Peste teria contribuído com o declínio do Império Romano

Segundo notícia divulgada no site da revista estadunidense HuffPost Science, alguns pesquisadores revelam que praga pode ter contribuído com o declínio do Império Romano.

Abaixo segue uma tradução livre que fiz da íntegra da notícia tal como publicado no site HuffPost Science.

Novas evidências sugerem que a bactéria causadora da Peste Negra também foi a responsável pela Peste Justiniana que abalou a Europa dos séculos VI-VIII. A pandemia, responsável pela morte de mais de 100 milhões de pessoas, foi nomeada por causa do imperador Bizantino Justiniano I (ilustrado aqui).

Peste ajudou a acabar com o Império Romano, sugere DNA analisado em tumbas medievais

Por: Charles Choi, LiveScience Contributor
Publicado originalmente em: 10/05/2013 em LiveScience

Peste pode ter contribuído com o declínio do Império Romano, revelam alguns pesquisadores.

A peste é uma doença tão fatal que se tornou sinônimo de algo perigoso e de rápido contágio. Ela foi associada a um dos primeiros exemplos de Guerra Biológica, quando mongóis catapultavam vítimas da peste dentro das cidades.

A bactéria que causa a peste, Yersinia pestis, tem sido associada a pelo menos duas das mais devastadoras pandemias já registradas na história. Uma, a Grande Peste, que durou dos séculos 14 ao 17, incluindo a epidemia infame conhecida como Peste Negra, que pode ter matado aproximadamente dois terços da Europa em meados de 1300. Outra, a Peste Moderna, que grassou ao redor do mundo durante os séculos 19 e 20, tendo começado na China, em meados dos anos 1800 e se espalhado pela África, Américas, Austrália, Europa e demais partes da Ásia.

A mesma bactéria causadora da Peste Justiniana é também responsável pela Peste Negra que teria matado aproximadamente dois terços da Europa em meados dos anos 1300. Na foto acima, remanescentes de esqueletos de um túmulo de vítimas da Peste Negra de 1348, em Londres.

Embora estudos anteriores confirmem que este germe estava associado com ambas catástrofes, muita controvérsia existe quanto a saber se ela também teria causado a Peste Justiniana que ocorreu entre os séculos seis e oito de nossa era. Essa epidemia, que teria recebido o nome do imperador bizantino Justiniano I, matou mais de 100 milhões de pessoas. Alguns historiadores sugeriram que ela teria contribuído para o declínio do Império Romano.

Para ajudar a resolver este mistério, cientistas investigaram DNA antigo retirado dos dentes de 19 esqueletos diferentes do século dezesseis retirados de uma tumba medieval localizado na Bavaria, Alemanha, de pessoas que aparentemente teriam sucumbido vítimas da Peste Justiniana.

Sem sombra de dúvidas, eles encontraram a bactéria da peste Y. pestis naqueles ossos.

” É sempre muito excitante quando podemos encontrar hoje a causa das pestilências do passado” disse a pesquisadora Barbara Bramanti, uma arqueogeneticista da Universidade Johannes Gutenberg in Mainz, Alemanha.

“Depois de tanto tempo — aproximadamente 1,500 anos, ainda é possível detectar o agente da peste através de métodos moleculares modernos,” diz o pesquisador Holger Scholz, um microbiologista molecular do Instituto Bundeswehr Institute de Microbiologia em Munique, Germany, disse ao LiveScience.

Os pesquisadores afirmam que esses achados confirmam que a Peste Justiniana cruzou os Alpes, matando pessoas no que hoje é a Bavaria. Análises do DNA sugerem que assim como as últimas duas epidemias de peste, essa primeira foi originada na Ásia, “ainda que registros históricos digam que ela tenha chegado primeiro na África antes de se espalhar pela bacia do Mediterrâneo e para a Europa,” disse Bramanti ao LiveScience.

Após a Peste Moderna ter se espalhado mundialmente, ela se entrincheirou em algumas áreas rurais, e a Organização Mundial de Saúde ainda registra milhares de casos de peste a cada ano. Contudo, doutores podem tratá-la atualmente com antibióticos modernos.

Os pesquisadores esperam agora reconstruir toda a sequência do genoma da peste nesses dentes antigos para aprenderem mais a respeito da doença, disse Scholz.

Os cientistas detalharam suas descobertas online no dia 02 de maio na Revista PLOS Pathogens.

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