FFLCH publica moção de repúdio à Tese de Láurea de aluno da Faculdade de Direito da USP que nega o holocausto

A Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, através do presidente da congregação, Prof. Dr. Sergio França Adorno de Abreu, publicou moção de repúdio à Tese de Láurea de Antonio Caleari, que defende o negacionismo do Holocausto.

Abaixo segue a íntegra da moção de repúdio divulgada pela congregação da FFLCH-USP.

M O Ç Ã O

Diante da ampla divulgação conferida à tese de conclusão de curso na Faculdade de Direito da USP, convertida no livro Malleus Holoficarum, de Antonio Caleari, que defende o negacionismo do holocausto, a congregação da FFLCH, tendo em vista o compromisso ético com a produção do conhecimento, repudia, com veemência, a instrumentalização acadêmica de um fato histórico de consequências trágicas para a humanidade.

O holocausto, fato exaustivamente documentado, constituiu-se em política de genocídio, deliberadamente praticada em escala continental, cujos resultados foram muito além do mero efeito colateral do estado de guerra.

É salutar que os fatos históricos sejam discutidos sob as mais diversas perspectivas. No entanto, negá-los abre caminho para a legitimação de posturas intolerantes, incompatíveis com a prática acadêmica e o respeito aos direitos humanos.

São Paulo, 13 de dezembro de 2012.

Prof. Dr. Sergio França Adorno de Abreu

Presidente da Congregação

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33 Comentários

Arquivado em Educação, Política, Universidade

33 Respostas para “FFLCH publica moção de repúdio à Tese de Láurea de aluno da Faculdade de Direito da USP que nega o holocausto

  1. ronaldo

    FFLCH = maconheiros e playboyzinhos, nao tem moral para falar absolutamente nada e negar o holocausto em partes não eh crime

  2. Parabéns pela descrição de todos os integrantes da Faculdade de Filosofia, Ronaldo. Imagino que você deva saber muito bem quem são os membros da congregação dessa Faculdade, representada na moção pelo presidente, Prof. Dr. Sergio Adorno, não sabe?

  3. Imagino que todos os membros da Congregação que aprovaram tal documento tenham lido meu trabalho…

    • Quanto a sua questão, não posso responder, Antônio. Minha resposta foi direcionada ao Ronaldo que, ao ler a moção de repúdio da Congregação, fez o comentário no qual relaciona todas as pessoas da FFLCH a “maconheiros e playboyzinhos”.

      Embora, assim como você, não acredite que todos os membros da congregação da FFLCH tenham lido seu trabalho, imagino que ao menos seu orientador tenha lido. Ainda não pude verificar a veracidade do suposto e-mail que ele teria te enviado e que já está circulando nas redes sociais (por isso não o publiquei por aqui), mas se confirmado a veracidade de tal e-mail, parece-me que ele também repudia o negacionismo do holocausto, isto é, salvo engano de minha parte, mesmo quem leu e esteve diretamente envolvido nas discussões de seu TCC, estão repudiando algumas de suas posições,

      Atenciosamente,

      Rogério

      • A questão é mais simples do que parece: qual o objeto ACADÊMICO de toda esta celeuma? Resp: o meu trabalho.

        Então porque raios “algumas de minhas posições” ou mesmo minha militância revisionista declarada têm sido utilizados como pretexto para desqualificar o livro?

        A discussão é sobre a PESSOA ou sobre a OBRA?

        Já são várias semanas desde a polêmica inicial, e até agora não houve UMA crítica sequer, única que fosse, mais qualificada, técnica, e que se pautasse pelo objeto da minha pesquisa. Foram apenas rótulos e manifestações análogas a de fundamentalistas religiosos.

        Já desafiei publicamente qualquer interessado em fazer um debate público sobre o tema, e até agora não recebi também nenhuma resposta.

        Será que há o interesse em discutir esse tema a fundo, de uma forma verdadeiramente crítica, ou apenas promover um espetáculo difamatório e dogmatizante?

  4. Caro Antônio,

    Neste blog você não foi difamado. Sequer emiti uma opinião sobre a polêmica, tendo apenas me limitado a repercutir os textos produzidos sobre a polêmica (texto do prof. Sean Purdy, sua resposta, ofício dos alunos da FD-USP, moção de repúdio da FFLCH e artigo do prof. Pierpaolo Bottini).

