Bolsonaro é Ustra e Ustra é Bolsonaro

mulheres ditadura (Foto: Reprodução/Facebook)

Reprodução: Facebook

O candidato Jair Bolsonaro rendeu homenagem ao ex-coronel do exército Carlos Alberto Brilhante Ustra. Seus filhos, deputados, são vistos trajando camisetas com os dizeres Ustra Vive. Esse militar foi condenado pela justiça brasileira pela prática de tortura durante o período da ditadura militar no Brasil (1964-1985).

Aos desavisados, Ustra foi responsável pelo estupro, espancamento e todo tipo de violência contra mulheres. Muitas mortes são creditadas diretamente à sua ação. Vítimas de Ustra relatam que ele tinha a prática de inserir ratos nas vaginas de mulheres. Também levava os filhos menores das presas políticas para assistirem as mesmas sendo torturadas, como revela o depoimento de Maria Amélia Teles, cujos filhos foram levados para vê-la enquanto ela e o marido eram torturados por agentes do Estado ditatorial.

Nessa campanha eleitoral tenho visto colegas defendendo a candidatura de Bolsonaro e assumindo seus discursos. Há, até mesmo, quem tenha dito que a ditadura só foi ruim para “vagabundos” que não estavam “fazendo a coisa certa”. Devo dizer a quem divulga esse tipo de absurdo que sua ignorância ofende a milhares de pessoas que morreram ou foram brutalmente torturadas no Brasil.Estudem, camaradas! Não passem a vergonha de se colocarem lado-a-lado de candidatos violentos, homofóbicos, racistas e misóginos. Vocês só tem a perder com isso. A ignorância tem remédio, basta estudar. Não vamos colocar crápulas no comando deste país.

6 Comentários

Arquivado em Brasil, Política

6 Respostas para “Bolsonaro é Ustra e Ustra é Bolsonaro

  1. Absolutamente absurdo!!!! O “COISO” não pode se tornar presidente…

  2. EDU

    Discordo das ideias da esquerda, pois todas as experiências acabaram em miséria, ditaduras, zero liberdade de expressão, pensamento, ir e vir ou qq outra. Todas foram acompanhadas de alta repressão as pessoas e praticamente não houve caso que não foi acompanhada de torturas e processos falsos. A maioria também foi acompanhada da morte de milhões: Rússia, China, Cambdja tem papel de destaque.SEm contar que conheço muitas pessoas que fugiram da Europa do Leste sob o comunismo e os relatos são aterrorizantes. Neste caso porém não dá para discordar que dá nojo ver gente idolatrando um canalha, assassino, torturador, sádico e desumano como esse ULSTRA. Não dá para proibir, mas deveria ser repudiado por todas as pessoas que querem um mundo melhor. A quem é de esquerda cabe um autocrítica e pensar como daria para fazer um regime de esquerda sem as mesmas práticas.

  3. virtualis

    mano descobri esse site agora, pesado, queria dar parabéns pro autor, ótimos textos, eu sinto um sentimento forte ao ler, e me faz sentir que não estou sozinho nos pensamentos, quem tem conhecimento sabe que o unico caminho é a educação.

  4. Alex Brandão

    Em primeiro lugar, não sou seu camarada! Já que seu texto se refere assim à quem o lê! Não sou soviético e muito menos comunista, graças à Deus nunca dei esse desgosto à meus pais! Em segundo lugar, estudar o quê? Suas ideologias e suas versões deturpadas da historia? Não, obrigado! Eu sei da verdade! E os dias não foram bem assim! ALIÁS….eu não preciso ler em lugar nenhum sobre o passado. Eu viví o passado! E também fiz parte dessa história! Vcs enganam as novas gerações ( não mais como antes) com seus vitimismos, mas pra quem sabe que viveu numa época em que trabalhador era respeitado e reconhecido e terrorista e bandido passava mal, isso só causa nojo, náuseas e ânsia de vômito! Mas suas falácias e inverdades já se dissolvem com o nacionalismo e o patriotismo ressucitado em nosso povo e pela verdade revelada e não mais SUFOCADA, aos nossos jovens brasileiros. A nova geração os verá como vcs realmente são! E dessa vez não terá anistia!

    • Vê-se logo como você simpatizou com todo o terror promovido pelo Estado durante a ditadura militar, camarada Alex Brandão. Que pena!

      Vale dizer que sua experiência e sua percepção de como foram os anos da ditadura é sempre mediada por seu conhecimento. Inspirado em Witgenstein, que dizia que “os limites de sua linguagem são os limites do seu mundo”, eu diria que o mundo é do tamanho do seu conhecimento. Portanto, nada pode ser mais subjetivo do que o seu relato do que foram os anos de chumbo, ainda que você tenha participado dele. O trabalho do historiador, que é o meu caso, é buscar reconstituir o passado para tentar explicá-lo. Fazemos isso, em geral, a partir de uma síntese das experiências daqueles que o viveram. Nunca a partir de uma única testemunha. Fica a dica!

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