O Exército Anti-Cotas e as vagas no ensino superior brasileiro

No dia 15 de agosto, uma marcha intitulada “Exército Anti-Cotas” foi realizada na cidade de Santa Maria-RS e ganhou força nas redes sociais durante a semana, causando certa polêmica em muitos perfis, inclusive o meu.

Duas imagens ligadas ao tema se destacaram: na primeira, publicada pela Revista O Viés, uma jovem de Santa Maria-RS reivindicava o fim ou a diminuição do índice de 50% de vagas oferecidas para cotistas brasileiros nas instituições públicas de ensino superior e técnico. Ela e seus colegas manifestantes bradavam gritos de ordem como “Cotas para quem estuda” e “Igualdade para todos”.

Manifestante protesta contra cotas em marcha intitulada Exército Anti-Cotas

Apenas pra começar, considero bastante revelador, e ao mesmo tempo preocupante, um grupo contrário as cotas se auto-denominarem com um termo tão impróprio como “Exército”. Revelador pois demonstra que eles entendem que este tema deve ser encarado como uma luta para a qual é necessário haver um exército que defenda seus interesses. Preocupante, pois não sabemos a que ponto e que recursos esse auto-denominado exército está disposto a utilizar nessa “luta”.

Segundo reportagem da revista O Viés, intitulada “Deixa o preto estudar”, boa parte das pessoas que ingressaram neste grupo “são jovens que estudam em escolas particulares e cursinhos pré-vestibulares pagos, com representantes do Rio Grande do Sul, do Rio de Janeiro, de São Paulo e da Bahia” e, por enquanto, “além de compartilharem indignações e argumentos contrários à lei aprovada, os participantes do grupo estimulam a organização de manifestações nas cidades, exigindo o veto da presidenta Dilma ao projeto de lei já sancionado pelo Senado”.

Boa parte desses jovens que estavam na marcha, gritavam pedindo por “direitos iguais”, pois se sentiam prejudicados pela lei que aprovou a adoção das cotas sociais e raciais. À este respeito, já falei muito aqui neste blog e, neste momento, entendo bastar dizer que penso tal qual uma colega que me disse outro dia não haver nada mais injusto neste mundo do que tratar com igualdade os desiguais. Assim, sob minha perspectiva, é bastante claro que os manifestantes do exército anti-cotas, ao pedir por “direitos iguais”, estão pedindo para que o governo cometa uma INJUSTIÇA ao eliminar ou diminuir o índice de vagas no ensino superior aos cotistas.

A segunda imagem que mencionei logo no princípio deste post, talvez tenha surgido como resposta à foto daquela jovem segurando o cartaz “Quer uma vaga? Estude!”. Trata-se de uma charge de Carlitos, onde o autor aponta o perfil socioeconômico daqueles que reivindicam pelo fim ou diminuição das cotas. Ao explicitar esse perfil, Carlitos demonstra claramente a injustiça por trás da demanda de pessoas como os membros do tal Exército Anti-Cotas.

Charge de Carlitos explicitando o perfil socioeconômico dos manifestantes anti-cotas.

Ao postar esta imagem em meu perfil no facebook, me surpreendeu a reação de alguns colegas que se sentiram incomodados por serem contrários ao sistema de cotas, mas não se identificarem com as características apontadas pelo chargista na imagem. É claro que tal reação se deve ao fato de a charge, ao generalizar o comportamento dos anti-cotas, acabar expondo essas pessoas publicamente como preconceituosas e, até mesmo, racistas. Evidentemente, não creio que todas as pessoas que são contrárias às cotas sejam efetivamente preconceituosas ou racistas, contudo, acredito que acabam adotando e repetindo discursos/argumentos criados por pessoas marcadamente preconceituosas e racistas, o que é bastante preocupante.

Amigos e colegas postaram em meu perfil esse tipo de argumentação ao qual me referi: “cotas são atestado de incompetência do governo, já que o problema está no ensino público de base”, ou ainda “as cotas fazem com que a qualidade do ensino superior público tenha o nível substancialmente diminuído” e outras tantas argumentações sobre as quais já conversamos por aqui.

Na primeira argumentação, retruquei aos amigos e colegas que eles deveriam tomar cuidado ao fazer tais afirmações, pois sem perceber, assumiam uma posição bastante confortável de transferir a culpa para as costas do governo, sem propor nenhuma solução, mesmo que temporária.

Acho que é bastante evidente que quem articulou a argumentação de que “o ensino público de base é uma porcaria e, por isso, não se justifica a adoção das cotas até que o governo invista maciçamente em educação pública de base”, tinha justamente a intenção de não propor nenhuma solução ao problema de que pobres e afrodescendentes estão alijados do sistema superior de ensino neste país. O real objetivo desta argumentação é justamente manter a situação da forma como ela está e sempre esteve, impedindo a ascensão social de grupos considerados “indesejados” aos mesmos círculos dos que frequentam as universidades públicas.

Oras, que o ensino público de base não é bom todos sabemos, mas contrariamente do que pretende o tal exército anti-cota, tal constatação justifica sim a adoção das cotas como solução temporária enquanto o governo não investe pesadamente em educação pública fundamental para resolver este déficit educacional. Portanto, as cotas são soluções temporárias para o problema da má qualidade da educação pública no Brasil.

