Perderam Playboys!!! [e wannabes]

A revista de fofoca Veja se supera nos absurdos publicados em suas páginas a cada nova edição e, na presente, ao tratar do tema das cotas, trouxe uma reportagem intitulada O drama de estudantes – e famílias – afetados pelas cotas, onde conta os dramas e dificuldades enfrentadas pela classe média para conseguir garantir sua vaguinha nas universidades públicas, agora que o Governo Federal começou a aplicar as cotas sociais e raciais para o ingresso dos estudantes.

Não é de hoje que tenho escrito sobre o assunto das cotas aqui neste blog e, todas as vezes que escrevo sobre o tema, é justamente CONTRA o pensamento que norteia a reportagem da VEJA que estou escrevendo. Não surpreenderá que os argumentos presentes nessa edição da dita revista de fofoca, tal como classificou a britânica The Week, já esteja gravado nos corações e mentes de toda a classe média que defende com unhas e dentes o que acreditavam ser um direito seu por terem pago, e caro, por ele: a vaga na universidade pública. Segundo apuração da revista, “em valores atuais, os doze anos do ensino básico saem por cerca de 250.000 reais por aluno”.

Repleta de posicionamentos como “Apesar do revés imposto pelas cotas (…)”, “Já se sabe o efeito das cotas sobre o ensino superior: colocar alunos da rede pública nas federais.”, ou ainda, “O ensino médio público está falido, é uma fábrica de abandono. É questionável se famílias com condições de pagar por uma escola particular confiariam no sucesso dessa transferência”, a revista mostra muito bem a quem serve e qual lado está defendendo, mesmo que sempre faça questão de incluir no meio de seu discurso palavras como “pobres” e de citar exemplos de famílias da classe média baixa. Sabe como é, temos que convencer esse público de que eles também estão sendo lesados para que se juntem a luta dos ricos, não é mesmo?

Revista Veja mostra o “drama” da família Sá para garantir uma vaga em universidade pública. Nesta foto da reportagem, Bruna posa com livro de História nas mãos, enquanto a mãe, Rosana, apenas observa. (Foto: Ivan Pacheco)

Por falar em exemplos pessoais, além da família Sá, que aparece na foto acima, outro exemplo utilizado na reportagem foi a de um rapaz chamado João Pedro Almeida Henrique. Visando envolver o leitor com um sentimentalismo barato ao narrar a história individual de luta deste rapaz que, dentre outras coisas, deixou a casa de seus pais para viver em outra cidade com uma tia, brigar por uma bolsa de estudos em um colégio caro e renomado da cidade e, finalmente, tentar ingressar no curso de engenharia na UFMG, a revista passa então a explorar o exemplo para fazer um ataque às cotas sociais que, por reservarem vagas a estudantes oriundos de escolas públicas, acabaram por diminuir as possibilidades do sonho deste rapaz se concretizar.

ORAS, se a família desse rapaz, juntamente com tantas outras que fizeram esforço hercúleo como a dele para diferenciá-lo da “patuléia” que estuda na escola pública, se dedicassem com tal empenho para a melhoria do ensino fundamental e médio público, será que ele estaria no nível em que se encontra? Se essas famílias se recusassem a pagar em dobro pela educação de seus rebentos (considerando os impostos e as mensalidades pagas nas particulares), apenas animados pela esperança de que um dia esse investimento será revertido em um assento nas melhores universidades e passassem a reivindicar por uma gestão mais qualificada do dinheiro público no setor da educação, com o mesmo empenho que tem quando buscam uma bolsa de estudo em colégio de padre, será que nossas escolas não estariam melhores????

Mas não, para a revista Veja e para a quantidade imensa de gente que reproduz as ideias envenenadas desse veículo, a coisa deve permanecer como está. Se o ensino público médio está falido, como ela mesmo assevera em sua reportagem, o problema é de quem estuda no ensino público médio. Não venham agora querer mexer nas vagas que estavam reservadas para quem pagou anos e anos por elas. Esse efeito nefasto da lei das cotas sobre o ensino superior: “colocar alunos da rede pública nas federais”, para essas pessoas é totalmente inaceitável.

Enfim, agora não adianta chorar classe média. Não tem mimimi pra vocês. Nada de chororô. É COTAS SIM!!! Pode se sentir traída o quanto quiser, pois toda essa armação de escola particular foi um engodo arquitetado por um grupo que transformou a educação em negócio e ganhou muito justamente às suas custas que, em contrapartida, exigiram apenas que lhes fosse garantido um assento nos bancos universitários. Pois a mensagem do povo, representado pelo governo Lula e Dilma para vocês é muito clara: PERDERAM PLAYBOYS!!!!!