    Quanto ao objeto da celeuma, não creio que seja apenas o seu trabalho, mas seja justamente seu posicionamento em relação ao holocausto. Embora você esteja querendo levar a discussão apenas para o âmbito acadêmico e, mais do que isso, em sua área de atuação, creio que em tema tão espinhoso quanto este, fica complicado. Especialmente por conta da sua militância revisionista declarada. Assim, entendo que a discussão que se está promovendo seja sobre a relação de sua obra com suas ideias revisionistas.

    Quanto a não terem aceitado o desafio que você fez, não posso responder pelos outros. Eu ainda não tive a oportunidade de ler o seu trabalho (justamente por isso não emiti opinião a respeito) e não tenho arcabouço jurídico para discutir a questão do ponto de vista do Direito Penal. Contudo, uma vez mais reforço que o objeto da celeuma me parece não ser exclusivamente o seu trabalho acadêmico, mas sim a sua militância em outros espaços (inclusive não acadêmicos) negando o holocausto. Quanto a este ponto, acabo de publicar texto do prof. Pierpaolo Bottini chamando atenção para o perigo de tais posicionamentos.

    Volto a reforçar que não tratei o tema de modo “difamatório e dogmatizante” em meu blog, apenas reproduzi os textos que foram produzidos sobre a polêmica desde que a mesma começou em novembro.

    Atenciosamente,

    Rogério

  5. Agora só falta o Sr Antonio dizer que não houve a 2ª Guerra Mundial também. Bom, pelo menos ele é bem inteligente quando o objetivo é levantar polêmica para alavancar uma publicação.

  6. Pingback: Periódico português entrevista Antonio Caleari | Inacreditavel

  7. Fabio

    As leis que criminalizam o negacionismo do Holocausto (quase todas européias) são uma vergonha para os países que tem por base a liberdade de expressão. Nos EUA, com a primeira emenda, qualquer projeto de lei federal ou estadual criminalizando o negacionismo vai ser objeto de riso.

    A tese acadêmica poderia ter um grande valor, mas agora toda a oposição a essa lei foi manchada”pela revelação de que o autor da tese é ele um negacionista. Alguém teria que ter se levantado em favor da liberdade de expressão para as idéias que abomina. No Brasil não falta militância: temos uma ONG em cada esquina. Infelizmente, nenhuma delas é dedicada a defender um princípio, independentemente do beneficiado.

    Quem quiser ver uma demolição completa do negacionismo do Holocausto procure no google o “Nizkor Project”. Só não digo que o reduz a pó porque nem isso sobra.

    • Em parte feliz o comentário, na medida em que faz a distinção entre a crítica à legitimidade das leis que criminalização a “negação do Holocausto” (o que conceituei metadiscussão jurídica), e a discussão propriamente historiográfica sobre o fato em questão, ou seja, o mérito do Revisionismo.

      Já quanto à suposta “demolição completa do negacionismo”, que nada mais é do que a apregoada “refutação exaustiva” das teses que contrariam a versão “oficial” da Shoá, fica a pergunta: por que, então, são os antirrevisionistas que fogem do debate aberto mais do que tudo? Por que a necessidade de se recorrer da Lei Penal para banir uma ideia supostamente já refutada no plano acadêmico? Que tipo de postura dúbia é esta que, ao mesmo tempo em que reivindica a racionalidade e a cientificidade, se recusa a reconhecer a possibilidade de diálogo com o lado opositor, adotando-se o puro dogmatismo?

      “Quero deixar claro de uma vez por todas que não estou respondendo aos acusadores e que não manterei qualquer diálogo com eles em qualquer plano. Um diálogo entre dois homens, mesmo adversários, supõe um terreno comum, um respeito comum, no caso, pela verdade. Com os “revisionistas”, esse campo não existe. Seria possível um astrofísico dialogar com um “pesquisador” que afirma ser a lua feita de queijo Roquefort? Esses personagens situam-se nesse nível. E é claro, da mesma forma que não existe verdade absoluta, não existe mentira absoluta, embora os “revisionistas” se esforcem corajosamente para alcançar esse ideal. […] Devem-se, no entanto, refutar as teses “revisionistas” e principalmente a mais característica delas, a negação do genocídio hitlerista e de seu instrumento privilegiado, a câmara de gás? Por vezes pareceu necessário fazê- lo. Essa não será com certeza minha intenção nessas páginas, uma mentira total que não se situa na ordem do refutável, pois aí a conclusão precede as provas. […] Estabeleci uma regra para mim: podemos e devemos discutir sobre os “revisionistas”; podemos analisar seus textos como fazemos a anatomia de uma mentira: podemos e devemos analisar seu lugar específico na configuração das ideologias, questionar- nos sobre o porquê e
      como apareceram, mas não discutir com os “revisionistas”.
      […] responder não seria dar crédito à ideia de que exista efetivamente um debate e fazer publicidade para um homem que adora ver seu nome nas manchetes (nota: Faurisson, autor revisionista francês)?
      […] É verdade que é absolutamente impossível debater com Faurisson. O debate que ele não cessa de exigir está excluído, porque sua forma de argumentação – a que chamei de emprego da prova não-ontológica – torna a discussão inútil. É também verdade que tentar debater seria admitir o argumento inadmissível das duas “escolas históricas”, a “revisionista” e a “exterminacionista”.” (VIDAL-NAQUET, Os assassinos da memória: “Um Eichmann de papel” e outros ensaios sobre o revisionismo. Trad. marina Appenzeller. Campinas: papirus,
      1988., p. 10, 11, 13, 14 e 122)

