Universidade de São Paulo é a que mais forma doutores em todo o planeta

Reportagem divulgada na Revista Samuel n. 7 (Jan/2013), e originalmente publicado pela Agência Fapesp, informa que a Universidade de São Paulo é, atualmente, a que forma a maior quantidade de doutores em todo o mundo. Além disso, tomando como base o Ranking Acadêmico de Universidades do Mundo (ARWU), a mesma matéria aponta que a USP é a terceira colocada em verba anual para pesquisa, entre 637 universidades, além de a quinta em número de artigos científicos publicados, entre 1.181 instituições em todo o mundo.

A quem se interessou por saber maiores detalhes, abaixo segue matéria na íntegra tal como publicada na edição número 7 da Revista Samuel:

PÓS-GRADUAÇÃO AFINADA

Capa da edição número 7 da Revista Samuel

A USP (Universidade de São Paulo) é a universidade que mais forma doutores mundialmente. A constatação é do Ranking Acadêmico de Universidades do Mundo (ARWU, na sigla em inglês) por indicadores, elaborado pelo Centro de Universidades de Classe Mundial (CWCU) e pelo Instituto de Educação Superior da Universidade Jiao Tong, em Xangai, na China, que aponta a universidade paulista como a primeira colocada em número de doutorados defendidos entre 682 instituições globais.

O ranking também indica a USP como a terceira colocada em verba anual para pesquisa, entre 637 universidades, além de a quinta em número de artigos científicos publicados, entre 1.181 instituições em todo o mundo, e a 21ª em porcentagem de professores com doutorado em um universo de 286 universidades.

Na avaliação de Vahan Agopyan, pró-reitor de Pós-Graduação da USP e membro do Conselho Superior da Fapesp, a liderança mundial na formação de doutores, apontada pelo levantamento global, deve-se à tradição da pós-graduação da USP no Brasil.

CENTRO MUNDIAL

Em 1965, quando foram definidas as novas diretrizes da pós-graduação no país, baseadas no trabalho de Newton Sucupira (1920-2007) — responsável pela criação do Conselho Federal de Educação, atualmente Conselho Nacional de Educação —, a USP já possuía um número muito expressivo de docentes com doutorado, e se destacou como a universidade que viria a suprir a demanda do país por mestres e doutores.

“Nas décadas de 1970 e 1980, praticamente metade dos doutorados no Brasil eram realizados na USP, e hoje mais de 20% dos pós-graduandos no país também obtêm o título de doutor aqui. Isso permitiu que a universidade se tornasse um grande centro mundial de pós-graduação, agora confirmado por esse ranking internacional”, disse Agopyan à Agência Fapesp.

Em 2011, pela primeira vez o número de doutorandos na universidade, que celebrou em agosto a concessão de 100 mil títulos de pós-graduação, foi maior que o de mestrandos.

“É um reflexo do aumento no número de programas de mestrado oferecidos em todo o país. Em função disso, os pós-graduandos estão preferindo realizar mestrado em sua própria região e procuram a USP para fazer doutorado ou alguma outra atividade mais especial”, avaliou Agopyan.

ATUAÇÃO EXPANDIDA

Por outro lado, o número de estudantes de pós-graduação da USP tem se mantido estável nos últimos anos. Atualmente, a universidade conta com cerca de 23 mil alunos de pós-graduação stricto-sensu e titulou 2.192 doutores e 3.376 mestres em 2011 — números que oscilaram pouco nos últimos 15 anos.

“Nós já somos grandes e estamos trabalhando no máximo da nossa capacidade há vários anos. Cada um dos nossos docentes tem, em média, mais de cinco orientandos, que é um número elevadíssimo”, afirmou Agopyan.

Segundo o pró-reitor, esse fenômeno também é comum às principais universidades no mundo, como as norte-americanas, europeias e chinesas listadas no ranking, cujo número de pós-graduandos também está bastante estável e seus programas de pós-graduação operam no limite de suas capacidades.

Um dos fatores atribuídos por Agopyan para a USP continuar liderando a formação de doutores é a atuação da universidade em todas as áreas do conhecimento, sendo que as universidades no exterior normalmente têm algumas áreas de especialidade. “Somos uma instituição pluridisciplinar”, destacou.

Na avaliação de Agopyan, o desafio agora é ser não apenas a maior, mas a melhor em formação de doutores no mundo. Para isso, a USP tem buscado padrões internacionais de qualidade, por meio da promoção da mobilidade de seus docentes e alunos para outros países, da avaliação e do apoio aos seus programas de pós-graduação. “Não queremos apenas quantidade, mas sim qualidade”, afirmou.

DESTAQUES PAULISTAS

Além da USP, o ranking elaborado pela CWCU apontou a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) como a 38ª colocada em número de doutorados defendidos, a 138ª em número de artigos publicados e a 62ª em percentual de professores com doutorado.

Por sua vez, a Unesp (Universidade Estadual Paulista) obteve a 55ª posição em doutorados concedidos, a 150ª colocação em número de artigos publicados e o 31º lugar em percentual de professores com título de doutor.

A atual listagem do ranking do Web of the World Universities, conhecido como Webometrics, que mede a visibilidade das universidades nos principais mecanismos de busca da internet, aponta a USP como a 15ª colocada e a primeira da América Latina, seguida na região pela Universidade Nacional Autônoma do México, pela Universidade Federal de Santa Catarina, na terceira colocação,  e pela Unicamp, em quarta posição. A Unesp obteve a 10ª colocação entre as universidades latino-americanas.

Outras universidades brasileiras que figuram entre as dez mais bem colocadas na seção latino-americana do ranking são a Universidade Federal do Rio Grande do Sul,  a Universidade Federal do Rio de Janeiro e a Universidade Federal de Minas Gerais.

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3 Comentários

Arquivado em Cultura, Educação, Revistas, Universidade

3 Respostas para “Universidade de São Paulo é a que mais forma doutores em todo o planeta

  1. isabela

    O melhor de tudo isso é pública ,qualquer um tem seu direito de entrar basta se esforçar.

  2. Terezinha Aparecida Porto

    Por tudo isso sou contra cotas. Quem pretende entrar na USP precisa estudar, ter capacidade e mérito, concorrer com igualdade. Não às cotas;
    Não devemos mediocrizar nossa universidade.

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