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13 Comentários

Arquivado em Educação, Política, Revistas

13 Respostas para “Perderam Playboys!!! [e wannabes]

  1. fabio nogueira

    O pesadelo da burguesia é ter os seus espaços de dominios frequentados por outros. Ninguem pode receber um tratato de igual quando se vive numa sociedade onde se trata os desiguais com injustiça. Para esse desigual lutar de pé de igualdade com os iguais eles(desiguais) precisam de menanismo para poder competir de igual para igual. Contundo a classe média burguesa não enxerga esse detalhe ou finge.

    As armas que a classe média vai usar para deter este avanço é o poder da ideologia e eles sabem usar muito bem isso,no momento que usarem o discurso do medo para amendrontar os desiformados, a classe média vai fazer de tudo vai defender com unhas e dentes os seus territórios de dominio que veem desfrutando há anos e anos.

    É o dever de cada aluno cotistas e prounistas,formarem uma nova classe formadora de opinião,sim,pois cada alunos frutos desses programas são de maioria pobre e negra,ou seja :conheçe a realidade de é como viver numa periferia. Esses alunos tem por dever lutar tamém por uma educação de qualidade. Quem defende as cotas ou açoes afirmativas não quer fazer uma moeda de troca,quer também uma educação melhor. As cotas não serão eternas. Já poderiamos aproveitar o fato dos alunos desse programas terem um bom desmpenho nas universidades e irem partir para ação.

    http://www.fazendomedia.com/a-classe-media-chora-e-o-povo-mal-informado-acompanha/

    Esse texto que escrevo explica melhor o meu pensamento.

  2. Dora

    #classemédiasofre… hehe… Essa Veja passou dos limites do ridiculo…gzuis!

  3. Tatiana Medeiros

    O texto da Veja é ruim, mas o seu consegue ser pior.

    “Esse efeito nefasto da lei das cotas sobre o ensino superior: “colocar alunos da rede pública nas federais”, para essas pessoas é totalmente inaceitável”

    O aceitavél para “essas” pessoas é: o ingresso por mérito de alunos da rede pública e privada nas federais.

    “ORAS, se a família desse rapaz, juntamente com tantas outras que fizeram esforço hercúleo como a dele para diferenciá-lo da “patuléia” que estuda na escola pública, se dedicassem com tal empenho para a melhoria do ensino fundamental e médio público, será que ele estaria no nível em que se encontra?”

    ORAS, se as famílias que aceitam serem COLOCADAS (palavras suas) nas universidades federais mediante cotas para diferenciá-las dos “playboys”, se dedicassem com tal empenho para a melhoria do ensino fundamental e médio público, será que ele estaria no nível em que se encontra?

    A culpa do péssimo ensino fundamental e médio publico é de quem cara pálida? Dos “playboys”? Dos cotistas? Dos dois?

    O pior de todas:

    “Pois a mensagem do povo, representado pelo governo Lula e Dilma para vocês é muito clara: PERDERAM PLAYBOYS!!!!!”

    Na sua democracia representativa há uma parcela de indivíduos que não fazem parte do povo, ou seja, não são cidadãos.

    Mestrando em História Social? Você é um exemplo de como a educação nesse país é péssima!

  4. Obrigado, Tatiana Medeiros, sou fraco para elogios. Tentar desmerecer minha formação, só me faz ver como estou no caminho certo ao criticar quem vê seu mundinho cair. Uma vez mais reitero: perdeu playboy.

    Caso você não saiba, o Programa de Pós Graduação de História Social da Universidade de São Paulo é a menina dos olhos da dita universidade. É dos poucos cursos que, ano após ano, segue qualificado com o maior conceito dentre os cursos de pós-graduação deste país, respeitado tanto aqui, quanto na Europa e nos EUA. É um dos responsáveis, junto com o pessoal da Geografia Humana, por colocar a USP dentre as melhores universidades do mundo, graças a seus pesquisadores e à produção de conhecimento que eles realizam. Tenho bastante prazer em ser um dos membros deste programa e nada do que você disser vai me fazer sentir o contrário ou irá desmerecer minhas conquistas pessoais. Ao contrário, sua tentativa só revela o tamanho da sua ignorância.

