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Escola Sem Partido impulsiona a perseguição e coação de professores de História nas escolas do país

O Hum Historiador abre espaço para repercutir a nota de preocupação da Associação Nacional de História (ANPUH) com o processo de coação e perseguição que está sendo movido contra professores de História em instituições públicas e privadas do país nos últimos meses. Segundo a nota, tal processo é estimulado e impulsionado pelo movimento Escola Sem Partido que promove eventos e produz conteúdos digitais incitando a coação, o constrangimento e a censura aos professores de História em todo o país.

Segue abaixo a íntegra da nota tal como publicado no site oficial da ANPUH.

NOTA DA ANPUH: PERSEGUIÇÃO E COAÇÃO

Os profissionais da História brasileiros representados pela ANPUH vem a público demonstrar sua profunda preocupação com o processo de coação e perseguição sofrido por professores de História ao longo dos últimos meses.

Esse processo, certamente, é estimulado pelo movimento Escola Sem Partido que organiza eventos, produz conteúdo digital divulgado em seu sítio eletrônico etc. e patrocina ações legislativas que estimulam a coação, o constrangimento e a censura aos professores de História em todo o território nacional. Já temos registro de casos de professores que sofreram e ainda sofrem esse tipo de ação.

No momento, três casos nos preocupam profundamente.

O primeiro é o do Colégio Pedro II na cidade do Rio de Janeiro. Lá, professores de História, há alguns meses, foram interpelados pelo Ministério Público Federal, que acaba de abrir um processo administrativo contra esses servidores públicos federais por supostos delitos.

O segundo é o processo civil contra a professora Marlene de Faveri no Estado de Santa Catarina, por suposta propaganda do feminismo em sua atividade docente.

E, finalmente, o afastamento da atividade docente do Professor José Mineiro da rede pública estadual do Rio Grande do Sul, em função também do conteúdo de sua atividade docente.

Todos esses eventos de censura e perseguição a professores são baseados principalmente na “crença” do “Escola sem Partido” de que os docentes estariam fazendo “doutrinação esquerdista” dos seus alunos.

A ANPUH registra sua indignação com a desvalorização e a criminalização do trabalho dos profissionais da História presentes nesse tipo de ação e chama a atenção para os resultados catastróficos para o futuro da democracia e do pensamento crítico e emancipador na sociedade brasileira.

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