O ódio na mídia conservadora brasileira

O portal Pragmatismo Político publicou texto sobre o ódio presente na mídia conservadora brasileira e de como esta tem a clara intenção de inviabilizar o governo da presidenta Dilma Rousseff e destruir a imagem pública do ex-presidente Lula da Silva.

O Hum Historiador abre espaço para repercutir o texto de Jaime Amparo Alves, chamado atenção para o time de intelectuais e artistas escolhidos a dedo por esta mídia com o fim de amedrontar a população e, em especial, a classe média. Para Jaime Amparo Alves, as análises de Demétrio Magnoli são exemplares quando se trata desse assunto. Especialista sênior da imprensa em todas as áreas do conhecimento. Nunca alguém assumiu com tanta maestria e com tanta desenvoltura papel tão medíocre quanto Magnoli: especialista em políticas públicas, cotas raciais, sindicalismo, movimentos sociais, comunicação, direitos humanos, política internacional… Demétrio Magnoli é o porta-voz maior do que a direita brasileira tem de pior, ainda que seus artigos não resistam a uma análise crítica.

Sem mais delongas, segue o texto de Jaime Amparo Alves na íntegra.

NUNCA HOUVE TANTO ÓDIO NA MÍDIA CONSERVADORA DO BRASIL
por Jaime Amparo Alves – Publicado originalmente no portal Pragmatismo Político em 30/10/2012

Os brasileiros no exterior que acompanham o noticiário brasileiro pela internet têm a impressão de que o país nunca esteve tão mal. Explodem os casos de corrupção, a crise ronda a economia, a inflação está de volta, e o país vive imerso no caos moral. Isso é o que querem nos fazer crer as redações jornalísticas do eixo Rio – São Paulo. Com seus gatekeepers escolhidos a dedo, Folha de S. Paulo, Estadão, Veja e O Globo investem pesadamente no caos com duas intenções: inviabilizar o governo da presidenta Dilma Rousseff e destruir a imagem pública do ex-presidente Lula da Silva. Até aí nada novo.

Tanto Lula quanto Dilma sabem que a mídia não lhes dará trégua, embora não tenham – nem terão – a coragem de uma Cristina Kirchner de levar a cabo uma nova legislação que democratize os meios de comunicação e redistribua as verbas para o setor. Pelo contrário, a Polícia Federal segue perseguindo as rádios comunitárias e os conglomerados de mídia Globo/Veja celebram os recordes de cotas de publicidade governamentais. O PT sofre da síndrome de Estocolmo (aquela na qual o sequestrado se apaixona pelo sequestrador) e o exemplo mais emblemático disso é a posição de Marta Suplicy como colunista de um jornal cuja marca tem sido o linchamento e a inviabilização política das duas administrações petistas em São Paulo.

O que chama a atenção na nova onda conservadora é o time de intelectuais e artistas com uma retórica que amedronta. Que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso use a gramática sociológica para confundir os menos atentos já era de se esperar, como é o caso das análises de Demétrio Magnoli, especialista sênior da imprensa em todas as áreas do conhecimento. Nunca alguém assumiu com tanta maestria e com tanta desenvoltura papel tão medíocre quanto Magnoli: especialista em políticas públicas, cotas raciais, sindicalismo, movimentos sociais, comunicação, direitos humanos, política internacional… Demétrio Magnoli é o porta-voz maior do que a direita brasileira tem de pior, ainda que seus artigos não resistam a uma análise crítica.

Agora, a nova cruzada moral recebe, além dos já conhecidos defensores dos “valores civilizatórios”, nomes como Ferreira Gullar e João Ubaldo Ribeiro. A raiva com que escrevem poderia ser canalizada para causas bem mais nobres se ambos não se deixassem cativar pelo canto da sereia. Eles assumiram a construção midiática do escândalo, e do que chamam de degenerescência moral, com o fato. E, porque estão convencidos de que o país está em perigo, de que o ex-presidente Lula é a encarnação do mal, e de que o PT deve ser extinguido para que o país sobreviva, reproduzem a retórica dos conglomerados de mídia com uma ingenuidade inconcebível para quem tanto nos inspirou com sua imaginação literária.

