A peleja da Inflação contra o Salário Mínimo nos últimos 19 anos: uma clara vitória da política de Lula e Dilma.

A página principal do Portal UOL divulgou hoje (01) uma matéria onde traz comparações dos preços dos produtos em 1994 e agora, 2013, 19 anos depois do Plano Real. Não sei bem qual a intenção por trás da divulgação da matéria (se é que há alguma), contudo ela mostra bem como, embora o preço dos produtos tenha subido bastante de lá pra cá, a política de valorização do Salário Mínimo (tocado especialmente por Lula e Dilma, conforme demonstrado em post neste mesmo blog) fizeram com que os trabalhadores tivessem mais acesso a esses produtos, uma vez que o valor de cada um representa um peso menor em relação aos salários recebidos pelos trabalhadores.

Arte para matéria divulgada no Portal UOL comparando preços de produtos populares em 1994 e 2013.

Abaixo vou destacar alguns exemplos para quem quiser ver o que estou falando.

Exemplo 1: BOTIJÃO DE GÁS

Preço em 1994: R$ 5,00
Preço em 2013: R$ 40,00
Valor em relação ao Salário Mínimo em 1994: 7,8%
Valor em relação ao Salário Mínimo em 2013: 5,0%

Exemplo 2: PÃO FRANCÊS

Preço em 1994: R$ 0,55
Preço em 2013: R$ 2,70
Valor em relação ao Salário Mínimo em 1994: 0,15%
Valor em relação ao Salário Mínimo em 2013: 0,07%
* Percebam que a diferença para o bolso do trabalhador é que o pão francês pesa, em seu orçamento, METADE do valor que pesava em 1994

Exemplo 3: LEITE

Preço em 1994: R$ 0,10
Preço em 2013: R$ 0,50
Valor em relação ao Salário Mínimo em 1994: 0,84%
Valor em relação ao Salário Mínimo em 2013: 0,39%
* Percebam que a diferença para o bolso do trabalhador é que o leite pesa, em seu orçamento, MENOS DA METADE do valor que pesava em 1994

Exemplo 4: PASSAGEM DE ÔNIBUS

Preço em 1994: R$ 0,50
Preço em 2013: R$ 3,00
Valor em relação ao Salário Mínimo em 1994: 0,77%
Valor em relação ao Salário Mínimo em 2013: 0,44%
* Percebam que a diferença para o bolso do trabalhador é que o preço da passagem pesa, em seu orçamento, QUASE A METADE do valor que pesava em 1994

Exemplo 5: GASOLINA

Preço em 1994: R$ 0,53
Preço em em 2013: R$ 2,75
Valor em relação ao Salário Mínimo em 1994: 0,81%
Valor em relação ao Salário Mínimo em 2013: 0,40%
* Percebam que a diferença para o bolso do trabalhador é que a GASOLINA pesa, em seu orçamento, A METADE do valor que pesava em 1994

Portanto, não cabem dúvidas de que está bem mais barato comprar botijão de gás, pão francês, leite, andar de ônibus ou, até mesmo, gasolina (pra não dizer que não pensei na classe média) hoje, do que em 1994 e tudo isso graças à política de valorização do Salário Mínimo observados, destacadamente, nos governos de Lula (2003-2010) e Dilma (2011-2013).

Portal UOL_Comparação de preços de produtos populares

Chamada para matéria sobre comparação de preços de produtos populares em 1994 e 2013 no Portal UOL em 01/07/2013.

