exatamente pq nao tem dentes suficientes pra rasgala diretamente do animal morto.

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