Ferreira Gullar e João Ubaldo Ribeiro fazem parte agora daquela intelligentsia nacional que dá legitimidade científica a uma insidiosa prática jornalística que tem na Veja sua maior expressão. Para além das divergências ideológicas com o projeto político do PT – as quais eu também tenho -, o discurso político que emana dos colunistas dos jornalões paulistanos/cariocas impressiona pela brutalidade. Os mais sofisticados sugerem que a exemplo de Getúlio Vargas, o ex-presidente Lula cometa suicídio; os menos cínicos celebraram o “câncer” como a única forma de imobilizá-lo. Os leitores de tais jornais, claro, celebram seus argumentos com comentários irreproduzíveis aqui.

Quais os limites da retórica de ódio contra o ex-presidente metalúrgico? Seria o ódio contra o seu papel político, a sua condição nordestina, o lugar que ocupa no imaginário das elites? Como figuras públicas tão preparadas para a leitura social do mundo se juntam ao coro de um discurso tão cruel e tão covarde já fartamente reproduzido pelos colunistas de sempre? Se a morte biológica do inimigo político já é celebrada abertamente – e a morte simbólica ritualizada cotidianamente nos discursos desumanizadores – estaríamos inaugurando uma nova etapa no jornalismo lombrosiano?

Para além da nossa condenação aos crimes cometidos por dirigentes dos partidos políticos na era Lula, os textos de Demétrio Magnoli , Marco Antonio Villa, Ricardo Noblat , Merval Pereira, Dora Kramer, Reinaldo Azevedo, Augusto Nunes, Eliane Catanhede, além dos que agora se somam a eles, são fontes preciosas para as futuras gerações de jornalistas e estudiosos da comunicação entenderem o que Perseu Abramo chamou apropriadamente de “padrões de manipulação” na mídia brasileira. Seus textos serão utilizados nas disciplinas de ontologia jornalística não apenas com o exemplos concretos da falência ética do jornalismo tal qual entendíamos até aqui, mas também como sintoma dos novos desafios para uma profissão cada vez mais dominada por uma economia da moralidade que confere legitimidade a práticas corporativas inquisitoriais vendidas como de interesse público.

O chamado “mensalão” tem recebido a projeção de uma bomba de Hiroshima não porque os barões da mídia e os seus gatekeepers estejam ultrajados em sua sensibilidade humana. Bobagem! Tamanha diligência não se viu em relação à série de assaltos à nação empreendidos no governo do presidente sociólogo! A verdade é que o “mensalão” surge como a oportunidade histórica para que se faça o que a oposição – que nas palavras de um dos colunistas da Veja “se recusa a fazer o seu papel” – não conseguiu até aqui: destruir a biografia do presidente metalúrgico, inviabilizar o governo da presidenta Dilma Rousseff e reconduzir o projeto da elite ‘sudestina’ ao Palácio do Planalto.

Minha esperança ingênua e utópica é que o Partido dos Trabalhadores aprenda a lição e leve adiante as propostas de refundação do país abandonadas com o acordo tácito para uma trégua da mídia. Não haverá trégua, ainda que a nova ministra da Cultura se sinta tentada a corroborar com o lobby da Folha de S. Paulo pela lei dos direitos autorais, ou que o governo Dilma continue derramando milhões de reais nos cofres das organizações Globo e Abril via publicidade oficial. Não é o PT, o Congresso Nacional ou o governo federal que estão nas mãos da mídia.

Somos todos reféns da meia dúzia de jornais que definem o que é notícia, as práticas de corrupção que merecem ser condenadas, e, incrivelmente, quais e como devem ser julgadas pela mais alta corte de Justiça do país. Na última sessão do julgamento da ação penal 470, por exemplo, um furioso ministro-relator exigia a distribuição antecipada do voto do ministro-revisor para agilizar o trabalho da imprensa (!). O STF se transformou na nova arena midiática onde o enredo jornalístico do espetáculo da punição exemplar vai sendo sancionado.

Depois de cinco anos morando fora do país, estou menos convencido por que diabos tenho um diploma de jornalismo em minhas mãos. Por outro lado, estou mais convencido de que estou melhor informado sobre o Brasil assistindo à imprensa internacional. Foi pelas agências de notícias internacionais que informei aos meus amigos no Brasil de que a política externa do ex-presidente metalúrgico se transformou em tema padrão na cobertura jornalística por aqui. Informei-lhes que o protagonismo político do Brasil na mediação de um acordo nuclear entre Irã e Turquia recebeu atenção muito mais generosa da mídia estadunidense, ainda que boicotado na mídia nacional. Informei-lhes que acompanhei daqui o presidente analfabeto receber o título de doutor honoris causa em instituições européias, e avisei-lhes que por causa da política soberana do governo do presidente metalúrgico, ser brasileiro no exterior passou a ter uma outra conotação. O Brasil finalmente recebeu um status de respeitabilidade e o presidente nordestino projetou para o mundo nossa estratégia de uma America Latina soberana.