Quanto a segunda argumentação, a de que os cotistas abaixam o nível da educação superior das universidades públicas, trata-se de um mito que vem sido repetido incansavelmente e que muitos, por pura falta de interesse em pesquisar sobre o assunto, acabam repetindo para justificar um pensamento preconceituoso. As pessoas que defendem essa posição, sequer se dão ao trabalho de verem notícias como esta – COTISTAS TÊM MELHORES NOTAS EM UNIVERSIDADE – ou esta outra – COTISTAS ATINGEM NOTAS MAIS ALTAS EM 27 CURSOS – ou ainda esta – ESTUDANTES COTISTAS VALORIZAM MAIS A VAGA NA UNIVERSIDADE.

Como é de se imaginar, se estas pessoas sequer se dão ao trabalho de ler as notícias, quem dirá os estudos mais aprofundados sobre o tema: Sistema de cotas e desempenho dos estudantes nos cursos da UFBA, ou então, Cotistas e Não-Cotistas: rendimentos de alunos da Universidade de Brasília.

Todas estas notícias e estudos demonstram exatamente o contrário do que estão afirmando e acabam de vez com esta ideia tola de que os cotistas não conseguem acompanhar os cursos ou tem um desempenho pior do que os não cotistas.

Infelizmente para meus amigos e colegas que utilizaram tais argumentações, eles apenas reproduziram o pensamento preconceituoso e racista de quem as produziram e acabaram colando em si próprios este rótulo do qual deveriam se envergonhar e buscar rapidamente se livrar deles. Seguir divulgando tais mensagens, vão apenas reforçar essa identidade e contribuirão na transformação de mentiras em verdades absolutas, se já não o são, na cabeça da classe média brasileira que, justamente por isso, cada vez mais vai se mostrando preconceituosa e racista.

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58 Comentários

Arquivado em Cultura, Educação, Política, Universidade

58 Respostas para “O Exército Anti-Cotas e as vagas no ensino superior brasileiro

  1. joselitus_maximus

    De modo simplista:

    É o branco querendo ditar para o negro o que é “melhor” para ele, como sempre.

  2. Jéssica

    Parabéns! Muito boas as pesquisas sobre cotistas. Calou a boca dos preconceituosos. Agora quero ver que argumentos vão usar…

  3. mariana silagye

    Eu acho sim, a maior injustiça esse lance de cotas, e não é porque sou rica, de classe média ou porque sou preconceituosa. Simplesmente meus pais trabalham duro pra conseguir me manter numa escola pseudo-particular, isso quando eu não consigo isenção ESTUDANDO.

    Sempre assim, o governo tampa os problemas, ajudando a massa, a massa cala a boca da minoria e o país continua assim! É MUITO MAIS FÁCIL PRO GOVERNO INCLUIR COTAS, DO QUE INVESTIR NUMA EDUCAÇÃO DE QUALIDADE NAS ESCOLAS PUBLICAS. A massa fica feliz e fica tudo bem. ACORDA GENTE, as pessoas que concordam com as cotas não buscam igualdade, só estão se sentindo favorecidas, fala sério!

    • Pois é Mariana, parece que você não leu o post ou não teve capacidade cognitiva suficiente para compreendê-lo. Enfim, me envergonho por você pelas coisas que você escreveu acima, da mesma forma como me envergonho pela jovem gaúcha com nariz de palhaço segurando o cartaz anti-cota. No fim, só deixo um pensamento para você, uma vez que parece não ter lido: “Não há nada mais injusto neste mundo do que tratar com igualdade os desiguais.”

      • mariana silagye

        Se envergonha de mim? Tente pensar em onde está verdadeiramente o erro de toda essa vergonha que temos que passar juntos, enquanto brasileiros. Se você prestar bem atenção, o erro está na falta de investimentos em educação, não nas escolas privadas! Se o ensino público fosse bom, isso quebraria a escola privada, pois quem pagaria por um ensino que é igual na escola pública? E aí sim, haveria IGUALDADE para todos. É muito fácil julgar olhando de longe, ou vendo apenas as soluções imediatas. Se você parar pra pensar, muitos “estudantes” de escolas públicas, que nem se interessam pelos estudos (talvez porque a própria escola não estimula) vai tomar vagas daqueles que com muito esforço pagam pelo mínimo.

      • Greetings,

        I’m so happy to hear the latest news from our friends, you may read it here http://www.basakanaokulu.com/rental.php?7475

        Sent from my iPhone, Max Stamper

      • EDILSON CARLOS ANDRADE JUNIOR

        Concordo com a Mariana pois, o histórico brasileiro como sabemos, é de preferência tampar o sol com a peneira ao invés de políticas com a verdadeira intenção de incluir os menos favorecidos a um estudo de qualidade. Por outro lado, alguma solução deve ser tomada! Concordo com você! Não sou a favor ou contra mas a nossa atenção deve estar sobre a corrupção e os baixos investimentos em educação (propositadamente). Não podemos ficar satisfeitos com “programas temporários” como bolsa família e cotas sociais

      • Hello,

        I wanted to ask you if you know anything about that stuff? If that’s happening now, what’s going to be next? Take a look http://bit.do/dEiTe

        Best regards, Ruben Maguire

    • Mariana, insisto que você deve ler o texto que escrevi, pois trato especificamente da questão do investimento em ensino público neste post. Repetir esse argumento, tal como você está fazendo, demonstra que você não está interessada em ampliar esta discussão.