      Abordei esta questão no capítulo “Os paradoxos da causa afirmacionista”, subcapítulo “A força da Lei em suplemento à capitulação intelectual”. Seguem alguns trechos para reflexão (CALEARI, Antonio. Malleus Holoficarum: o estatuto jurídico-penal da Revisão Histórica na forma do Jus Puniendi versus Animus Revidere. São Paulo: Chiado Editora, 2012, p. 214 et. seq.):

      “O proposto exemplo acerca de uma hipotética discussão astrofísica certamente enseja um resultado diverso do esperado pelo autor, evidenciando mais uma vez a capitulação intelectual conjugada ao blefe retórico. A situação descrita através da inapropriada reductio ad absurdum seria antes muito facilmente solucionada justamente através do outrora já sugerido debate aberto de mérito entre as duas teses contrárias. Situando-se os revisionistas, conforme argumentou
      Vidal-Naquet, no mesmo nível de absurdo daquele que afirma ser
      a “lua feita de queijo Roquefort”, pois, naturalmente, é de se supor que seria certeiro o trabalho de desmoralização pública desse movimento (algo que, curiosa e paradoxalmente, os antirrevisionistas descartam de plano).”

      […]

      “Escusa formulada como implícita reafirmação à renúncia ao debate, a fim de suprimir a instância acadêmica de confrontação, é o proposto argumento da “prova não-ontológica”. Em síntese, alega o autor que não é possível refutar as teses revisionistas, por se encontrarem num
      plano inatingível pela corrente historiográfica dominante, uma vez que a inocorrência do Holocausto seria uma de suas características pressupostas e, logo, vício metodológico insanável. De fato, uma parcela das abundantes ponderações revisionistas reporta às graves inconsistências descritivas do núcleo histórico daquele conceito mínimo comumente associado ao Holocausto Judeu: aquilo que teria sido um complexo programa estatal do Terceiro Reich para o extermínio
      planejado dos judeus europeus, resultando em seis milhões
      de vítimas, sobretudo os internos dos campos de concentração,
      mediante o uso de câmaras de gás e com a consequente
      incineração dos corpos. Na medida em que os negacionistas investem precisamente contra os elementos centrais do conceito deste
      evento histórico (armas e locais do crime, autoria, materialidade,
      as evidências de uma política centralizada, projeções logísticas, possibilidades técnicas, cálculos demográficos, etc.), naturalmente que, da conclusão pela inexistência de um genocídio articulado nos seus exatos termos, resulta uma contestação ao próprio conceito de Holocausto, ou seja, suas impropriedades intrínsecas remeteriam direta e obviamente ao plano ontológico. Tal construção jamais pode ser interpretada, no entanto, como uma “negação pura e simples” (VIDAL-NAQUET, op. cit., p. 22) ou tecnicamente desqualificada, tendo em vista o considerável arsenal de embasamento à teoria revisionista, ao menos num primeiro olhar (repousando, por ora, mais apropriadamente suspensa a análise de mérito, em consideração à reiterada metadiscussão jurídica). Fundada em grande parte pela proposta de evidenciação técnica acerca da impossibilidade ontológica, por sua
      vez, a conclusão pela inocorrência do Holocausto é antes
      afirmada através de toda uma complexa construção racional
      do que seria um negacionismo simplório e tão somente injurioso
      (para o qual caberia, nesse distante caso, o dito argumento
      da “prova não-ontológica”). Repousando o cerne de toda a discussão, essencialmente, sobre a verificação da validade de cada um dos elementos formadores do conceito deste objeto histórico (nas
      mais variadas áreas do conhecimento), por conseguinte, o
      exato momento de capitulação do mérito é aquele no qual
      o dogma ontológico é instituído de forma pública e desinibida,
      conforme confidenciado pelo manifesto de um grupo
      de antirrevisionistas franceses inconformados com a afronta
      à versão dos vencedores da guerra mundial:”