Meus amigos no Brasil são privados do direito à informação e continuarão a ser porque nem o governo federal nem o Congresso Nacional estão dispostos a pagar o preço por uma “reforma” em área tão estratégica e tão fundamental para o exercício da cidadania. Com 70% de aprovação popular, e com os movimentos sociais nas ruas, Lula da Silva não teve coragem de enfrentar o monstro e agora paga caro por sua covardia.Terá a Dilma coragem com aprovação semelhante, ou nossa meia dúzia de Murdochs seguirão intocáveis sob o manto da liberdade de e(i)mprensa?

* Jaime Amparo Alves é jornalista, doutor em Antropologia Social, Universidade do Texas em Austin

Anúncios

13 Comentários

Arquivado em Jornais, Política

13 Respostas para “O ódio na mídia conservadora brasileira

  1. fabio nogueira

    Essa gente tem espaço ainda maior em todas as mídias. Caso venha uma resposta contrária as deles,irão vim com argumentos de policamente corretos ou censores. Por isso,eu vejo com grande desvantagem essa tal classe emergente. Por que? Caso essa mesma classe não crie em contra partida um novo grupo formadores de opinioes seremos ainda ventrilogos desses ditos formadores de opiniao dessa mídia raivosa e conservadora.

  2. Esse discurso de ódio, infelizmente, dá base para o que ocorreu em 64.
    Ainda mais considerando, como o próprio Fabio citou, que essa nova ”classe média” herde o conservadorismo da velha.

  3. Celso Daniel

    A coisa tá apertando Lula!!! Em contrapartida ao discurso do “ódio” (ódio?), há o discurso do medo. Quem tem medo, tem culpa!!!

  4. Kleber

    Gilberto Kassab curtiu esse texto!

  5. Rosana Dias

    Parte do artigo do artigo “O PT não é quadrilha” de Demétrio Magnoli:

    “O PT não é igual à sua direção eventual, nem é uma emanação da vontade de Dirceu ou mesmo de Lula. O PT não se confunde com o que dizem seus líderes ou parlamentares em determinada conjuntura, nem mesmo com as resoluções aprovadas nesse ou naquele encontro partidário. Embora tudo isso tenha relevância, o PT é algo maior: uma história e uma representação. A trajetória petista de mais de três décadas inscreve-se no percurso da sociedade brasileira de superação da ditadura militar e de construção de um sistema político democrático. O PT é a representação partidária de uma parcela significativa dos cidadãos brasileiros. A crítica ao partido e às suas concepções políticas não é apenas legítima, mas indispensável. Coisa muito diferente é tentar marcá-lo a fogo como uma coleção de marginais.

    O jogo do pluralismo depende do respeito à sua regra de ouro: a presunção de legitimidade de todos os atores envolvidos. Nas democracias, eleições se concluem pelo clássico telefonema no qual o derrotado oferece congratulações ao vencedor.”

    Isto é um discurso de ódio?

    • Douglas

      Lógico que não é um discurso de ódio. Mas esse tipo de artigo passa convenientemente despercebido pelos críticos da tal “mídia” conservadora.

  6. Ninguem consegue olhar pro espelho NAO?

    90% dos brancos no Brasil vieram corridos. Que papo e esse de tapete vermelho???

    Eu desde que nasci nao ganhei um sorriso, uma amizade, um nada pelo fato de ser cor-de-caramelo (foi assim que eu respondi ao IBGE e assim vou continuar). Ate porque minha cor – e a do meu irmao e toda familia – varia RADICALMENTE dependendo da estacao do ano. Isso acontece muito nesse pais.

    Existe uma ideia derivada do hospicio que da a entender que a maioria avassaladora dos brancos do Brasil eram cafeicultores, latifundiarios etc. QUE CAFEICULTOR PORRA NENHUMA! Va estudar a historia dos alemaes, dos italianos e ate mesmo de 99% dos portugueses e nao vai ser dificil voce ver que eram ou pe-rapados ou agricultores. Na pratica, eram escravos de cafezais ou estavam abandonados no mais completo nada, perto do lugar algum.