      Volto a afirmar que cotas e investimento maciço em educação pública de base são soluções complementares, isto é, a adoção de uma não exclui a necessidade de outra. Pelo contrário, reforça se pensarmos nas cotas como solução temporária e não definitiva.

      Em meu ponto de vista, a mera existência de escolas privadas é um erro (ia dizer BIZARRICE) e, o fato de tais instituições serem responsáveis por colocar a maior parte dos estudantes nas universidades públicas deste país, demonstra a visão equivocada que adotamos para a educação de nossas crianças há décadas. A ironia da coisa toda é que, a classe média, idiotizada que foi, não consegue enxergar a existência da educação privada como uma má gestão do dinheiro público, isto é, do dinheiro dos impostos e, ao invés de lutar pela melhor aplicação do dinheiro que investe no Estado através dos impostos e exigir a melhora na qualidade da educação pública, preferiu pagar duas vezes pela educação de sua prole, se refugiando na criação e adoção de escolas particulares como solução para o problema, encontrando nesta alternativa, uma forma de se diferenciar da população menos endinheirada e, em comum acordo com as elites governantes, reservando seu espaço nas melhores universidades e, posteriormente, no mercado de trabalho.

      Enfim, diferentemente do que você aponta, o erro é muito anterior a falta de investimento em educação pública de base. Isso, na verdade, é resultado da estratégia de um (ou mais) projeto(s) bastante claro. Basta pensar a quem interessa essa falta de investimento em educação pública de base. Mais do que isso. Será que esta própria classe média não se beneficia dessa situação? Enfim… um dos erros, é permitir a existência de escolas particulares, outro é a falta de fiscalização e cobrança do dinheiro público investido pela população no sistema educacional e, por fim, esse sistema que valoriza a posse da informação como mercadoria que gera desigualdades sociais.

      • O que talvez eu não tenha deixado claro na minha resposta anterior, é que a classe média aceitou e adotou as escolas particulares não apenas porque eram estúpidas, mas porque realmente acreditavam que estas conferiam a seus filhos uma diferenciação social em relação àqueles que não estudavam nelas. Com os verdadeiramente ricos, não podem competir, pois estes mandam seus filhos estudar no exterior desde o fundamental até o ensino superior. Mas essa diferenciação que ocorreu neste país a partir do século XX, é a que foi responsável pelo maior ingresso dos que estudavam nas escolas particulares nas melhores universidades do país e, consequentemente, nos melhores empregos disponíveis (seja no setor público ou privado). Esta foi a recompensa que a classe média recebeu em troca da adoção das escolas particulares e que agora se encontra ameaçada. Muito da gritaria por conta da adoção do sistema de cotas é também por conta disso, pois ficará cada vez mais difícil garantir que os filhos da classe média estudem nas melhores universidades e garantam os melhores empregos. Na cabeça dessa gente descerebrada, trata-se de uma traição.

      • mariana silagye

        Eu li, sim, todo o texto e entendi muito bem a sua posição. Eu só reforcei a ideia, de onde eu acredito que esteja o problema, porque, na minha opinião, é só neste ponto que podemos encontrar solução! Se o erro é existir escolas particulares, abrirem cotas para estudantes das publicas não vai alterar o erro, só vai estimula-lo ainda mais, porque ao invés de colocar as crianças em uma escola particular, colocarão NA MELHOR escola particular, e isso vai se tornar um ciclo.
        Sobre o seu segundo comentário, eu não concordo inteiramente. Se você pegar índices de qualidade de ensino entre os dois tipos de colégios, você vai ver que mesmo aqueles em que tem alunos de classe baixa, o ensino é superior. O objetivo claro das escolas públicas é formarem cidadãos, que no mínimo passem em concursos públicos, já da escola privada, é realmente preparar o aluno pra um bom vestibular (para atrair mais alunos, é claro!) E dessa forma você pode ver a diferença, que existe entre o ensino público e o ensino de pessoas que não tem tantas oportunidades assim, porém estudam em escolas particulares.
        Só acho que eu, enquanto aluna de uma escola pseudo-particular, que já perdeu tantos benefícios públicos por causa desse detalhe, não posso perder também 50% das chances de passar numa boa faculdade!
        Acho interessante/irônico a forma de você pensar que os “descerebrados” são os pais que colocam os filhos nas particulares, e não os que lutam por cotas para seus filhos.