      “Não se deve perguntar como foi tecnicamente possível um extermínio em massa. Foi tecnicamente possível porque aconteceu. Este é o ponto de partida obrigatório para toda investigação histórica sobre este tema. esta verdade queremos simplesmente lembrar: não existe debate sobre a existência das câmaras de gás, e não deve haver nenhum.” (declaração de Pierre Vidal-Naquet e outros historiadores franceses, publicada no Jornal Le Monde de 21 de fevereiro de 1979, em resposta a Robert Faurisson, citada em RUDOLF, Germar. Lições sobre o Holocausto)

    • Marcelo Silveira

      O holocausto enquanto “fato histórico” e tema objeto de discussão , adquiriu, em muitos países, e, em certa medida, mesmo no Brasil, todas as caracterísitcas de um dogma secularizado, transportado para o cerne dos discursos políticos e ideológicos dominantes. Uma verdadeira “Religião de Estado”.
      Portanto, relativamente às leis de exceção que criminalizam a discussão de suas controvérsias, nas denominadas “democracias”, a comparação torna-se perfeitamente válida com a essencia dos tribunais inquisitoriais na Idade Média, e, ainda mais paradoxalmente, com métodos de imposição acadêmica e coerção estatal exercida nos chamados regimes totalitários do século XX (entre os quais podemos incluir, sem sombra de dúvidas, a Alemanha hitlerista). Nesse sentido, a história perde quaqluer distanciamento, que enquanto irrealizável em sentido absoluto, deve ser almejado visando que possamos chegar, na medida do possível, mais próximos de um entendimento satisfatório do que realmente ocorreu no passado.
      Entendendo, igualmente, que este alegado evento histórico é um dos mais fundamentais no século XX, e que o mesmo plasmou os paradigmas ideológicos, políticos e mesmo filosóficos da reconstrução do mundo no pós guerra, pela visão dos vencedores; reações histéricas – e mesmo patéticas – como essa da congregação da FFLCH e outras que surgiram em reação ao erudito e necessário livro do sr. Antonio Caleari, denotam com clareza um sintoma contemporâneo comum a praticamente todas as “democracias” ocidentais: o combate encarniçado ao revisionismo do holocausto já transcendeu há muito a historia per si, convergindo com as precauções daqueles que realmente conhecem o assunto (que são poucos), mas, por hora, representam os interesses de uma elite privilegiada (dentro da qual o sionismo ideológico ocupa posição de destaque) que não deseja qualquer alteração do status quo vigente – o que seria o resultado de um debate público e à luz do dia sobre o assunto, fatalmente comprometendo seriamente a credibilidade das versões históricas dominantes.

  8. Juvenal Gomes

    Penso que os revisionistas brasileiros (ou em parte) são descendentes de antigos fugitivos nazistas que como sabemos, foram muito bem recebidos aqui na América Latina. Ora se esses trastes fugiram, por alguma coisa foi. Nem preciso dizer o quê.
    Ora os netinhos deles, como este isoldi caleri (pelo nome deve ser italiano -mussuliano, talvez, – vão passar suas tristes vidas a defender o nazismo.
    Agora penso, é que ninguém lhes deve dar importância porque assim, eles crescem e é isso que pretendem. Aí o antónio isoldi, por exemplo. Com 25 anos, o que percebe da vida?.
    Lembrem-se das invasões e consequentes chacinas e pilhagens gigantes praticados por hitler e seus jagunços (como goering que roubou todos os museus da Europa) , os milhares de comboios repletos de homens mulheres velhos e crianças e que entravam directamente nos campos de extermínio do Leste (aí estavam mais escondidos). Gente essa que estava em suas casas e foram delas arrancadas pela gestapo, polícia local e (sempre) os informantes – que recebiam uns trocados.
    E esse tal de hitler (adorado pelos de antónios isoldis caleris (poucos, felizmente), afinal pegou numa Alemanha pobre e deprimida e em 13 anos arrasou-a, bem como ao resto da Europa, e pôs o povo na mais profunda miséria e humilhação.
    É só por agora. Tchau.