    MENOS DE 1% comandava o jogo. E existiam negros nesses 1% – por mais que voce nao aceite. Eles escravizavam membros da propria tribo e vendiam para ficarem ricos. Ou seja, consciencia de preto, branco, isso e papo de Nazista, Judeu, Ingles ou qualquer coisa que nao seja brasileiro

    No Brasil, ha uns 300 anos o Joao branco do pe-rapado ja estava se engracando com a mulata Josefina. POR ISSO TEMOS 1 MILHAO DE CORES.

    Nao se esquecam que o proprio apatheid e todos regimes totalitarios (bem igual ao seu estilo: perdeu playboy) eram “legalizados”. Os Nazistas foram mestres nisso.

    E muito engracado (leia-se: TRAGICO) ver um PLAYBOY DA USP – MESTRANDO – ou seja, parte da elite da elite da elite, a propria personificacao dessa entidade que voce tanto condena, se comportar a favor de um regime de apharteid racial ainda fazendo pose de robin hood defendendo uma CAUSA VAZIA.

  7. Preconceituoso você, não é José. hahahahaha Você não sabe nem 1% da minha história e já sai me rotulando. Chega a ser hilário. Chamar a política de cotas de “apharteid racial” (sic) é desconhecer tanto o que foi o Apartheid, que não vou sequer me dar o trabalho de comentar suas babaquices. Quanto a vc insistentemente me chamar de nazista, só te digo uma coisa: vai estudar, por favor.

    • Jose Sanchez

      Bom, afora o aspecto emocional, o que voce tem a comentar sobre:

      1 – 90% dos brancos no Brasil vieram corridos. Nao houve tapete vermelho. Eu desde que nasci nao ganhei um sorriso, uma amizade, um nada pelo fato de ser cor-de-caramelo (foi assim que eu respondi ao IBGE e assim vou continuar). Ate porque minha cor – e a do meu irmao e toda familia – varia RADICALMENTE dependendo da estacao do ano. Isso acontece muito nesse pais.

      2- Existe uma ideia que da a entender que a maioria avassaladora dos brancos do Brasil eram cafeicultores, latifundiarios etc. QUE CAFEICULTOR PORRA NENHUMA! 99% dos portugueses e demais “brancos” e nao vai ser dificil voce ver que eram ou pe-rapados ou agricultores. Na pratica, eram escravos de cafezais ou estavam abandonados no mais completo nada, perto do lugar algum.

      3- MENOS DE 1% comandava o jogo. E existiam negros nesses 1% – por mais que voce nao aceite. Eles escravizavam membros da propria tribo e vendiam para ficarem ricos.

      4- No Brasil, ha uns 300 anos o Joao branco do pe-rapado ja estava se engracando com a mulata Josefina. POR ISSO TEMOS 1 MILHAO DE CORES. A miscigenacao e extremamente comum no Brasil, como ja foi comprovado em diversas pesquisas de DNA, que ninguem comenta a respeito.

      5- Eu vou comecar a lutar pelos abusos cometidos aos meus pais, meus avos, bisavos, tataravos durante o periodo de expansao para o interior do Brasil. Eles, como 99% dos outros brasileiros brancos, eram pe-rapados ou vieram fugidos de perseguicoes. Vou mandar outras geracoes me pagarem. Abusos esses que foram inumeros. A conta vai vir grossa. Nunca fui adepto do coitadismo nem de responsabilizar o Estado pela falta de prosperidade, mas vejo que esse caminho e “tudo de bom”, como vi outro dia um “pardo” (termo que nao significa pn no brasil) falar outro dia quando se referia a ter direitos sobre outras racas, principalmente miscigenados de cor mais clara.

  8. 1) Justiça social e história pessoal: nada a ver. Leia. https://umhistoriador.wordpress.com/2012/09/20/justica-social-e-historia-pessoal-nada-a-ver/

    2) Isso não impede o fato de que uma elite branca, que governou o país desde 1822, criasse mecanismos de exclusão dos afro-descendentes da educação pública e de qualidade. Prova disso é o número de afro-descendentes frequentando os bancos das melhores universidades públicas do país. Embora você não queira enxergar, as cotas são raciais e sociais, e não apenas raciais.