Não sei se quem vir a matéria divulgada no Portal UOL vai atentar para este detalhe ou se vai ficar preso apenas ao grande aumento nos valores de cada produto, isto é, na inflação decorrente nestes últimos 19 anos. Talvez seja justamente esta a intenção do UOL ao publicar com destaque, em sua página inicial, a matéria com a chamada que destaco ao lado, chamando atenção, em fontes garrafais, para os valores dos produtos em 1994 e 2013. Contudo, basta entrar no conteúdo da reportagem e olhar atentamente para os preços e as porcentagens em relação ao Salário Mínimo, tal como demonstrado acima, para ver que apesar da inflação, estamos em uma situação MUITO MELHOR hoje, do que há 19 anos atrás. Não por acaso, mas em função de uma política específica. Poderíamos estar ainda melhor, sem dúvidas, mas saber que caminhamos adiante nestas duas décadas, apenas nos dá ainda mais forças para lutar para que este governo invista na valorização do Salário Mínimo e opte em políticas econômicas que tire um número ainda maior de brasileiros da miséria.

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13 Comentários

Arquivado em Economia, Política

13 Respostas para “A peleja da Inflação contra o Salário Mínimo nos últimos 19 anos: uma clara vitória da política de Lula e Dilma.

  1. isabela

    E mesmo assim as pessas ainda são manipuladas quando vão votar, mesmo assim votam em quem é famoso e nao sabem de nada, nao tem conhecimento algum,as pessoas só perdem tempo com facebook ao invés de pesquisar um pouco sobre os candidatos,ou votam em quem todo mundo ta votando, um absurdo. Este é o Brasil!

  2. Jose Cunha

    Salvo engano, essa e uma vitoria DO POVO BRASILEIRO, nao?

    O povo brasileiro e uma massa que nao se encaixa nessa dialética de interesses partidários.

    E a única verdadeira entidade capaz de levar os louros das glorias e as lagrimas do fracasso desse pais.

    O PODER se origina, se modifica e termina com o povo. Os tempos atuais estão mudando o antigo, e essa mudança vira mas sera dolorosa se as pessoas de visão partidária nao entenderem que o indivíduo, e nao os partidos ou nomes de autoridades, e o detentor das vitorias desse pais.

    E Dilma, Lula, FHC etc. devem eternamente reverenciar e honrar seu mestre, seu patrao, seu lider: o POVO.

    • Caro José Cunha,

      De princípio, entendo que vale observar que o conceito de “dialética” não cabe no uso que você pretendia dar a frase.

      Dito isso, o objetivo do post era fazer uma comparação entre as políticas econômicas levadas adiante pelos últimos governos no intuito de destacar quais foram as prioridades de cada um.

      Não resta dúvida que o povo é o principal responsável pelas conquistas realizadas durante os últimos governos, uma vez que foi o próprio povo quem decidiu colocar tais representantes no poder justamente por preferirem um governo com políticas mais efetivas voltadas a programas sociais e pelas classes trabalhadoras. Ainda falta muito o que fazer e exigir de nossos representantes, mas volto a frisar que o objetivo do post era justamente evidenciar as diferenças entre as prioridades dos últimos governos de modo que ficasse bastante claro quem governa com maior afinidade a este mesmo povo.

      Att.

      RB

      • Jose Cunha

        Pois eu preciso observar que essa palavra e exatamente a que eu gostaria de falar. Portanto a falei e se precisar a repetirei quando achar necessário.

      • Caro José Cunha,

        Novamente temos um problema conceitual. Segundo o Houaiss, o termo foi criado no âmbito das discussões filosóficas e deve ser utilizado para se referir a:

        1) busca da verdade através do diálogo;
        2) oposição ou conflito originado pela contradição entre princípios teóricos ou fenômenos empíricos.

        Claro que se buscarmos a definição do termo em um dicionário filosófico, então o uso ficará ainda mais restrito. Assim, não vejo como a frase “o povo brasileiro é uma massa que não se encaixa nessa dialética de interesses partidários” se encaixa com a definição do termo “dialética”, o que dificulta o entendimento do que você quis dizer.

        Sem falar que a frase é desnecessária, uma vez que “o povo brasileiro” é algo tão heterogêneo que jamais se encaixaria exclusivamente em qualquer coisa que se pretenda imaginar e, obviamente, não foi o que quis fazer ao escrever este post, como já expliquei anteriormente.

