A cada 28 horas um LGBT é assassinado no Brasil vítima da homofobia

Publicada originalmente por Thiago Araújo no Brasil Post, notícia dá conta de que quase uma pessoa é assassinada por dia no Brasil, vítima da homofobia, que certos parlamentares e boa parte da sociedade insistem em afirmar que não existe no país.

Levantamento do Grupo Gay da Bahia (GGB), contabilizou 312 assassinatos, sendo cinco deles na cidade de São Paulo. Por ser bastante difícil de realizar, acredito tratar-se de um levantamento bastante incompleto, uma vez que é comum um assassinato motivado pela homofobia ser camuflado nas ocorrência policiais como brigas, desinteligência ou outras tipificações.

A matéria traz um mapa com a distribuição dos assassinatos por estado do país. Chama atenção a posição de destaque dos estados da região Nordeste, em especial suas capitais. Enquanto São Paulo registrou a ocorrência de 5 homicídios motivados por homofobia, Recife-PE aparece com 12, João Pessoa-PB aparece com 11, Salvador-BA com 9, Fortaleza-CE com 8, Teresina-PI e Natal-RN com 5 homicídios, Maceió-AL e Aracaju-SE com 4 e São Luís-MA com 3.

Cabe ressalvar que esses números devem ser analisados com cuidado, já que o número de habitantes em cada cidade/estado é bastante diferente e revelam que determinadas regiões, em números relativos, são ainda mais homofóbicas que outras.

Abaixo, a repercussão da íntegra da notícia publicada no Brasil Post.

UMA MORTE LGBT ACONTECE A CADA 28 HORAS MOTIVADA POR HOMOFOBIA
por Thiago Araújo | Brasil Post

Em 2013 foram contabilizados 312 assassinatos, mortes e suicídios de gays, travestis, lésbicas e transexuais brasileiros vítimas de homofobia e transfobia, de acordo com levantamento do Grupo Gay da Bahia (GGB). O documento inclui a morte de uma transexual brasileira no Reino Unido e um gay morto na Espanha. A média é de uma morte a cada 28 horas.

Esse número é 7,7% menor em relação ao ano de 2012 (388 mortes), mas, segundo o GGB, as mortes aumentaram 14,7% nos últimos 4 anos.

Segundo o documento, a maioria das mortes de gays acontece na casa da vítima, enquanto a maioria dos travestis morre na rua. Em um ano foram 186 gays, 108 transexuais, 14 lésbicas, 2 bissexuais e 2 héteros mortos, confundidos com homossexuais.

Pernambuco foi o estado onde aconteceu o maior número de mortes de LGBT (34). Em seguida, vem São Paulo (29), Minas Gerais (25) e, empatados em quarto lugar, Bahia e Rio (20). A Região Nordeste concentrou 43% das mortes, seguida de Sudeste e Sul com 35%, e Norte e Centro Oeste, com 21%.


Número de mortes com motivação homofóbica ou transfóbica por estados

O estudo realizado pela entidade utiliza como base notícias divulgadas por veículos de imprensa e dados enviados por ONGs. Nele foram contabilizados também dez suicídios. Segundo Luiz Mott, coordenador da pesquisa, essas mortes são registradas por terem motivações homofóbicas ou transfóbicas: “Como aconteceu com um gay de 16 anos, de São Luís, que enforcou-se dentro do apartamento ‘por que seus pais não aceitavam sua condição homossexual’.”

O relatório completo pode ser acessado no site Homofobia mata.

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