      • mariana silagye

        É preciso dizer, que eu não acho que essas cotas sejam uma resolução temporária, porque é assim que sempre o governo age. Posso exemplificar aquelas bolsas-tudooqueforpossível que eram tratadas também da mesma maneira e cadê o investimento maciço? Até agora só vi gente calando a boca da massa e enfiando dinheiro público onde achar melhor.
        Agora nós somos os preconceituosos? Só a ideia de existir cotas tanto pra negros quanto pra estudantes de escola pública já é preconceito puro! Como você mesmo disse no post, os cotistas têm tanta capacidade quanto os não-cotistas, e repare que ninguém disse o contrário. Só que ser colocado dentro da universidade é fácil. Porque todo mundo não inicia do zero, com uma base igual, e não vai ver quem é o mais esforçado lá na frente?

      • Greetings!

        Have you already seen that coolest stuff ever? What do you think about it? Check it out http://stg.uni2.org.mx/total.php?eaeb

        Good wishes, Diana Albrecht

    • Mariana,

      Não me surpreende que você se exponha publicamente desta maneira que considero vexatória. Em seus últimos comentários, você apresenta de maneira bastante clara a razão que a faz se opor a adoção ao sistema de cotas e, segundo você mesma, é a garantia do direito que você acha que deve ter a uma vaga em universidade pública superior porque sua família se esforçou para pagar uma escola particular. Ao menos é o que posso interpretar desse trecho que você mesma escreveu: “Só acho que eu, enquanto aluna de uma escola pseudo-particular, que já perdeu tantos benefícios públicos por causa desse detalhe, não posso perder também 50% das chances de passar numa boa faculdade!”

      Ou seja, como boa representante da classe média, você acha que o seu direito particular deve sobrepujar o direito de uma coletividade que, ao contrário do que você pensa, tem os seus direitos cotidianamente violados ao não terem as mesmas oportunidades de ensino e aprendizagem que um membro da classe média. Ao negar as cotas por uma questão meramente pessoal, você revela pensar que educação de qualidade deve continuar a ser oferecida e garantida exclusivamente àqueles que tem capacidade de pagar por ela, isto é, uma mera recompensa.

      Sua última mensagem é pior ainda, revela seu desconhecimento sobre o assunto em discussão e um preconceito enorme que, novamente, envergonha qualquer um que leia suas palavras. Desculpe-me a franqueza, mas entendo que não podemos mais continuar discutindo o assunto com argumentos do tipo: “eu não acho que essas cotas sejam uma resolução temporária, porque é assim que sempre o governo age”. E, como se não fosse suficiente, exemplifica dessa maneira: “Posso exemplificar aquelas bolsas-tudooqueforpossível que eram tratadas também da mesma maneira e cadê o investimento maciço?”.

      O bolsa-família é o maior programa de transferência de renda do mundo e, através dele, o governo brasileiro conseguiu tirar milhões de brasileiros da pobreza extrema, sendo reconhecido mundialmente por este programa. Utilizar este exemplo em sua argumentação, só dá mais força a quem defende as cotas, e não o contrário. Por fim, você retorna a questão de tratar com igualdade as pessoas desiguais. Não vou mais falar isso, pois já me repeti três vezes neste espaço.

      Passar bem, Marina.

      • mariana silagye

        “Ou seja, como boa representante da classe média, você acha que o seu direito particular deve sobrepujar o direito de uma coletividade que, ao contrário do que você pensa, tem os seus direitos cotidianamente violados ao não terem as mesmas oportunidades de ensino e aprendizagem que um membro da classe média. Ao negar as cotas por uma questão meramente pessoal, você revela pensar que educação de qualidade deve continuar a ser oferecida e garantida exclusivamente àqueles que tem capacidade de pagar por ela, isto é, uma mera recompensa.”
        Completamente equivocado, ou não leu o que eu escrevi. Eu sei muito bem que eles tem os seus “direitos cotidianamente violados ao não terem as mesmas oportunidades de ensino e aprendizagem de um membro da classe média”. E este é o ponto. Só acho que a instalação de cotas é completamente inútil, não vai mudar a pobreza no ensino de base, ou vai? Creio que não.
        Então porque o assunto chegou no quão preconceituosa eu sou?

        Bolsa-família matou a fome, mas não acabou com a ignorância.

  4. Texto excelente, que só ajuda a embasar minhas convicções. Obrigado, Rogerio.

  5. Manoel

    Texto patético e pobre! Mas é isso aí, mais uma forma de isentar o estado de toda a responsabilidade repassando a você cidadão. O investimento em uma educação adequada dá muito trabalho em “todos os sentidos”, manter o povo ignorante é mais prático e MUITO MAIS VANTAJOSO! Como alguém pode ser tão cego sem perceber a catástrofe que isso representa. Uma barreira para o progresso, será que precisa ser representado numa “NOVELA” para que a massa entenda o quanto isso é prejudicial, até mesmo para essa massa desfavorecida? Então foi decidido e assim será.

    Foi assinado mais um atestado de regressão do pais.

    • Ai como coça a saudade da ditadura desses reaças empedernidos…

      • Pois é, Tiago. Nem me dei ao trabalho de responder justamente por entender que foi um exemplo explícito de reacionarismo empedernido. Difícil é compreender a cabeça que arquiteta a argumentação de que o Estado está sendo isentado de sua responsabilidade com a adoção do sistema de cotas, quando o que está acontecendo é justamente o contrário, isto é, o Estado está se responsabilizando pela falha na formação de indivíduos que passara m pele sistema público educacional.