    Quanto a seus comentários, a única coisa que posso fazer é lhe dar uma dica gratuita: por favor, aprenda a ler e fazer as relações que estão implícitas no texto antes de fazer um comentário, ok? Quem sabe perceberá o que está escrito e não vai tentar refutar as ideias que foram colocadas através de ataques pessoais, uma vez que além da sua tentativa frustrada em me desqualificar alegando que o programa de História Social da USP aceita qualquer um, todas as outras afirmações são risíveis de tão absurdas. Vou listar apenas alguns dos absurdos:

    1) Dizer que a disputa por uma vaga no acesso à universidade pública é uma questão de mérito em um quadro no qual a educação de base é extremamente marcada pela injustiça e desigualdade entre os cidadãos que possuem ou não dinheiro para pagar por doze anos de ensino até chegarem ao vestibular. Isto é, ao acreditar no “mérito” no ingresso da universidade pública, você assume que estudantes que tiveram toda sua educação fundamental e média em escolas públicas estão em igualdade de condições para disputarem vagas com os estudantes que estudaram toda sua vida em escolas particulares. ABSURDO!

    2) Se você tivesse maior atenção em sua leitura, veria que o termo “colocar”, que você diz que foram palavras minhas, na verdade são palavras da reportagem da revista de fofoca Veja. Eu sempre a utilizo entre aspas e de modo pejorativo, não sei se você percebeu. ABSURDO!

    3) Não sei se é do seu conhecimento, mas a educação é um DEVER do Estado. É também para garantir que nossas crianças sejam educadas que pagamos impostos. Em meu texto, critiquei claramente a posição da classe média em simplesmente abdicar do valor pago em seus impostos e pagar novamente por educação em escolas particulares. Tal posicionamento fez com que esse grupo da sociedade não cumprisse o seu DEVER de cobrar um retorno do governo quanto a qualidade da educação que é dada aos cidadãos com o dinheiro recolhido dos nossos impostos. Sua crítica a essa minha argumentação foi a de não entender que é dever da classe média cobrar pela educação pública, já que eles não a usam mesmo e esse dinheiro do imposto parece não fazer falta a eles, mas sim dos pobres, que deveriam se empenhar nisso, já que são eles que utilizam as escolas públicas. Oras, minha cara, devo lhe dizer que os pobres estão pressionando tanto o governo a tomar uma posição quanto a este tema, que um dos efeitos dessa pressão é a própria política de cotas. Ou você acha que essa é uma demanda da classe média? A pressão está surtindo tanto efeito, que mesmo políticos que simplesmente ignoravam este assunto, agora tem que colocá-lo em suas campanhas caso queiram ter lugar em alguma cadeira. O problema é que, como sempre, a classe média não está caminhando junto com os pobres e, um dos motivos, é justamente por sentir sua posição ameaçada. Enfim, parece que você realmente não entendeu nada do que foi escrito e simplesmente caiu nessa lenga-lenga da Veja e seus ideólogos.

    4) A culpa do péssimo ensino fundamental e médio público atual é um processo histórico marcado pela falta de investimento do Estado desde que ele surgiu. Um ponto crucial nesta história, foi a questão da universalização do ensino, que fez com que TODOS tivessem que ser educado (como o nome sugere). É justamente neste momento que a classe média passa a optar pelas escolas particulares. Mas para entender melhor essa questão, seria necessário que você lesse um pouco de História da Educação no Brasil. Somente assim seria possível que você captasse como o ensino público tem se desmantelado com o decorrer dos anos em razão de múltiplos interesses, não só políticos, mas também econômicos (necessidade de exército de mão-de-obra desqualificada). Para aliviar, diria que vc não precisa começar com os jesuítas não, pode estudar desde o ensino público durante a República até os dias de hoje. Este assunto fez parte da minha péssima formação enquanto estudante do curso de História nas disciplinas de licenciatura. Não sei se você já leu, mas pelo seu posicionamento totalmente despropositado, parece-me que não.

    5) Não sei de onde você tirou que no meu conceito de democracia representativa, há uma parcela de indivíduos que não fazem parte do povo. Tal conclusão é mais um de seus absurdos, e concedo-me o direito de não conversar com você sobre democracia representativa até que você explicite onde fiz acreditar que uma parcela da sociedade não faz parte do povo. No fundo, tudo o que fiz, foi justamente criticar essa parcela da sociedade que acredita que ela é a única capaz de traçar os caminhos da política e, quando surpreendida por outra força, reage tal qual vimos na tal revista de fofoca que mencionei no meu post.

    Enfim, me estendi demais em minha resposta. Não era pra tanto. Passar bem.

    Roger

  5. Tatiana Medeiros

    A única coisa que retiro do meu comentário é a parte sobre a frase “colocar alunos da rede pública nas federais” atribuída a você.