    • Caro Juvenal,

      Obrigado por acompanhar o blog e pelo comentário. Concordo contigo em muitos dos pontos que tocou em seu texto.

      Um abraço,

      RB

    • Só o “ad hominem” por agora… Comentário diversionista e protocolar, tão profundo quanto uma poça d’água.

      Há mais de um ano que divulguei publicamente minha Tese de Láurea, e vale reiterar que, até agora, não houve UMA ÚNICA crítica sequer que se embasasse tecnicamente e que realmente confrontasse o objeto jurídico da minha pesquisa.

      Indícios de uma capitulação intelectual que faria inveja até mesmo a Pressac e Vidal-Naquet…

      Acerca do perfil dos revisionistas, já refutei à exaustão esse argumento de que são pertencentes a um núcleo homogêneo (dedicando um subcapítulo do livro especialmente a isso). Vide, por exemplo, os revisionistas judeus Paul Eisen, Roger Dommergue Polacco de Menasce, David Cole, Joseph G. Burg, Jacob Assouz, Gabor Tamas Rittersporn, Jacob “Coby” Lubliner, Jean-Gabriel Cohn-Bendit, Claude Karnoouh e Bezalel Chaim.

      P.S.: apenas a título de curiosidade histórica, o “tal de Hitler” fora indicado para o Nobel da Paz pela escritora judia Gertrude Stein e recebera uma carta com proposta de colaboração e apoio à Solução Final da Questão Judaica por ninguém menos que o ex-primeiro-ministro de Israel, Yitzhak Shamir.

      Inacreditável, não? 🙂

      http://inacreditavel.com.br/wp/madagascar-ou-auschwitz/
      http://inacreditavel.com.br/wp/nenhuma-verdade-definitiva-2/

      • Isabelle

        Nada nunca refuta o sua tese, não é? É quase como divina. Eu acho que você só não percebe a refutação porque nem o que está na frente da sua cara você enxerga: os fatos que PROVAM o Holocausto.

        É passível de riso quem defende uma tese dessas e tenta disfarça-la de revisionista quando é descaradamente negacionista, onde o antissemitismo é esfregado na cara do leitor.

        Mas é inútil tentar debater. Deixo este exercício de paciência por conta do Nizkor Project.

      • Mais daquele surrado discurso, típico de paraquedistas que aportam numa discussão, sem ao menos entenderem o estágio e objeto dos debates.

        Em parte também responsabilidade dos editores de veículos de mídia que, reitere-se tantas vezes quanto necessárias (cogito já a possibilidade de representações gráficas…), divulgaram falsas manchetes como “Negação do Holocausto laureada na USP” ou, mesmo este blog, cujo post pouco preciso reverteu nestes primores da coesão textual: “Tese de Láurea de aluno da Faculdade de Direito da USP que nega o holocausto”, “Tese de Láurea de Antonio Caleari, que defende o negacionismo do Holocausto” (sem diferenciar as opiniões do aluno do objeto acadêmico constante da tese).

        Não adianta apresentar informações, esclarecimentos, argumentos, refutações, réplicas e tréplicas, quando se trata aqui de símios que apenas irão adotar a postura do “la-la-la-la, não estou te ouvindo”.

        E aí entramos em “looping”, notadamente por meio da supradrescrita e pueril capitulação intelectual: “é inútil debater, outros já o fizeram”…

      • Hi,

        I was just wondering about your opinion on that stuff, please take a look and tell me what you think http://bit.do/dEiU2

        Bests, Beverly Draper

  9. MAURICIO S

    “….os nômades parasitas estão sentido a água subir, dia após dia, e a grande mentira ruir, tijolo por tijolo. Antes do que imaginamos uma nova “coincidência histórica” milenar, na qual o hospedeiro se livra do parasita, irá acontecer em diversos cantos do mundo. Aos hiper-olfativos caberá murmurar choramingas, morder a fronha e fazer beicinho….”

    Palavras escritas pelo ” intelectual ” Caleari, na semana passada (em maio de 2015) , em um blog negacionista da internet.

    • Dino vettri

      Eu lí a tese do Sr Caleari e ela é perfeita do ponto de vista acadêmico. E isso é o suficiente. Se o Sr Caleari escreveu suas perspectiva políticas em outro sítio, é do seu direito e nada atinge o seu trabalho. Vida acadêmica e privada devem ser distintas.

