“Menos democracia é melhor para organizar uma Copa”

Para secretário-geral da FIFA, o francês Jérôme Valcke, a democracia brasileira pode ser um problema para a organização da Copa de 2014 e prevê menos dificuldade para organizar o torneio de 2018, a ser realizado na Rússia.

“Eu vou dizer uma coisa que é maluca, mas menos democracia, às vezes, é melhor para organizar uma Copa. Quando você tem um chefe de estado forte, que pode decidir, como talvez Vladimir Putin na Rússia em 2018, é mais fácil para nós, organizadores, do que em um país como a Alemanha, onde você tem que negociar em várias esferas. A principal dificuldade que temos é quando entramos em um país com estrutura política dividida, como é no Brasil, com três níveis, federal, estadual e municipal – disse o francês. (…) Há pessoas diferentes, movimentos diferentes, interesses diferentes e é um pouco difícil organizar a Copa do Mundo nestas condições.”

Foto: Agência EFE

Notabilizado por haver dito que o Brasil precisava receber um chute na bunda, por conta dos atrasos nas obras dos estádios, Valcke e a FIFA penaram para conseguirem aprovar a venda de bebidas alcoólicas nos estádios brasileiros durante o torneio de futebol.

A notícia ganha ainda mais peso uma vez que nesta quarta-feira, Joseph Blatter, o presidente da FIFA, também comentou sobre democracia e lembrou a Copa do Mundo de 1978, realizada na Argentina durante período de ditadura no país. Segundo reportagem publicada no portal do Globo Esporte, Blatter afirmou ter ficado feliz com a vitória da seleção da casa.

É um tipo de reconciliação do público, do povo da Argentina, com o sistema político, militar na época. Eu não sei o que poderia ter acontecido se eles tivessem perdido a final para a Holanda. O jogo e o mundo mudaram, este era o meu sentimento na época.

Como desgraça pouca é bobagem, o suíço descreveu a Fifa como sendo uma instituição conservadora, liberal e socialista, tudo ao mesmo tempo.

Joseph Blatter, presidente da FIFA.

“Somos conservadores, como os católicos, quando se trata das regras do jogo e arbitragem. E somos liberais quando vamos ao mercado”, disse ele, referindo-se às relações comerciais da entidade que controla o futebol mundial.

Somos Marx e Engels quando se trata da distribuição do dinheiro, 70 por cento de toda a renda é distribuída para as associações nacionais para programas de desenvolvimento.”

Durma-se com um barulho desses!

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Arquivado em Esportes, Eventos, Política

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