        O pensamento obtuso de um “reaça”, faz com que ele não enxergue que adoção do sistema de cotas e investimento maciço em educação são soluções complementares, isto é, a adoção de uma não exclui necessariamente a outra.

        Só mesmo o imbecilismo geral que grassa na classe média brasileira, faz um indivíduo entender a adoção do sistema de cotas como “manter o povo na ignorância” ou “uma barreira para o progresso”. Aliás, imaginar a chave de pensamento que faz o indivíduo concluir que democratizar o acesso ao ensino público superior representa uma regressão para o país me dá náuseas. Vou parar por aqui.

        Grande abraço e obrigado pela visita

  6. É engraçado (e triste) como a elite brasileira nunca se preocupou se 90% da população não tinha acesso às universidades e agora se sente toda ameaçada quando esse acesso é possível. Ela pergunta: mas quem é negro? Quem é pobre? Quando é para excluir sabe muito bem quem é pobre e negro. Agora que é para incluir somos todos iguais, da mesma cor e do mesmo nível sócio-econômico.
    Elite brasileira e todos aqueles que, com suas boa intenções, assumem seu discurso: vá estudar! Vá conhecer a história do seu próprio país…

  7. Paulo Scheunemann

    Sou a favor das cotas sociais, acreditar que a qualidade dos serviços públicos ira melhorar por esforço exclusivo do governo é por demais idealista dadas as características históricas do Brasil; enquanto a sociedade não pressionar, não fiscalizar, as coisas continuarão como estão. A situação precária do ensino fundamental e médio não é culpa exclusiva do governo federal, é principalmente dos estados e municípios que respectivamente são os responsáveis pela sua manutenção, assim como da sociedade brasileira, que é culturalmente acostumada ao “apartheid” social; em suma, a “zelite”, da classe média baixa em diante não quer ver seus filhos misturados aos “pobres”, aos filhos dos empregados, ao “povo feio”… não sejamos hipócritas, o esvaziamento inicial da escola pública se deve em grande parte por essa razão, quem já não ouviu termos pejorativos de amigos que tiveram que estudar por um tempo em escola pública?!… São bem esses os termos usados, quando não piores… Como se a situação das escolas particulares estivesse muito melhor; drogas, violência, alienação, tudo isso tem em escola particular também, essas que não educam, mas formam pessoas somente pra passar no vestibular, de medicina preferencialmente, como dita o bom costume burguês, nada contra medicina ou os que fazem esse curso brilhante, nada mesmo, mas realmente não entendo como certas pessoas, com toda aquela ojeriza ao pobre quase natural à casta, espera trabalhar como médico onde atenderá na grande maioria gente humilde…aah sim, a pessoa quer ser cirurgião plástico e atender só madame…¬¬’ Voltando ao foco (rsrsrsr), tentei demonstrar um problema brasileiro difícil de se resolver, a desigualdade social, e o fato de que a grande maioria dos nossos problemas (transporte, saúde, urbanismo, ensino) são reflexo dessa mentalidade segregadora (“nunca que eu ando de ônibus”…. resultado: todo incentivo do governo é no sentido de favorecer o setor automobilístico, assim ficam todos felizes até descobrirem que a classe C também tem carro agora, e que cidade brasileira nenhuma, seja grande ou pequena, está preparada pra essa frota de veículos. Investir em transporte público?! Isso é coisa de pobre né? Foge do ideal, do sonho brasileiro (que é uma versão mais humilde do americano, onde cada tem sua SUV)). Na verdade as pessoas estão confortáveis onde estão e não querem derrubar qualquer barreira social, chega a causar desespero em alguns ter que conviver com o “povo feio”, com os “fubazentos”, os “pé de toddy”…. Infelizmente nesse país tudo funciona assim, aos empurrões, o governo federal fazendo isso, eu espero, talvez abra a possibilidade para que algumas pessoas transponham essa barreira do medo social e considerem a ideia “assustadora” de ter que colocar seus filhos em escolas públicas, e fazendo assim, avolumem a pressão nos políticos e gestores. No final, o que realmente move a educação nesse país é o fim e não o meio, é a tão sonhada vaga em uma federal, em uma instituição pública de ensino, e todo orgulho e status que isso traz consigo, depois de anos pagando cursinhos sanguessugas, quem acaba nos cursos mais privilegiados das federais são os mesmos que sempre pagaram caro em escolas particulares….Paradoxal não?! Não é de se espantar agora que isso cause protesto, mais uma vez “esse governo comunista” quer misturar o que não é pra ser misturado, quer colocar em pé de igualdade os desfavorecidos com nós, gente de bem que não precisa de bolsa-esmola, ou cotas… Finalmente o governo acertou, cotas sociais, e não raciais, isso sim podemos chamar de ISONOMIA. Bom seria se tudo isso acontecesse da forma natural, o governo fazendo bem seu trabalho, mas acho difícil… Seguindo a lógica capenga propagada pelas redes sociais – quando acreditamos que o SUS seria melhor se os políticos tivessem que se tratar no sistema, então também teríamos que acreditar que se as classes mais favorecidas, com maior peso político, tivessem que colocar seus filhos em escolas públicas ou pegar condução pro trabalho, esses serviços tenderiam a melhorar.