      Não ha nada de anti-ético na tese, mas sim nesta moção, que mostra uma grande impropriedade democrática e da liberdade de expressão e de uma malicia vergonhosa de cunho politico.

      Parabéns Sr Caleari e à Faculdade São Francisco pelo trabalho independente tão necessário para o valor de nossa justiça.

  10. MAURICIO S

    “…Antes do que imaginamos uma nova “coincidência histórica” milenar, na qual o hospedeiro se livra do parasita, irá acontecer em diversos cantos do mundo…”

    Para quem nao esta acostumado a linguagem dos negacionistas (neonazis), “nomades parasitas” sao os judeus que vivem nos varios paises do mundo. Um brasileiro , filho de brasileiro mas neto de imigrante europeu judeu, é um nomade parasita. E quando ele diz que o hospedeiro irá se livrar do parasita, quer dizer que o país vai se livrar da sua população judaica. E hiper- olfativos seriam os ratos judeus.

    Enfim….esse é o “ intelectual” e “ escritor” Caleari ! Pensamento neonazista assumido – deseja que os paises se livrem de sua população judaica, e torce por isso !

  11. Antonio Isoldi Caleari

    Muitas informações fraudulentas e manipuladas, conjecturas, ridículas acusações sem provas, mentira descarada, paranoia e demais subterfúgios para fugir do mérito da discussão técnica que verdadeiramente se coloca. E com o detalhe da covardia e leviandade, por meio do anonimato na internet, pois sabe que se colocar a cara aí vai ter que provar em juízo cada uma dessas imbecilidades, sob pena de ser responsabilizado cível e penalmente.

    Estou cometendo algum crime e sou racista? Ora, me denuncie! Mostre a ata notarial. Ou será que o intuito é única e tão somente difamatório? Meus sites estão registrados no Brasil, vocês só sabem o meu nome porque eu o declarei desde o início. eu mostro a cara! Vá lá e entre com uma ação judicial; vamos ver se vai conseguir demonstrar que estou cometendo algum crime. Crime comete quem calunia e difama outrem.

    Nunca defendi qualquer violência ilegítima contra quem quer que seja, o que caracterizaria apologia ao crime. Lamento que o dono deste canal concorde que anônimos possam utilizar seu espaço para covardemente procurarem caluniar e difamar alguém. Isso rebaixa tremendamente a discussão que se pretendia acadêmica. Debate aberto para o qual aguardo, inclusive, algum “especialista” aceitar meu desafio: http://revisionismo.com.br/a-historicidade-do-holocausto-judeu-desafio-para-um-debate-publico/

    É impressionante como uma discussão histórica crítica faz emergirem os mais fundamentalistas fanáticos religiosos, os quais veem no saudável questionamento científico um “crime” contra seus dogmas e contra seu povo ((à exceção dos inúmeros judeus revisionistas que buscam, eles próprios, restabelecer a verdade sobre o que REALMENTE ocorreu na época do suposto genocídio).

    Aliás, essa tática maliciosa – vulgo “chutzpah” – fora reconhecida abertamente por alguns expoentes do povo judeu. Vamos então ao que interessa, os fatos e as provas:

    “Amy Goodman: Frequentemente, quando nos EUA dissidentes se expressam contra a política de Israel, as pessoas são rotuladas de antissemitas. O que você diz disso como uma judia israelense?

    Shulamit Aloni: Bem, é um truque que nós sempre utilizamos. Se alguém da Europa critica a política israelense, nós utilizamos o Holocausto; quando alguém deste país (EUA) critica Israel, então nós a rotulamos de antissemita. Nossa organização é poderosa e dispõe de muito dinheiro, e a conexão entre Israel e os judeus norte-americanos é poderosa, e eles (Nota: os judeus norte-americanos) são muito fortes neste país. Como você sabe, eles têm um grande poder, o que é legítimo, são pessoas capacitadas, eles têm poder, dinheiro, a mídia e outras coisas, e sua posição é: Israel é meu país, indiferentemente se certo ou errado. Eles não permitem críticas, e é muito fácil rotular as pessoas que são contra a política de Israel como antissemitas, e ressuscitar o Holocausto e o sofrimento do povo judeu, e com isso nós justificamos tudo que fazemos contra o povo palestino.”
    (FONTE: https://youtu.be/gh8-TW3qxY8)