    Não fiz qualquer comentário a respeito do mérito das cotas. Tudo que você atribui a mim a esse respeito não reflete o meu pensamento.

    ABSURDOS:
    1) “Quem sabe perceberá o que está escrito e não vai tentar refutar as ideias que foram colocadas através de ataques pessoais.”

    Não o conheço pessoalmente. Minha crítica a sua qualidade intelectual foi baseada no que você escreveu. Uso de argumentum ad hominem: FALSO.

    2) “Caso você não saiba, o Programa de Pós Graduação de História Social da Universidade de São Paulo é a menina dos olhos da dita universidade.”; “Tenho bastante prazer em ser um dos membros deste programa…”

    O Programa de Pós Graduação de História Social da Universidade de São Paulo é de qualidade. Logo, todo integrante do Programa é de qualidade. FALSO.

    3) ” …uma vez que além da sua tentativa frustrada em me desqualificar alegando que o programa de História Social da USP aceita qualquer um…”

    O programa de História Social da USP aceitou um aluno com qualidade intelectual ruim. Logo, todos os alunos aceitos têm qualidade intelectual ruim. FALSO.

    4)”Enfim, parece que você realmente não entendeu nada do que foi escrito e simplesmente caiu nessa lenga-lenga da Veja e seus ideólogos.”

    Repito o que disse: O texto da Veja é ruim, mas o seu consegue ser pior. Há uma crítica explícita ao conteúdo do texto da VEJA se você não percebeu.

    5) “Isto é, ao acreditar no “mérito” no ingresso da universidade pública, você assume que estudantes que tiveram toda sua educação fundamental e média em escolas públicas estão em IGUALDADE de condições para disputarem vagas com os estudantes que estudaram toda sua vida em escolas particulares.”

    Trecho da Veja:

    “A lei das cotas traz em si uma decisão temerária: estabelece que 120.000 das 240.000 vagas mantidas nas federais não serão mais ocupadas segundo o mérito acadêmico dos candidatos. Em sua face mais evidente, pretende beneficiar alunos que, sem o benefício, DIFICILMENTE chegariam às federais devido à má qualidade do ensino básico que recebem na rede pública.”

    Até a Veja discorda da questão igualdade de condições.

    6)”Pois a MENSAGEM DO POVO, representado pelo governo Lula e Dilma para vocês é muito clara: PERDERAM PLAYBOYS!!!!!”

    Você reduz o povo (o conjunto dos cidadãos) àqueles que concordam com as cotas. Logo, os que não concordam o que são?

    Parece que é você que não percebe as relações que estão implícitas.

  6. Pra quem diz não haver feito qualquer comentário acerca do mérito das cotas, parece-me então que seu problema é de não reconhecer o que escreve, senão vejamos:

    VOCÊ ESCREVEU: “O aceitavél para “essas” pessoas é: o ingresso por mérito de alunos da rede pública e privada nas federais.”

    RESPONDA-ME: Acerca do que é esta consideração? Não é sobre o fato de as cotas não serem adequadas por não levarem em conta o mérito dos alunos?

    VOCÊ ESCREVEU: “ORAS, se as famílias que aceitam serem COLOCADAS (palavras suas) nas universidades federais mediante cotas para diferenciá-las dos “playboys”, se dedicassem com tal empenho para a melhoria do ensino fundamental e médio público, será que ele estaria no nível em que se encontra?”

    RESPONDA-ME: Acerca do que é esta consideração? Você não está retrucando minha postagem original, invertendo-a através da afirmação de que são os cotistas quem deveriam se dedicar com empenho para melhorar o nível do ensino fundamental e médio público? Ou seja, através dessa manobra não está pretendendo dizer que as cotas são desnecessárias?

    VOCÊ ESCREVEU: “Mestrando em História Social? Você é um exemplo de como a educação nesse país é péssima!”

    RESPONDA-ME: Sem sequer me conhecer e saber do meu trabalho, ou seja, de maneira extremamente leviana, você não está fazendo um ataque pessoal ao afirmar que a educação neste país é péssima por existirem pessoas como eu?

    Portanto, como agora você vem dizer que não fez qualquer comentário a respeito do mérito das cotas e de que não fez uso de “argumentum ad hominem”. Parece-me que tem um pendor para anedotas.

    Sua crítica ao texto da Veja não convence, na medida em que você repete o corolário defendido pela revista. Sinto muito!

    Não adianta você e a Veja apontarem a DIFICULDADE dos alunos de escolas públicas em chegarem às universidades públicas, quando INSISTEM em defender que “o aceitavél para “essas” pessoas é: o ingresso por mérito de alunos da rede pública e privada nas federais.”. Não sei se você percebe, mas assim como o texto da Veja, sua discordância soa bastante FALSA.