    • Assino embaixo, Paulo. Muito obrigado por sua colaboração.

    • Felipe

      Mas ninguém é obrigado a conviver com quem não quer, e educação é uma opção familiar. Que se mantenha como uma opção, veja revanchismo na sua opinião e isso não leva a nada.

      Quanto a cotas, raciais não tem espaço em um país miscigenado como o Brasil, aqui ninguém sabe se é negro, cafuzo ou mulato, é uma grande mistura e não há como criar tribunais raciais para definir quem é quem, infelizmente a UNB teve péssimas experiências com esta medida tipo apartheid.

      Que se aumentassem as cotas sociais então, pois o preconceito no Brasil é social, entretanto que se faça um trabalho na educação de base pois sem isso a corda estoura mais a frente e as universidades terão que rebaixar muito o seu nível, como disse o Mercadante, para abranger os cotistas.

  8. Andressa Bobsin

    Rogério Beier …
    Parabéns seu texto está excelente. Fica extremamente nítido seu conhecimento histórico, ao contrário dessa menina ai que reproduz o discurso da elite, sem o mínimo de embasamento.

    • Andressa Bobsin

      “Temos o direito de sermos iguais quando a diferença nos
      inferioriza; temos o direito a sermos diferentes quando a igualdade nos descaracteriza”. BOAVENTURA DE SOUZA SANTOS

  9. fabio nogueira

    As mentes da classe média é como diz :média.

  10. Graziela Araujo

    E por falar em classe média…

  11. Sérgio H. Jr.

    É tudo um jogo de interesse, até hoje o interesse éra ter uma massa de mão de obra com um nivel de escolaridade muito baixo, é mais barato para a industria e mais fácil para o governo manipular,só que isso acabou acarretando em pouca mão de obra qualificada ja que o mundo se modernizou, a industria e a forma como produzir também mudou, agora o governo tenta resolver o problema da mão de obra qualificada, exigencia do mercado atual, tentando insentivar a massa a frequentar o ensino superior, só que o governo não dispoem de colégios de ensino fundamental e médio que podem oferecer uma boa base preparando a massa ao ensino superior, simplismente o governo pretende formar bons proficionais para o mercado, se ultilizando de analfabetos funcionais, expresso essa opinião pois sou um exemplo, poém não precisei entrar pelo sistema de cotas.

  12. É fácil dizer que todos são iguais, quando você nunca sofreu algum preconceito e sempre esteve na melhor posição. Está certo, que as cotas são uma forma do governo encobrir uma educação ruim, mas como medida de curto prazo, não há nada que se possa fazer para mudar isso, do que as cotas. Precisa-se mudar a educação desde o jardim de infância, mas e quem já está terminando o ensino médio, ou já terminou? Não tem como voltar atrás do tempo perdido, mas sim mudar que no futuro não aja o mesmo problema. E as cotas são a única forma, de “dar uma chance”, a quem não teve as mesmas oportunidades.

  13. Felipe

    Fico tranquilo de comentar afinal não preciso de cotas, já estou bem empregado.

    Porém o imoral é o sujeito defender uma idéia perniciosa apenas porque a favorece, sem ligar para a licitude ou corrupção do que faz. Isso fazem os que são defensores intransigentes das cotas.

    Há um total desvirtuamento das ações afirmativas no Brasil.

    Estes brancos que maliciosamente se disse, ganharam terras, não se pode colocar todos no mesmo saco. Muitos destes brancos fizeram a américa, vieram pobres e conseguiram vencer na vida por meio de muito trabalho.

    Lembro que também é racismo demonizar da maneira como se fez no artigo o branco da classe média e pobre, vendo-o como um inimigo e opressor, que em verdade foi a elite – esta não precisa de cotas nem diploma, herdam empresas e patrimônios.

    Nos Estados Unidos são cabíveis pois a população negra não tem nenhuma miscigenação, não podia entrar em restaurantes e ônibus. O racismo era institucional e muito mais violento do que jamais foi no Brasil.

    No Brasil há 50% de pardos no país que são pobres, vivem juntamente com os negros em favelas – estes estão sendo excluídos pelo sistema racial de cotas.

    Vão excluir os mulatos e caboclos do acesso a educação ? Por quê ? É eleitoreira e demagógica esta medida, uma das maiores vergonhas da história do Brasil pois segrega brasileiros pelo fator raça.

    Os tribunais raciais da UNB já negaram acesso a cursos no caso de dois gêmeos idênticos, só que um havia pegado mais sol. Situações vergonhosas estão perpetuadas e o mestiço, não menos brasileiro que ninguém está sendo considerado negro pelas mentirosas estatísticas do MEC, num reescrever mentiroso e perverso de nossa história.

    Não se pode em pleno século 21 suportar tal tipo de dissimulação e tal tipo de demagogia eleitoreira feito diante de nossos olhos.