    “Aos 94 anos, Enric Marco não se arrependeu publicamente da mentira que contou por três décadas, alegando que o objetivo era manter viva a memória das vítimas espanholas de Hitler. ‘Quem teria me escutado se eu não tivesse encarnado esse personagem?’, disse recentemente.” (FONTE: http://noticias.terra.com.br/mundo/europa/o-espanhol-que-se-dizia-sobrevivente-do-holocausto-mas-foi-desmascarado,5acdda532a55035d5a2cbbb4d56e56785py0RCRD.html)

    “Também é típica a postura de Howard Kaplan, um editor judeu de Los Angeles. Em recente artigo sobre Zaidenstadt (Nota: ‘testemunha’ do Holocausto desmascarada), que foi publicado em uma importante revista israelense, ele reconhece que ‘a partir das mentiras de Martin surge uma difícil questão’, mas conclui com uma observação otimista: ‘É realmente uma afronta à verdade se o horror é aumentado? Eu não estou convencido disto. O que importa é que Martin acabou por encontrar o caminho de volta para o judaísmo, às portas do crematório.'” (FONTE: http://revisionismo.com.br/engodo-oficialmente-sancionado-em-dachau/)

    “Trecho da entrevista com o ‘sobrevivente’ Herman Rosenblat:
    Repórter: – Por que você contou uma mentira tão grande para tantas pessoas e por tanto tempo?
    – Não foi uma mentira. Foi minha imaginação. E na minha imaginação, em minha mente, eu acreditei nisso. E até agora eu acredito nisso, que ela estava lá e que ela jogava as maçãs para mim.
    Repórter: – Como você pode dizer que não foi uma mentira? Não era verdade e você sabe que não era verdade.
    – Sim, não é verdade. Mas em minha imaginação era verdade.

    Rosenblat disse querer que as pessoas saibam que ele fez o que fez com ‘boas intenções’.

    Repórter: – Então, caso você fizesse tudo novamente desde o início, você contaria a mesma história?

    – Sim

    Repórter: – Você contaria?

    – Sim” (FONTE: https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=nROqGjAuCmg)

    “Otto Uthgenannt admite: os relatos de sua vivência em Buchenwald não são ‘tão acurados’. O idoso de 77 anos, natural de Wittmund, salienta sua ‘boa fantasia’ após matéria em jornal. A comunidade judaica de Oldenburg está ‘profundamente chocada’. Wittmund – O suposto prisioneiro de Campo de Concentração, Otto Uthgenannt, se pronunciou pela primeira vez sobre os relatos que comprovam a fantasia em torno de sua triste estória. Diante do jornal Anzeiger für Harlingerland de sua cidade natal Wittmund, ele declarou: ‘Então me desculpe. Eu tenho 77 anos, eu tive apenas uma boa intenção’.

    Perguntado sobre sua experiência no campo de concentração de Buchenwald, ele esclarece: ‘Ela não aconteceu exatamente assim’. Ele teve uma ‘boa fantasia’, é um ‘bom malandro’, disse ele segundo o jornal. Sobre as concretas acusações, ele não quis comentar: ‘Eu já estou muito velho para isso, custa muita energia’.”
    (FONTE: http://revisionismo.com.br/falso-detento-de-campo-de-concentracao-se-redime/)

    Outrossim, o caso Ernest Hollander:

    “Este homem voltou dos mortos. Nós pensamos que ele estava morto há 50 anos”, diz Ernest sobre o seu irmão. ‘Eu encontrei um irmão, mas ele encontrou dois irmãos , tios e tias, sobrinhas e sobrinhos – uma cidade de pessoas’, adicionou Ernest, que chama o reecontro de ‘o maior milagre desde que Moisés atravessou o mar’.” (FONTE: http://revisionismo.com.br/judeu-exterminado-no-holoconto-e-encontrado-vivo/)

    Vejamos também o famoso caso Binjamin Wilkomirski:

    “‘Poderá ter sido assim? Estas são as minhas memórias, há alguma lógica nelas?”Fragmentos’ impressionou o mundo. O livro revela o Holocausto visto pelos olhos de uma criança, perdida, sozinha, nos campos de concentração nazis. Esta vida de horror, por entre cadáveres e ratos, é a única normalidade que conhece. O autor, Binjamin Wilkomirski, recebeu prêmios e elogios. Até alguém descobrir que ele não era judeu e nunca tinha estado num campo de concentração.” (FONTE: http://www.publico.pt/noticias/jornal/de-quem-sao-os-pesadelos-de-binjamin-wilkomirski-126864)

    “Eu não exagero. A vida judaica consiste em dois elementos. Folhear dinheiro e protestar” (FONTE: palavras de Nahum Goldman, presidente do Congresso Mundial Judaico de 1948 até 1977, em seu livro “Das Jüdische Paradox”)

    Relatei também isso recentemente no meu site, no artigo “A mentira a serviço de ‘um bem maior'”: http://malleusholoficarum.com.br/pt_BR/index.php/a-mentira-a-servico-de-um-bem-maior/

    Em suma: provas e documentos de um lado; mentiras e anonimato do outro.