        Att.

        RB

  3. Jose Cunha

    Mais uma coisa, a causa de o povo ser responsável por tudo isso nao foi o mero voto no representante A ou no representante B, mas pelo simples fato de o povo ser o dono da CARTEIRA que paga a FESTA dessas lindas personalidades que você mencionou.

    • Caro José Cunha,

      Então, segundo o seu entendimento, quando você fez a pergunta retórica: “Salvo engano, essa é uma vitória do povo brasileiro, não?” você estava querendo dizer que tudo o que eu escrevi em meu post é decorrente do fato de “o povo ser o dono da carteira que paga a festa” das personalidades que mencionei?

      Gozado, o povo sempre foi o dono da carteira e tais resultados jamais foram observados anteriormente. Curioso, não?

      Att.

      RB

  4. Lauro Soares Lellis

    Assim até eu, com produtos escolhidos como o pão, leite, gás e passagem de ônibus, alguns subsidiados.
    Com o devido respeito, se o cálculo for feito com a Cesta Básica do Dieese (um dado constante), as coisas se invertem.
    A Usando a média anual do Salário Mínimo e da Cesta Básica do Diesse-BH dá isto;
    1994 a média do Salário Mínimo gastou 98,37% para comprar a Cesta Básica do Dieese-BH .
    Em 2002, usando as mesmas médias, O Salário Mínimo gastava 64,86% para comprara a Cesta Básica do Dieese-BH.
    No Governo FHC aconteceu um aumento no poder de compra do Salário Mínimo de 33,51 pontos percentuais.
    Em 2010, usando as mesmas médias, o Salário Mínimo gastava 44,26% para comprar a média da Cesta Básica do Dieese-BH,.
    No Governo Lula aconteceu um aumento no poder de compra do Salário Mínimo de APENAS 20,60%, MENOS DA METADE que o Governo FHC conseguiu.
    COMO ESTES DADOS SÃO PROIBIDOS DE SE DIVULGAR NA NOSSA MÍDIA ABÚLICA, FÓSMEA E FANADA, sempre existe a ‘Santa’ Internet.
    Um abração.
    Lauro

  5. Marcelo

    Claro,
    Pão, gasolina, botijão de gás, etc. integram uma lista de produtos subsidiados pelo Governo. Pagamos mais barato porque o governo entra com subsidios aos produtores, mas para compensar esta perda o Governo aumenta os impostos do outro lado e todo cidadão de classe média tem de trabalhar 4 a 5 meses por ano para sustentar Ali Lulá e seus 40 (na verdade 39) ministérios. O governo gasta muito e mal, dá pão e circo para a população e quer nos fazer acreditar que tudo está bem…ah tá, conta outra…

  6. Grasiela

    Meio cretino o texto… Um carrinho mensal não por menos de r$700 coisa que a 1 ano atrás eu gastava r$400 então que valorização é esta que não consigo ver? O leite hoje custa em média 4 reais e várias marcas estão nos ofertando leite alterado, então como explicar isso? Algo está muito errado!

  7. Aridã

    Que comparação imbecil. Tem que se comparar de 2001 (final do período de FHC) até final de 2013. Aí vc poderá dizer se houve vitória para Lula e Dilma.

  8. Acho engraçado o povo ai falar em “produtos subisidiados” e considerar o período 2003 pra frente se a tal “reportagem” do UOL compara 1994 a 2013.

    A conta chega a ser ridícula de tão fácil!

    Salário Mínimo 1994: 64,79
    Salário Mínimo 2013: 678,00

    Ou seja, 2013 é praticamente 10 vezes o valor do Mínimo de 1994.

    Qualquer produto que o preço em 2013 não esteja 10 vezes maior, ficou “mais barato”. Simples assim.

    Ah e com relação ao salário mínimo de GagáCê, nem perco meu tempo!!!

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