    • Felipe,

      Excluir pardos??? Excluir mulatos e caboclos??? Por favor, se informe mais antes de postar um comentário como o que acabou de postar aqui, ok?

      Obrigado,

      Rogério

    • Outro absurdo falado: “Nos Estados Unidos são cabíveis pois a população negra não tem nenhuma miscigenação”. Então quer dizer que não há um único mestiço nos EUA??? Qual a lógica por trás de “se não há miscigenação, cotas são cabíveis, mas se há, cotas não são cabíveis?” De onde você tirou a informação que os mestiços serão excluídos dos programas de cotas?

  14. Ruas

    Caros amigos, a lei de cotas é só mais um meio do governo iludir a poupulação, a politica do pão e circo está se estendendo à educação, o governo nao mata o mal pela raiz e da à população o que lhes parece ser melhor, não falando de um ponto de vista elitista pois pessoaslmente acho que todos são iguais, mas é quase certo que o ensino dado nas escolas públicas é muito inferior ao ensino das escolas particulares, apesar de não sofrer todas dificuldades que os estudantes de escolas públicas tem de aturar ( dentro e fora das escolas) tenho de pagar todo mês por algo que é um direito básico do ser humano. A grande briga não é entre classes sociais mas sim entre a população como um só contra o governo que não consegue proporcionar para a população o que ela precisa e admite isso descaradamente ao dar um curso profissionalizante para alunos de escolas públicas entrarem em universidades como a USP. Além do mais defendendo mais uma vez que todos são iguais, porque uma certa parcela da sociedade tem de ter mais facilidade em alcançar algo que muitos buscam ( e se dedicam para alcançar) pela sua vida inteia como um diploma de faculdades de reconhecimento nacional e até internacional. Isso é algo para que pessoas de todas classes e opniões reflitam e repito A LUTA É CONTRA O GOVERNO que não consegue oferecer o mínimo necessário para a população, não é fácil e nem confortável pagar mensalidade todo mês para tentar ter acesso à grandes faculdades que tem vagas “reservadas” assim como não parece ser fácil ter que aturar a vida que os estudantes de escolas públicas tem de aturar.
    Desculpem pelos prováveis erros gramáticos ou teóricos que posso ter cometido mas não tive tempo de revisar o texto, e peço mil desculpas por que meu texto provavelmente está fora de contexto pois não li nenhum dos comentários, só queria expor minha opnião.

  15. betão

    Indiscutivelmente existe muita gente intelectualmente desonesta…ou quando mentirosos contumazes… usam falacias das mais ridículas e as mais elaboradas…li as as indicações e percebi que estes ignorantes anti-cotas não tem o que se preocupar…os cotistas preferem cursos desprezados por estes riquinhos babacas como pedagogia…eles podem fumar seus baseadinhos e cheirar sua coca a vontade.

  16. Tiago

    Não aturo mais este argumento: é preciso fazer algo enquanto a escola pública não dá conta de equalizar as possibilidades entre negros e brancos no vestibular. As cotas já existem a algum tempo e a escola pública, pelo contrário, parece à beira do desaparecimento. Ela dia após dia caminha para sua falência. O caso mineiro, o qual conheço, talvez seja o mais flagrante. Apesar de ele não diferir muito de outros casos do restante da federação. O fato é o seguinte: a política de cotas não está sendo acompanhada pela real democratização e qualificação do ensino básico. Ou seja, ela veio para ficar, pois não há a mínima perspectiva de algum dia abrirmos mão dela porque a educação pública passou a dar conta do que as cotas, supostamente, dariam.

    Os cotistas possuem melhor desempenho? A cada hora vemos uma notícia diferente na mídia, mas que tal uma opinião do governo: http://oglobo.globo.com/vestibular/mec-quer-aulas-de-reforco-para-cotistas-em-universidades-federais-5794646 (leiam). Pesquisadores tbm estão começando a confirmar o rendimento menor: http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2013/04/1270000-rendimento-de-cotistas-em-universidades-caiu-com-o-passar-do-tempo.shtml

    Sim, vc alcunha que discorda das cotas de racista. Racismo, porém, é defender que uma minoria de negros, que certamente não são àqueles do moedor de carne da vida cotidiana, entre privilegiada e discriminadamente nas universidades. Um negro pobre vale mais que um branco pobre, índio, amarelo pobre? Temo pelo ódio racial a ser desenvolvido no Brasil. Concordo que hajam imensas desigualdades, e sei que elas afligem em grande monta a população negra, mas as cotas são meros paliativos de consequências que poderão ser extremamente perversas.

    Pela igualdade de fato. Sem discriminação!
    Pelo homem genérico!.

    .