    Satisfeitos? Ou posso continuar?

  12. Em Treblinka, afirma-se categoricamente que, nos cerca de 300 dias que o campo funcionou, 850 mil judeus foram gaseados, enterrados, desenterrados e cremados a céu aberto com dormentes ferroviários e madeira verde. Sem deixar vestígios! Um absoluto prodígio de execução!

    Média de quase 3000 gaseamentos por dia, mas ninguém percebia nada, os aviões aliados que fotografaram várias vezes o campo não registraram nada, não permitem escavações por lá,…!

    Exigir explicações e comprovações forenses para tantas disparidades e impossibilidades como esta é neonazismo?

  13. Adibê

    Será que a dúvida que coloquei no meu comentário que você censurou não merece sequer um crédito de um democrático “mestrando em História Social pela Universidade de São Paulo”? Ou simplesmente permitir que seus leitores opinem sobre ela? Repito minha simples e justa dúvida:

    “Em Treblinka, afirma-se categoricamente que, nos cerca de 300 dias que o campo funcionou, 850 mil judeus foram gaseados, enterrados, desenterrados e cremados a céu aberto com dormentes ferroviários e madeira verde. Sem deixar vestígios! Um absoluto prodígio de execução!

    Média de quase 3000 gaseamentos por dia, mas ninguém percebia nada, os aviões aliados que fotografaram várias vezes o campo não registraram nada, não permitem escavações por lá,…!

    Exigir explicações e comprovações forenses para tantas disparidades e impossibilidades como esta é neonazismo?”

    Para todos os que defendem com unhas e dentes a historiografia do holocausto a quem repeti tal dúvida, ou fizeram como você, ou preferiram me achincalhar. Por que? Qual é a ilegitimidade da minha dúvida?

    • Caro Adibê,

      Sua dúvida não é ilegitima, o que se faz com sua dúvida é que talvez possa ser.

      Meu pai costuma me dizer que é uma arte determinar a importância que devemos dar aos temas, aos momentos e às pessoas em uma discussão. Não tenho dúvida que o tema discutido aqui é, de fato, muito importante. O momento já não é tão propício para mim, já que estou com pouco tempo disponível para navegar na Internet. Quanto a última variável, essa é quase impossível para que eu possa determinar, já que não conheço os comentaristas o suficiente, apenas a partir do que postam por aqui. Fazendo uma avaliação, entendo que não vou entrar nessa discussão com você, tampouco com outros comentaristas por aqui. Quem sabe em outra oportunidade. O espaço, no entanto, está aberto.

      Att.

      RB

  14. Cecilia Omaki

    Nao da pra acreditar que, em pleno seculo 21 , pessoas ainda tem esse odio e preconceito, ideias totalitaristas – e tentam apagar ou suavizar fatos importantes e lamentaveis que ocorreram.

    • Mais uma paraquedista “indignada”…

    • Dino vettri

      O que é mesmo inapropriado e indignante é um grupo pequeno de membros universitários pregarem a censura, a tirania e a ignorância – elementos básicos para a fórmula da destruição da inteligência. Essa moção é um exemplo clássico da tentative de implantação de uma ditadura bolchevique, a destruição da classe pensadora de uma sociedade.

      Cecília, ao contrário dos que partiicparam nessa moção, seria interessante voce mais inteligentemente entender o objeto da discussão e perguntar para o autor, o Sr Caleari, o que ele está dizendo, caso o trabalho dele seja longo ou difícil ou fora de seu alcançe. Esta é arazão de um trabalho academico, trazer novos entendimentos.

      Lute para que seu país continue livre – DIGA NÃO À MOÇÂO, DIGA NÂO Á CENSURA ACADÊMICA – LUTE PELA LIBERDADE DE EXPRESSÂO IRRESTRITA.

      Afinal somos todos capazes de separar o certo do errado, inteligência não é o privilégio de um pequeno grupo de censores, alias questionaria a intelgência dêles.

  15. Pingback: Entrevista de Antonio Caleari a periódico português - Malleus Holoficarum

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