    Você diz que “eu reduzo o povo (o conjunto dos cidadãos) àqueles que concordam com as cotas”. PROVE-ME onde eu fiz isso. Apresente o trecho de meu post onde eu faço esta relação. Por favor!

  7. Tatiana Medeiros

    PERGUNTA 1: A questão gerou em torno da relação que você faz entre considerar inaceitável que alunos de escolas públicas entrem nas universidades federais e a “compra” de vagas por famílias de alunos de escolas privadas.

    PERGUNTA 2: O empenho para melhorar o nível do ensino fundamental e médio público ou privado deve ser feito por TODOS OS CIDADÃOS.

    PERGUNTA 3: Não é por existirem pessoas como você que a educação é péssima. Uma educação ruim gera pessoas com péssima qualidade intelectual.

    Não fiz menção alguma sobre o mérito das cotas.

    “Você diz que “eu reduzo o povo (o conjunto dos cidadãos) àqueles que concordam com as cotas”. PROVE-ME onde eu fiz isso. Apresente o trecho de meu post onde eu faço esta relação. Por favor!”

    Eu já mostrei. Se você não consegue interpretar a frase que você mesmo escreveu, sinto muito. Não vou desenhar pra você. Você aluno de mestrado e pesquisador trata esse assunto com um egocentrismo ideológico atroz e não com imparcialidade. Minha crítica é baseada nesses fatores, não por critérios pessoais.

    Minha crítica ao texto da Veja: sou contra as cotas, mas não as vejo como uma punição aos estudantes de escolas privadas, tema central da matéria.

    Dessa vez não precisa ironicamente me congratular e depois se arrepender porque pensou em algo “melhor” para escrever!

  8. Ulisses Maciel

    Mais uma vez essa revista tem a cara-de-pau de fazer uma reportagem de tamanha tendenciosidade sem qualquer pudor e deixa explícito o seu propósito: zelar pela manutenção dos privilégios da classe dominante.

    Confesso que a reportagem carregada de sentimentalismo (as cotas dificultarão o pobre e esforçado jovem de realizar seu sonho) me enojou. Veja tenta transformar, ao olhos do leitor, a exceção em regra: como se a maioria dos alunos das universidades públicas fossem filhos de gente esforçada, que “tira da boca” para poder pagar uma escola melhor aos seus filhos. Soa como um grito desesperado, um último recurso de quem outrora teve todos os seus fracos argumentos refutados.

    As pessoas têm a tendência em confundir critérios objetivos com meritocráticos. O vestibular é um critério objetivo: seleciona os melhores preparados para o tipo de avaliação que se está aplicando, diferentemente de uma entrevista, por exemplo, onde existe uma certa subjetividade, mas está longe de ser meritocrático. Cientificamente, só podemos comparar o desempenho de dois “objetos” A e B se os mesmos partirem DAS MESMAS CONDIÇÕES INICIAIS. Isso faz cair por terra o argumento do vestibular como medida meritocrática. O acesso a um preparo para a prova não é o mesmo para todos os candidatos. Mais que isso (já que uma uniformidade total seja provavelmente utópica), é extremamente desigual.

    As classes alta e média-alta têm ojeriza em dividir espaço com os “inferiores”: constroem shoppings sem entrada de pedestres, fazem abaixo-assinado para que estações do metrô não fiquem em seus bairros etc, mas procuram sempre justificativas que soem mais plausíveis ao ouvidos dos injustiçados (para obter destes o apoio ao seus interesses).

    Parabéns ao autor pelo excelente texto.

    Ulisses Maciel
    Mestrando em Engenharia de Sistemas
    Escola Politécnica – USP

  9. PERDERAM PLAYBOYS! Por um momento eu achei que estava escutando um nazista falando com um judeu na segunda guerra mundial. Se bem que, pensando bem, nao tem muito diferenca. Os dois estao se escondendo atras da lei para cometer abusos, atrocidades e para RASGAR um dos principais pilares da constituicao.

    O impossivel aconteceu: um pais MESTICO conseguiu implantar cotas. Eu mesmo so vou poder fazer as cotas durante o verao, quando, assim como milhoes de outros brasileiros, “pego mais cor”.

    DILME ROUSSEFF: A PRESIDENTE QUE LEGALIZOU O ODIO RACIAL NO BRASIL.

    COM CERTEZA, ELA VAI ENTRAR PRA HISTORIA.

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