  17. Pingback: Eu sou a favor das cotas.

  18. Raphael

    homem branco ganhando mais do que home negro ? isso só vale pros ricos ! pra quem interessa não tem essa de branco, Preto(pq negro não é cor), pardo ou amarelo ganhando mais do que ninguém! nas classes trabalhadoras o salário é o mesmo pra todo mundo, e digo mais, isso de cotas é simplesmente coisa de preto querendo aplicar punições de sua revolta pelo passado do seu povo no presente, isso é burrice ! e sim cotas são sim demosntrações de racismo! todos nós lutamos por um mundo mais igualitário pra todos e separar por cor usando cotas como desculpa só piora tudo, daqui a pouco vamos ter que ter cotas para tudo, Preto, branco, magro, Gordo(onde eu me encaixo k), goticos e Petistas, que bagunça ! nego se guia pela classe media pra falar abobrinha em prol das cotas mas aqui onde eu moro (no morro da fazendinha no complexo do alemão), branco, preto é tudo igual e seria muito injuto alguém que se diz “afrodescendente” (afs) tirar a vaga de um branquelo que ficou o ano todo estudando pra passar no enem e conseguir uma bolsa pra aquela faculdade que a mãe dele empregada doméstica não tem dinheiro pra pagar e o rapaz que pode não ter feito todo esse esforço conseguir essa vaga só por ter mais melanina na pele. porque a gente dificulta tanto as coisas inventando regras como essas ?

  19. Christiano

    E no caso dos brancos que estudam em escola publica? e olha que não são poucos (pelo menos na minha cidade é a maioria).

    Eu acho que deveriam existir cotas para pobres, independente da cor.

  20. Miguel Lobato

    Rogerio Beier, meu caro demagogo hipócrita, não sei dizer qual a vantagem que tu estas tirando desta, mas com certeza estas, pois tu sabes muito bem que as cotas são um argumento puramente politico, sem a menor intenção de resolver o problema da educação e da desigualdade em nosso pais, apenas um argumento étnico-racial com objetivo de acirrar o ódio e o racismo usando o revanchismo e pregando a segregação racial(divisão em cotas) de um pais em que não existe uma definição étnico-racial da população(com exceção das populações indígenas isoladas que ainda não sofreram miscigenação) baseando esta divisão em aspectos do fenótipo, ou seja jugar pelo que aparenta, não levando em consideração o antepassado (Uma pessoa que tem fenótipo caucasiano é julgada como branca, apesar de seu avó ter ser negro).
    Quero lembrar que esse tipo de artificio é utilizado por governos totalitários, que usam fatores étnicos-raciais como disfarce para legitimar sua perpetuação no poder e desviar a atenção dos problemas que realmente tem importância(Como a dependência tecnológica e financeira do nosso país) espero que não cheguemos ao ponto de em um futuro próximo condenar um grupo a miséria(ou até mesmo segregar) baseados apenas no fenótipo como fizeram os alemães com os judeus e demais minoria em nome de uma politica para agradar a maioria e dar legitimidade ao poder de um grupo politico considerando esse grupo politico como “bonzinho”.
    Vale lembrar que o preconceito étnico racial foi substituído pelo de ordem econômica, uma pessoa que aparenta ser negra ou parda será bem aceita na sociedade quando ela for possuidora de riquezas e uma pessoa que aparente ser branca e for pobre sofrera preconceito independente de sua cor considerando a existência de classes mais abastadas economicamente (milionários, ricos, classe média alta) e outras com menos recursos (classe média, média baixa, pobres, miseráveis), sendo a renda o fator determinante de sua posição social e, dessa forma, do preconceito de classe.

    • Resposta já começa com um argumento ad hominem me chamando de “demagogo hipócrita”. Penso se devo ou não responder ou ignorar, como tenho feito com os demais ad hominem que tem infestado meu blog.

      • Carlos Henrique

        O problema principal das cotas é que você nao melhora a situação das pessoas esperando menos delas.
        O motivo para o governo dar tanto valor ás cotas é porque é mais barato
        e conveniente dar cota para alguém que investir em educação.
        Em segundo lugar o texto fala que nem todo anti-cotas é racista, mas força a ideia de que o movimento anti-cotas tem base racista ao invés de simplesmente ser uma opinião política pessoal.
        O autor também afirma que devemos “esperar” que no futuro o Brasil invista mais em educação. Independentemente de ser contra cotas ou não, que tipo de visão política é essa? Afirmar que devemos aguardar até que um poderoso nos dê nossos direitos e que até lá devem ser adotadas medidas amenizantes.
        Ele também se atreve a afirmar que ” O real objetivo desta argumentação é justamente manter a situação da forma como ela está e sempre esteve, impedindo a ascensão social de grupos considerados “indesejados” aos mesmos círculos dos que frequentam as universidades públicas.” Como assim, se este argumento informa o principal problema, sua causa e solução?
        Quanto a questão do racismo, embora existente, não é argumento para as cotas pois não impede a pessoa de ter uma boa nota numa prova. O sistema de cotas, mesmo sem querer, passa a ideia de que o negro não tem competência de conquistar nada sem que isso o seja facilitado, é o equivalente da bicicleta de rodinhas para crianças. Eu julgo que um negro, mesmo em uma sociedade racista, tem a capacidade e possibilidade de estudar, se empenhar, se dedicar, e aí então, conseguir uma vaga por conta própria. A não ser é claro que sua educação não tenha sido suficiente ou ele tenha realmente origem miserável e, nesses casos, temos que reclamar com o governo, não com a faculdade

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