    3) O ponto não é relevante para a discussão por duas razões: 1) um grupo majoritariamente branco, no controle político e econômico do país, estabelece as leis e a regra do jogo para garantir as vagas nas melhores universidades públicas para os representantes desse grupo independente do fato de haver um ou outro afro-descendente no seio dessa elite. As regras e leis que excluem os afro-descendentes continuam existindo. 2) A escravização de africanos por africanos está ligado com as guerras tribais existente no continente desde antes da chegada do europeu por lá. A demanda cada vez maior de escravos africanos, acabou mudando a dinâmica da escravização das guerras tribais e, portanto, o mercado de escravos africanos criado pelos europeus fomentou, sobremaneira, a existência de grupos de africanos que entravam no interior do continente para fornecer escravos aos europeus. Não vejo como este ponto que você levantou, possa ter alguma relevância para a discussão das cotas raciais.

    4) Quem nega a miscigenação do povo brasileiro? Contudo, a miscigenação do povo brasileiro não é (e não foi durante o julgamento do STF) justificativa suficiente para impedir a aplicação de políticas de ações afirmativas.

    5) Siga em frente e boa sorte! Não conte comigo em sua luta!!!

  9. Jose Sanchez

    1) Justica Social se faz com a historia pessoal geral de 99% da populacao em questao. No caso brasileiro, 99% dos pe-rapados fugidos que aqui chegaram. Ha como comprovar que a aburda maioria de “brancos” veio em navios sem a menor higiene, muitos e muitos morreram, e ninguem veio porque achava o Brasil lindo. Vieram como miseraveis. Existem dados estatisticos concretos que comprovam isso.

    2)Realmente, isso nao impede inclusive que a mesma elite branca tivesse optado por de facto escravos italianos posteriormente. So pra lembrar: no Brasil italianos sao considerados brancos. Nao consigo ver essa solidariedade de “racas” em um pais em que os proprios imigrantes FUGIAM das fazendas pra tentar a absoluta sorte nas cidades ou se embrenhavam no meio do mato junto a negros, mulatos, indios e cores de toda a sorte, sem mulhers, para tentar achar ouro de aluviao. No caminho se misturavam com mulheres de toda cor… e tinham filhos mais coloridos ainda. nunca vi um brasileiro seque reclamar de mulheres dessa ou daquela cor. Muito ao contrario…

    As cotas sociais eu nunca questionei pois concordo com elas.

    Mas falar de raca no Brasil e impossivel tanto e que o mais obvio (TESTE DE DNA – que vai provar o quao vira-latas – no melhor sentido – esse pais e). Vao ter que arrancar 20% de um brasileiro, 45,56% de outro, pra fazer qualquer cota significar alguma coisa.

    Eu posso ficar a tarde inteira te mostrando o quanto a musica baiana esta pouco se lixando para qualquer coisa branca ou qualquer outra cor. Agora, fala em olodum, afoxe, yemanja, negro da cor forte, negro e tudo que ha de bom o resto e resto, negro e a forca desse pais, negro a unica raca do verdadeiro amor etc… esta CHEIO DE MUSICAS ASSIM e os CINICOS fingem que nada acontece.

    outra coisa: Nao sou contra eles falarem bem de si mesmo, mas TODAS AS RACAS PODEM FAZER ISSO. Eu acho que os “afro-descendentes” (o proprio nome ja acaba com a logica da miscigenacao) realmente tem MUITA COISA BACANA, muita mesmo. Assim como os japoneses, indios, pomeranos, etc.

    Esses autores de musicas nao enchergam a verdadeira historia do branco miseravel que veio com uma mao na frente e outra atras. Nao e interessante pra eles…

    Alem do que, como ja disse, esse assunto e totalmente ultrapassado pois somos vira-latas e gracas a Deus somos o mais vira-lata do mundo. O medo do teste de DNA e tao enorme que a palhacada de ficar olhando pra foto de quem foi ou nao pra praia nao e sequer discutida.

    Pra terminar, voce nao deu provas, apenas uma evidencia que sustenta sua analise que ja estava concluida antes de os fatos serem analisados.

    3 – Voce afirmou que existem regras e leis que excluem os afro-descendentes. Me mostra, quero ver essa lei, e nao uma analise da analise da possibilidade que talvez um dia algem pensou na hipotese de enganar o povo com a ideologia da ideia. A verdade e que negros hoje tem acesso a vagas de negros e miscigenados. Os miscigenados (brancos que na verdade nao sao brancos pros europeus) nao tem acesso universal. Isso tem um nome: racismo.

    E nao culpe uma familia por ter valores e educar um filho quando o Estado esta ausente. A grande questao que esses idiotas nao entendem e que BRANCOS e NEGROS sempre foram abandonados pelo Estado. A diferenca e que muitos brancos e alguns negros – males – ja vinham com educacao e valores, e nunca dependeram do Estado, que sempre, e hoje ainda muito mais, atrapalhou muito mais que ajudou.

    E entre os negros exisia esse grupo de muculmanos – os males – que eram bastante cultos desde aquela epoca e pessoas proeminentes surgiram desse nucleo. O que joga por terra esse papo de “somos coitadinhos me da seus direitos” evidencia com mais clareza que a questao obviamente vai cair no previsivel: a IGNORANCIA, e nao as RACAS, devem ser combatidas.

    Se o povo nao se enxerga como racas, vamos investir PESADAMENTE na QUALIDADE da educacao e ACABOU A CONVERSA.

    E se os pais nao quiserem que os filhos estudem, ok. Mas nao vao exigir dos Estado algo que eles nao quiseram para si ou para os filhos. A verdade e que nem brancos nem negros nem ninguem gosta de estudar nesse pais (raras excecoes). A RAIZ e a falta de uma cultura ACADEMICA, cientifica. Todo mundo da indo pras profundesas da ilusao do dinheiro e achando que vale a pena se tornar racista para usurpar direitos que vao aumentar a renda no futuro

    E isso esta nos jogando no fundo do poco. Espiritualmente entao, nem se fala. Academicos DE VERDADE, nao politicos querendo se dar bem na terra da lei do Gerson, esses nao so tem muito pouco espaco como quando podem saem desse inferno que e a ignorancia. Ela e a causa do racismo.

    4 – A miscigenacao nao e suficiente? O QUE E SUFICIENTE ENTAO?

    Este e o centro, o cerne da questao.

    Mas o cerne da questao, hummm.. opssss… esse nao vou conversar… democracia nao cabe aqui. PROXIMO PONTO: LEI APROVADA. BANDO DE BANDIDOS SAFADOS.

    E AQUI ONDE MORA A CORRUPCAO TODA DESSE CASO ABSURDO DE CUMPRIMENTO DE UMA AGENDA INSANA E VAZIA.

    A historia e simples: O IBGE ENTREVISTOU: RESULTADO: MILHARES DE CORES. Dai veio o analista fdp e comecou a dizer o que na verdade o povo de fato disse pois de acordo com fulano de tal bla bla bla. O POVO FALOU E ACABOU A CONVERSA.

    Dai foram fazer teste de DNA. Viram que realmente cientificamente nao existe a menor possibilidades de se pensar em cotas. Mas imagine voce isso nao e interessante pra minha ideia que eu ouvi falar do mito e da lenda que um dia me disseram etc etc etc (esse e o “cientista politico” pensando).

    Agora querem fazer em 2012 uma lei que so faria sentido em 1600…

    Voce esta vendo como nao tem nenhuma base nada disso?

    Eu sou obrigado a contestar posicoes da corte de descumprem fundamentos basicos desse pais. E minha obrigacao e e obrigacao de cada um que tenha sa consciencia se posicinar dessa forma diante das trevas de um governo absolutamente corrupto. E agindo assim nao faco nada mais que minha obrigacao.

    Digite no youtube: demostenes sabatina ministra rosa weber e voce vai comecar a entender o que eu quero dizer. Depois veja o voto do ministro Fiux que faz uma horrenda confusao afirmando que negro e uma “nacao” sendo que aqui temos uma nacao somente. Complicado… esse e o brasiuzao que so fode e nao resolve NADA.

    5 – Nao conto com sua ajuda. Alias, me sentiria ofendido se uma alguem com o seu posicionamento sobre essa questao viesse me oferecer qualquer tipo de coisa. Nao estou brincando.

  10. Jose Sanchez

    Eita braziuzao, pais corrupto, unico pais de vira-latas com cotas raciais. Me da ate orgulho, me enche o peito de alegria ao ver os ares de competencia, inteligencia e maestria que esse pais apresenta quando o assunto e educacao!
    http://diariodonordeste.globo.com/noticia.asp?codigo=349887&modulo=964

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s